implica em ser mesmo sem
reconhecer o ser, que pode não
ser ser e pode ser de ser no pertencer
e no pertencer-se aonde se dá a licença
para todos os picos e abismos, procurando
lá, não sabe o quê, daquilo o que não se vê
e de tudo que não se quer e nem se sabe o
porquê, e nem pode-se perceber, sem o deixar
de ser, o que se é ou o querer, para poder não
ser um algo ou um alguém, e daí será além
mesmo deste nem ser ou pertencer ou de
querer ou acontecer em qualquer plano
tempo ou momento, com zero faísca de
sentimentos desejos ou pensamentos
nem num mínimo querer ser,
nem no nada ser, esquecer-se
no se esquecer, de ser...mas
apenas contudo e ainda
naturalmente Ser.
- oroboro
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