Aprisionar a própria identidade é uma fantasia comum.
Mas somos assim, personas renitentes contudo pouco resistentes.
O desejo de domínio sobre a realidade se confunde com a verdade...
E neste mundo tão pueril... como entes complexos, parece que
preservamos nossas carcaças mas trocamos o refil...
Novos sonhos, novas conquistas, desejos em cascata...
Saciado o desejo, a energia se consome,
e o paraíso tão sonhado... assim se mata.
O que nos sustenta como entidades?
Senão justamente esta pluralidade...
Esta inversão das certezas, o dom de mudar.
De nos transformarmos em nossos próprios sonhos.
E a capacidade de nossos mundos de cabeça para baixo virar.
Pois eis que talvez sejamos realmente, apenas a essencial liberdade de mudar.
ralleirias
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