quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

O discurso de ódio,

O discurso de ódio, esta apologia sistemática ao crime,
este fascismo explícito, a segregação de classes, credos
e cores, serve à uma agenda especulativa dos ganhos de poder,
assim, ele emerge aonde e como quase todas as ausências sociais 
e de estado se destacam, e ganha força nas ausências de regulação.

E claro, serve à quem o pratica, prontamente para firmar posição entre
seus pares, também serve como instrumento de aliciamento
de bestas humanas descerebradas... nos alinhamento dos ódios identitários.


Acho que ele não é tão combatido, com a firmeza e
contundência que deveria... porque é uma espada que corta dois lados
e serve melhor e principalmente a quem a possui na sua ou em uma mão amiga.

Poderíamos supor que estas bestialidades são fortes porque se sustentam ainda em 
raízes profundas e históricas...sim, mas é principalmente por conveniências de força
e arranjos atualizados de apropriações de recursos locais... 

Poderíamos pensar na complexa rede de interesses e mesmo
intrigas que são permanentemente remodeladas, mesmo que, embora 
combatidas... são necessárias e oportunamente convenientes...

Mas, surpreendentemente, talvez os discursadores e o discurso, também 
sirvam aos interesses dos que, na disputa deste poder político, e por consequência,
econômico, e colocam-se numa posição de antagonismo meramente oportunista... 
e que invariavelmente lhes é muy lucrativa.
ralleirias - crônicas das lutas de classe


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