Viajar nos próprios sonhos é uma arte antiga, que curandeiros de todo mundo praticam desde o paleolítico. Há experiências modernas que já se aproximam das antigas práticas xamânicas, mas talvez seja necessário uma evolução no assunto, para que estes pesquisadores não se detenham nos preconceitos da modernidade... Me parece que a lucidez sempre é relativa, podemos jurar que estamos atentos, espertos, sabedores de tudo que nos interessa e que somos donos de nosso destino, no entanto seguimos fielmente os planos sociais e as metas intelectuais desenvolvidas e apresentadas para nós desde nosso nascimento.
O mundo vai além da dicotomia do bem e mal e do bom e ruim.
Talvez, nossos sonhos pareçam desafiar esta lógica cartesiana, sistemática, regrada do mundo, justamente porque ela tente se apresentar como único modelo.
Sonhar talvez seja o mais perto que podemos chegar da liberdade de ser quem realmente somos, uma entidade livre num mundo onírico (Sim onírico...pois e por acaso não se constrói o mundo à partir de nossos sonhos?
Absolutamente toda criação humana já não foi imaginação ou sonho?), mas que quando acordados insistimos em transformar numa espécie de pesadelo controlado.
O mundo embora se curve à lógica causal e à outras leis fatídicas, assim como em nossos sonhos ainda é pura possibilidade.
ralleirias

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