após mais esta derrota para o mundo.
E talvez eu sobreviva ao ódio
dos que não sabem o que é amar,
e muito menos perdoar,
e, mesmo perdendo tudo
o que imaginei construir
e sonhei ser felicidade e vida...
... ainda que, eu saia estropiado,
manco, espoliado e ferido...
E então, já longe do ódio
dos que não podem,
e não conseguem amar,
distante destas armadilhas
que iludido também construí,
daí, sem mais dívidas com a minha parcela
de aceitação do mundo que outros impõem...
e... sem temor nas dúvidas, e também sem o peso,
de fazer quorum ao que não me cabe ,
seguirei entre todos, de cabeça erguida para onde quiser,
ou precisar, e sem temer mais nada...
E desta vez, nada haverei de perder na nova caminhada...
a não ser, aquilo do que eu desejar me desfazer...
Pagarei o preço que achar justo,
no meu próprio tempo
e apenas em meus próprios sonhos...
ralleirias - Das lutas de classe - fragmento

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