segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Depois de meio século...

Particularmente, gosto deste aspecto virtuoso, da continuidade
descendente e ascendente que as gerações familiares sucessivas
que se comunicam têm.

Depois de meio século, acesso agora compreensões
às quais jamais imaginaria ...

Das virtudes desta ancestralidade que vem e que vai,
me encanta, este complexo entrelaçamento aparentemente
paradoxal das mudanças:
Elas são carreadas, justamente por continuidades...

Me vejo, de certa forma, muito melhorado no meu filho.
Percebo ele, se expandindo em potencialidades
humanas infinitas...

Contudo, superar ou comparar-me à meu velho e querido pai,
que para mim, sempre foi um sábio, é inimaginável,
pois além das contextualizações daqueles diferentes mundos
onde ele surgiu, também ele representará sempre uma outra
dimensão, e esta, será  assim, irreproduzível e por isto, inatingível...

Mas juntos, extraordinariamente, somos como uma
só entidade, um só ente...
Um homem que avança ao futuro, em meio ao
emaranhamento das fibras do passado e do presente,
e ainda em construção permanente.

Mas, acho que por isto, o que mais me encanta, é esta
capacidade, então, volátil de nossas identidades...
Nestas multi dimensões, que embora cíclicas,
também permitem daí, acontecerem às mudanças do mundo,
Assim, elas parecem que surgem, através de nossas próprias mutações...

Contudo, também esta minha admiração, nem é sobre a forma como
rompemos incessantemente com nossas estruturas internas e externas,
nelas nos 'matando' em instâncias vencidas e renascendo e nos renovando,
em nossos então, novos mundos...
Mas, minha grande admiração mesmo,
é sobre esta essência de 'multiversos' ínfimos, mas,
surpreendentemente infinitos, que isto nos atribui...
ralleirias -Meta teatro



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