terça-feira, 30 de dezembro de 2014

no corpo das horas mortas da noite...

Às vezes,
      eu vivo um pouco,
            quando acordo, no corpo
                                     das horas mortas da noite...

E me lembro
       de olhar para as estrelas...

Sempre recordarei,
             de como elas podem me dizer
                            onde e quando 'estarei'...

eu que me lembro
de rastejar em brejos...
de só viver nas sombras
e na noite...
                   por isto,
tão bem sei entender o céu...

Agora,
não reclamo a sorte
e os sacrifícios...
e não temo a morte,
nem os meus vícios...

E ao fitar o firmamento,
vejo como tudo,
permanentemente
mudou o tempo todo,
e mesmo, antes de tudo isso existir...
ralleirias  (Fragmento- das mortes não morridas)



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