Existe no não existir, mas também
num não lugar... em que o conceito ou a
forma ainda imperará, talvez em estado
de não estado ou não lugar no que ainda
nem tem norma para ser ou se conformar
e se expressar ou não naquilo que ainda se
transformará, mas, que sim e não, ali esperará
e ou se expandirá, e também o vazio assim está
e estará, se manifestando em não se manifestar,
mas sempre sendo sem ser e estar...
No normal que se deforma e no novo espaço
da norma ou coisa ou lugar que quer ser ou ocupar,
na fala que não houve e na coisa que nem soube
marcada assim pelo silêncio, esvaziada está...
Aonde tudo inicia e acaba, na ultima fronteira
do nada, do existir e consentir, que se atravessará
no manifestar ou silenciar e ou exprimir, desmanchando,
o estar resistente, mesmo na quebra que se consente
e indiscriminadamente dissolver-se-á, ali nestas
normas sobre o real do que virá e sobre o seu
hipotético desenrolar em vontades e verdades que
no 'disso tudo' realizará...também não não sendo
no não acontecendo, ou no nada que surgirá,
temporalmente vai ocupar-se em não se ocupar
e é em tudo que há e não há, aqui e ali, e é lá,
sempre em se firmar neutro sem ser também
em nenhum momento, consentimento ou lugar...
- Metateatro
Nenhum comentário:
Postar um comentário