segunda-feira, 28 de abril de 2014

Tem sido a liberdade associada à tantas coisas...

Tem sido a liberdade associada à tantas coisas...
Fuzis, morte, expropriação, violência, estupidez, covardia, maldade...
Flores, vida, empoderamento, ternura, sabedoria, coragem, bondade...

É que talvez a verdade possua uma certa capacidade plástica, onde
estas possíveis realidades que lhe dão quórum, não consigam manter
assim uma objetividade, não diante de todas estas existências que passam
a lhe compor, quando são compreendidas por seus percebedores...

Mas algumas coisas, tem uma legitimidade inquestionável em relação
ao substrato, às fibras da liberdade...  E a alimentação é uma delas.

Também ela é tão subjetiva...
O ar é alimento, a luz é alimento, a água é alimento...

O amor é alimento, pois, eis que também
a própria liberdade é alimento.

É a liberdade o supremo alimento da vida
E então como a derradeira liberdade, eis a morte...

Ali, tem uma fronteira secreta, ou pelo menos discreta,
em que, curiosamente também a morte é convertida
em alimento para a vida...

A nossa liberdade e a nossa vida,
vêm como morte comida...
ralleirias

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