segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Uma coisa boa?

Uma coisa boa?
Se houvesse uma proposição de recordarmos
uma coisa boa, e registra-la
e que evocasse um resumo do
que somos e fomos,
esta memória, esta imagem
ou este momento seria como o quê,
quando, e porquê?


Em que tempo estamos,
se ainda no passado
ou dele já nos desligamos?
Somos um outro ser
que é mais do mesmo,
andando por aí a esmo?

Ou somos um novo ente,
acordado, ensimesmado
e consciente....

Que memórias resumiriam
a nós e nossas histórias?

Quem sabe, a memória
do primeiro amor correspondido,
a do primeiro beijo..?
Talvez, a do gesto de alguém
que nos amou, além do desejo
e apesar de nossos enganos,
e como uma visão ainda enamorada...

Quem sabe, a de nossa primeira
mancada ou mesmo, uma ideia privilegiada..?
Como algo criando o bom, do nada...

Nos trai a memória...
Quando evoca certezas por felicidades,
que, quase sempre foram moldadas
em gabaritos dum passado...

Pois é assim que uma coisa boa,
relativa a um lugar, entidade, ou alguém
pode não ser sempre boa de verdade também...

Ou, boa o suficiente para durar num 'para sempre'...

Mas, uma coisa boa, pode ser,
encontrar-se consciente sem forçar o ser
ainda que, mesmo temporariamente, e ou
inevitavelmente, como e com o tudo,
até mudar ou desvanecer...
ralleirias (das mortes não morridas)
Crédito: assinado na imagem

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