o pobre louco,
de suor molhado,
ele murmura rouco...
Lembrando, diz
o nome dela...
Ele levanta, atrapalhado
com um olhar arregalado
e então vai até a janela...
E lembra novamente,
ele grita o nome dela,
veementemente...
Perguntando
Perguntando
para o além,
grita também:
Cadê ela !?
Mas... ali, agora,
grita também:
Cadê ela !?
Mas... ali, agora,
não há nada
nem ninguém...
Contém a fala,
com vós embargada
e um nó na garganta,
ele fala baixinho...
- minha saudade é tanta...
E divaga sozinho.
E então, corre até
a outra janela,
e de novo, grita
o nome dela!
à plenos pulmões
à plenos pulmões
ele replica, também:
Cadê ela, cadê ela?
Cadê ela, cadê ela?
aonde está meu bem...
estará no além?
Mas, não...

Nenhum comentário:
Postar um comentário