terça-feira, 6 de janeiro de 2026

há já

O vazio não espera, há já 
Existe no não existir, mas também 
num não lugar... em que o conceito ou a 
forma ainda imperará, talvez em estado 
de não estado ou não lugar no que ainda
 nem tem norma para ser ou se conformar 
e se expressar ou não naquilo que ainda se
transformará, mas, que sim e não, ali esperará 
e ou se expandirá, e também o vazio assim está 
e estará, se manifestando em não se manifestar, 
mas sempre sendo sem ser e estar...
No normal que se deforma e no novo espaço
da norma ou coisa ou lugar que quer ser ou ocupar,  
na fala que não houve e na coisa que nem soube
marcada assim pelo silêncio,  esvaziada está...
Aonde tudo inicia e acaba, na ultima fronteira 
do nada, do existir e consentir, que se atravessará
no manifestar ou silenciar e ou exprimir, desmanchando, 
o estar resistente, mesmo na quebra que se consente 
e indiscriminadamente dissolver-se-á, ali nestas 
normas sobre o real do que virá e sobre o seu
hipotético desenrolar em vontades e verdades que 
no 'disso tudo' realizará...também não não sendo 
no não acontecendo, ou no nada que surgirá, 
temporalmente vai ocupar-se em não se ocupar
e é em tudo que há e não há, aqui e ali, e é lá, 
sempre em se firmar neutro sem ser também 
em nenhum momento, consentimento ou lugar... 
- Metateatro

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