Finalmente lembrou... provavelmente já era tarde demais.
haviam passado, pelo menos 50 à 80 anos desde sua última vida e morte.
Agora num país estranho, outra língua, outros costumes, outro tempo
tudo o distanciava de novo, e de forma aparentemente cabal de sua milenar identidade.
Mas, perguntava-se, porquê lembrara então? O que poderia fazer agora, para reparar
aquelas perdas e injustiças, para remediar aqueles sofrimentos, para revelar
para aqueles que, por ventura ainda lá estivessem, os segredos que continha
na sua memória ancestral...
Maldição ou benção?
Nada além da sina de um tulku...
Numa terra distante, numa cultura em que o indivíduo afirma-se como
ente humano por suas força e habilidades próprias, ele conduziu sua gente
por lugares e situações únicas, e despertou a mais avançada consciência
nos seus semelhantes. Muitos se libertaram.
Seu dom não era único, mas o que fez à partir deste dom, não teve
precedentes na história da humanidade.
ralleirias (fragmento)

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