Como entidades, fazemos mundos.
Nossas potencias vêm do mesmo lugar donde o caos brota.
Esta força, nos equipara com absolutamente todos os deuses.
Um imanente perpétuo, indestrutível em possibilidades.
Quando um ser então surge, porém,
sucessivos e incontáveis colapsos
acontecem para todas às outras possibilidades
de estar e permanecer e mudar e dissolver,
resolver, ficar e então, novamente ser...
Nunca haverão de serem concretizadas,
em detrimento destas escolhas dele,
sobre o que é a realidade,
mesmo que ainda subjetivas...
Num agora sempre móvel, e assim, quase irreal,
e que quando, para o além do ser,
como uma entidade
desintegra-se o possível 'tudo',
criando daí, um grande nada.
E assim o nada é agora possível?
O nada cabe no possível.
O perceber-se no possível todo,
ainda será condicionado.
O nada como estado ainda causal, firma-se assim como farsa?
Todo poder é ficção, mas que também o nós, nos 'causa' na crença dele...
Eis um colapso... destrói-se o então...
fragmentando verdades como coisas absolutas
em todas as outras potências...
Será que estas concatenações não objetivas,
emaranhadas na percepção enganada,
duma lógica torta,
se auto destruirão em alguns instantes..?
Olá, adeus, olá, há deuses? Olá adeus...
Pulsa, não pulsa, eis o legítimo instante.
No vácuo entre existires,
é só onde todo o tudo
e o nada perduram.
Eis aqui a prova do não ser,
ser mais relevante...
Contudo, mesmo como poder,
ele ainda é instante.
~;9;8;7;6,5;4;3;2;1;0;-1;-2;-3;-4;-5;-6;-7;-8;-9;~
(...)
ralleirias - Poema segredo - fragmento
A arte, é do © A N T O N I O • M O R A

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