Às vezes,
eu vivo um pouco,
quando acordo, no corpo
das horas mortas da noite...
E me lembro
de olhar para as estrelas...
Sempre recordarei,
de como elas podem me dizer
onde e quando 'estarei'...
eu que me lembro
de rastejar em brejos...
de só viver nas sombras
e na noite...
por isto,
tão bem sei entender o céu...
Agora,
não reclamo a sorte
e os sacrifícios...
e não temo a morte,
nem os meus vícios...
E ao fitar o firmamento,
vejo como tudo,
permanentemente
mudou o tempo todo,
e mesmo, antes de tudo isso existir...
ralleirias (Fragmento- das mortes não morridas)

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