sábado, 31 de janeiro de 2026

Capital, Subjetividade e Adoecimento Social: um breve ensaio clínico-político

Capital, Subjetividade e Adoecimento Social: um breve ensaio clínico-político

Rogério Ari Leirias


Preâmbulo

Este ensaio nasce do cruzamento entre três campos que, na prática clínica e política, jamais estiveram separados, a economia política do capital, a produção histórica da desigualdade e os modos contemporâneos de subjetivação. Trata-se de um texto situado, escrito a partir do lugar de quem atua clinicamente sobre os efeitos do sistema e, simultaneamente, observa suas engrenagens estruturais.

Não se pretende aqui repetir Marx, comentar Piketty ou aplicar mecanicamente a esquizoanálise, mas produzir uma percepção, uma leitura integrada, clínica e política, sintoniza-la no contexto atual, capaz de dar conta do adoecimento subjetivo sistêmico que emerge do estágio atual de 'mais uma' crise no capitalismo.


 Do capital como estrutura ao capital como experiência vivida

Marx demonstrou que o capital é uma relação social fundada na exploração e na acumulação e Piketty comprovou empiricamente, que essa acumulação não apenas persiste, como também se radicaliza ao longo prazo, produzindo um capitalismo patrimonial no qual o passado devora quase todo futuro. E aquilo que aparece na clínica contemporânea ultrapassa a desigualdade mensurável, pois o capital tornou-se preponderância narrativa e cultural, experiência vivida, uma forma de sentir de perceber e de existir.

Na clínica, não encontramos apenas os sujeitos precarizados economicamente; também os entes, estão todos entre assujeitados e colonizados internamente pela lógica do capital tardio. O sofrimento já não decorre apenas da falta material, ele brota da internalização de um regime permanente de comparação, desempenho e inadequação. São agendas obrigatórias. 


 A desigualdade como operador psíquico

A desigualdade descrita por Piketty não é neutra do ponto de vista subjetivo, age como um silencioso operador psíquico, produzindo uma ansiedade crônica e sensação de fracasso pessoal e de colapso dos horizontes de futuro. Fechando-se a mobilidade social, então o desejo por não encontrar as vias de simbolização, tendera a reterritorializar-se de forma reativa.

Clinicamente, isso se manifesta como depressões ligadas à sensação de inutilidade e quadros de ansiedade associados à híper performances; identidades rígidas usadas como defesa contra a perda de lugar simbólico e agressividade projetada em inimigos imaginários.

A desigualdade econômica, portanto, converte-se em desigualdade afetiva e existencial.


 Produção de subjetividade e captura do desejo

A esquizoanálise permite compreender que o capitalismo contemporâneo não se limita a explorar o trabalho, pois ele produz subjetividades compatíveis com sua própria reprodução. Armadilhado, o sujeito é convocado a se pensar como empresa de si, 'potencialmente independente por autônomo' e gestor de sua imagem, curador de sua própria narrativa.

Esse processo dissolve a percepção de pertencimento coletivo e enfraquece a experiência de classe, o sentido de coesão e pertencimento social e de grupo. O sofrimento deixa de ser lido como efeito estrutural e passa a ser vivido como falha individual. A clínica, nesse contexto, torna-se um espaço privilegiado para observar como o capital se infiltra no inconsciente e organiza o gozo e nele deprecia o sujeito ao lugar menor e impotente.


 Reterritorializações regressivas e política do ressentimento

Quanto mais o capital se desterritorializa  financeiramente, produtivamente e simbolicamente, mais intensas se tornam as arenas das reterritorializações subjetivas. Nacionalismos, fundamentalismos, guerras culturais e identidades rígidas funcionam como tentativas desesperadas de restituição de um chão perdido.

Essas formações são efeitos internos da desigualdade estrutural. Politicamente, operam como dispositivos de captura do mal-estar social, desviando o conflito de suas causas materiais e reorganizando-o no plano moral e identitário. A história e as subjetividades serão tomadas... E não são anomalias externas ao sistema, agem como compressores, compactadores, sequestradores das potências e do existir para todos os que não lhe servem apropriadamente. 


 Clínica e política são partes de um mesmo campo

Não há separação possível entre clínica e política quando o sofrimento é produzido sistemicamente. A clínica que ignora as determinações estruturais corre o risco de perder o objetivo e adaptar o sujeito ao insuportável. A política que ignora a subjetividade, produz projetos que fracassam por não compreender os mecanismos de captura do desejo e expressão apropriadas

A prática clínica, neste contexto, consiste em devolver ao sujeito a leitura estrutural de seu sofrimento; reabrir o campo do desejo para além da lógica do desempenho; reinstaurar a experiência do presente e do corpo e possibilitar reterritorializações éticas, não regressivas.


 Linhas de fuga e responsabilidade ética

A esquizoanálise busca os movimentos de recomposição do desejo fora das formas dominantes de captura. Clinicamente e politicamente, trata-se de sustentar espaços onde o sujeito possa deixar de ser produto, métrica ou perfil, e voltar a ser presença.

Isso implica uma responsabilidade ética radical: não reforçar identidades adoecidas, não fetichizar o sofrimento, não transformar a clínica em mais um dispositivo de adaptação e servilidade ao capital.


Considerações...

Assim, o capitalismo contemporâneo, confirmado empiricamente por Piketty e antecipado teoricamente por Marx, entrou em uma fase na qual sua principal matéria-prima é provida na conversão das  subjetividades. A desigualdade estrutural tornou-se inseparável da produção de sofrimento psíquico e da fragmentação do laço social e humano, máquinas desejantes reprodutoras e mantenedoras da própria desigualdade.

Este ensaio sustenta que somente uma abordagem integrada econômica, política e clínica é capaz de enfrentar os efeitos desse sistema. A clínica, quando comprometida eticamente, pode tornar-se um dos poucos espaços de resistência real à captura total da vida pelo capital.

Karl Marx (1818–1883)

Filósofo, economista político, sociólogo e jornalista alemão, Karl Marx é um dos principais críticos do capitalismo moderno. Sua obra central, O Capital, analisa o modo de produção capitalista a partir das categorias de valor, trabalho, mais-valia e acumulação, formulando as leis estruturais da concentração do capital e da reprodução das classes sociais. Marx exerceu profunda influência sobre a teoria social, a economia política e os movimentos políticos dos séculos XIX e XX, permanecendo referência fundamental para a compreensão crítica das desigualdades no capitalismo contemporâneo.


Thomas Piketty (1971– )

Economista francês e professor da École des Hautes Études en Sciences Sociales (EHESS) e da Paris School of Economics, Thomas Piketty é reconhecido por seus estudos empíricos sobre desigualdade de renda e patrimônio. Em O Capital no Século XXI, reconstrói a dinâmica histórica da concentração de riqueza a partir de extensos dados fiscais internacionais, demonstrando a tendência estrutural do capitalismo à desigualdade quando a taxa de retorno do capital supera o crescimento econômico. Seu trabalho revitalizou o debate global sobre justiça distributiva, tributação progressiva e os limites do capitalismo contemporâneo.

- crônicas sistêmicas


Este texto reflete a posição teórica e clínica do autor e integra sua pesquisa contínua sobre subjetividade, sistemas de poder e processos de adoecimento social no capitalismo contemporâneo.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Dinâmicas de Engajamento Social: Uma Síntese Sistêmica com Freire, Darcy Ribeiro e Fanon

Dinâmicas de Engajamento Social: Uma Síntese Sistêmica com Freire, Darcy Ribeiro e Fanon

O olhar esquizoanalítico e sistêmico, permite-nos uma leitura mais encarnada das lutas contemporâneas no Sul Global.... Vamos articular esses eixos com integração dos saberes de Paulo Freire, Darcy Ribeiro e Frantz Fanon...

 Premissa Sistêmica: Não Há Sujeito Isolado, Há Redes de Produção de Subjetividade

A abordagem sistêmica rejeita causalidades lineares e compreende que subjetividade, território, trabalho e poder co-evoluem em redes complexas, coemergem. Como aponta a literatura recente, "a identidade é relacional, pois ela se constitui pela identificação de uma alteridade" [[10]], e essa relação nunca é neutra: é atravessada por assimetrias históricas de raça, classe e colonialidade.

Neste registro, o "engajamento social" é efeito emergente de agenciamentos coletivos que conectam:

- Fluxos desejantes (esquizoanálise); Processos educativos dialógicos (Freire);  Formação étnico-territorial (Darcy Ribeiro); Sociogenia colonial (Fanon)

 

Paulo Freire: Conscientização como Agenciamento Coletivo de Enunciação

Freire não propõe uma "pedagogia da transmissão", mas uma práxis dialógica onde educador e educando co-produzem conhecimento a partir da leitura crítica do mundo [[1]]. Sua noção de *conscientização* opera como:

| Conceito Freireano | Tradução Esquizoanalítica/Sistêmica |

|-------------------|-------------------------------------|

| Educação bancária | Máquina de assujeitamento: fixa códigos, repete hierarquias |

| Problematização | Linha de fuga: corta fluxos de repetição, abre agenciamentos novos |

| Diálogo | Agenciamento coletivo de enunciação: produção de subjetividade em rede |

| Práxis | Produção desejante: ação-reflexão-ação como circuito de realimentação |


A contribuição sistêmica aqui é crucial, a conscientização é um processo emergente que depende de condições materiais, afetivas e territoriais. Como alertam análises recentes, "a educação crítica, segundo Freire, deve ser uma ferramenta para a transformação social, e não apenas para a adaptação dos indivíduos a um sistema" [[4]].


Darcy Ribeiro: Mestiçagem, Territorialização e a Produção do "Povo Novo"

Darcy Ribeiro oferece uma chave fundamental para compreender o Brasil como laboratório de desterritorialização forçada e reterritorialização criativa. Em 'O Povo Brasileiro', ele descreve como:

> "Os Povos-Novos são produto, tanto da deculturação redutora de seus patrimônios tribais indígenas africanos, quanto da aculturação seletiva desses patrimônios e da sua própria criatividade face ao novo meio" [[10]].

 Dinâmicas Sistêmicas na Formação Brasileira:

[Violência colonial]

[Deculturação compulsória] → [Desenraizamento de matrizes indígenas/africanas]

[Aculturação seletiva] → [Criação de protocélulas étnicas sincréticas]

[Sentimento de "ninguendade"] → [Emergência de identidade brasileira por exclusão]

[Reterritorialização política] → [Lutas por reconhecimento e autonomia]

O ponto crucial é que a identidade brasileira surge como resposta sistêmica à exclusão. 

O mestiço, "não podendo identificar-se com os que foram seus ancestrais americanos – que ele desprezava -, nem com os europeus – que o desprezavam -, via-se condenado à pretensão de ser o que não era nem existia: o brasileiro" [[10]].

Isso ressoa com a esquizoanálise: a subjetividade é produzida nos cortes, nas fissuras, nos fluxos que escapam às categorias fixas.


Frantz Fanon: Sociogenia, Mal-Estar Colonial e a Ruptura Decolonial

Fanon radicaliza a análise ao introduzir a sociogenia e: a compreensão de que a subjetividade é produzida nas relações sociais concretas, marcadas pela colonialidade. Para ele:

> "A ontologia (...) não nos permite compreender o ser do negro. Pois o negro não tem mais de ser negro, mas sê-lo diante do branco" [[21]].

 O Duplo Mal-Estar Colonial:

| Nível | Descrição |
| Mal-estar freudiano | Cisãp entre desejo individual e normas sociais (universal) |
| Mal-estar colonial | Impossibilidade de individuação plena para sujeitos racializados |
| Duplo mal-estar | Viver simultaneamente a cisão universal + a exclusão racializada |
|-------|-----------|

Fanon demonstra que o racismo se impõe coercitivo como máquina de produção de subjetividade: "Preto sujo! (...) eis que me descubro objeto em meio a outros objetos" [[21]]. Essa objetificação opera como assujeitamento molecular, capturando fluxos desejantes antes mesmo da consciência.

A contribuição sistêmica do colonialismo é o padrão recorrente de organização de fluxos (trabalho, território, saber, afeto) que se reatualiza em novas formas: neoliberalismo, racismo algorítmico, extrativismo cognitivo.


Articulação Sistêmica: Freire + Darcy + Fanon + Esquizoanálise

Circuito de Produção de Subjetividade Política

[Condições materiais de existência]

[Experiência de exclusão/assujeitamento] → [Fanon: sociogenia colonial]

[Leitura crítica do mundo] → [Freire: conscientização dialógica]

[Reconhecimento da mestiçagem como potência] → [Darcy: identidade por exclusão]

[Experimentação de agenciamentos coletivos] → [Esquizoanálise: linhas de fuga]

[Transformação das relações de trabalho e poder] → [Revolução molecular]
↻ [Realimentação: novas condições materiais]


Princípios para uma Práxis Transformadora

1. Não separar educação de luta territorial: A conscientização freireana só opera quando conectada às disputas concretas por terra, trabalho e reconhecimento (Darcy Ribeiro).

2. Assumir a racialização como eixo estrutural: Não há "luta de classes neutra"; o proletariado brasileiro é constitutivamente racializado (Fanon).

3. Operar na transversalidade: Conectar lutas trabalhistas, antirracistas, indígenas, de gênero sem submetê-las a uma síntese centralizadora que as esvazie.

4. Cartografar assujeitamentos e linhas de fuga: Mapear como o desejo é capturado (máquinas de assujeitamento) e experimentar agenciamentos que permitam sua reorientação revolucionária.

5. Investir na dimensão molecular: Transformar não apenas estruturas macro, mas os modos de sensibilidade, linguagem, afeto que sustentam a dominação.
---
6. Implicações para Revolucionar Relações de Trabalho e Hierarquias de Poder

Pensar esquizoanaliticamente com Freire, Darcy e Fanon implica:

- Deslocar o foco da representação para a produção: Não perguntar "quem representa o proletariado?", mas "que agenciamentos produzem efeitos de classe, raça e território?".

- Reconhecer a potência da "ninguendade": A exclusão que produz o sentimento de não-pertencimento (Darcy) pode ser convertida em potência de não-identidade política (proletariado como classe dissolutiva).

- Praticar a pedagogia da pergunta: Como Freire, recusar respostas prontas e investir na co-investigação das contradições concretas.

- Assumir a violência epistêmica como alvo: Como Fanon, reconhecer que a descolonização exige ruptura com os próprios instrumentos de pensamento herdados do colonialismo.

- Experimentar agenciamentos pré-figurativos: Criar, no presente, formas de relação que antecipem o mundo que se deseja construir (micropolítica guattariana).

- Para Aprofundar

- Freire: *Pedagogia do Oprimido* (diálogo, práxis, conscientização)

- Darcy Ribeiro: *O Povo Brasileiro* (mestiçagem, territorialização, identidade)

- Fanon: *Pele Negra, Máscaras Brancas* e *Os Condenados da Terra* (sociogenia, descolonização)

- Deleuze & Guattari: *O Anti-Édipo* e *Mil Platôs* (máquinas desejantes, micropolítica)

- Guattari & Rolnik: *Micropolítica: Cartografias do Desejo* (aplicação clínica e política)

- crônicas das lutas de classe

quinta-feira, 29 de janeiro de 2026

o sistema

Quem inscreve o mundo nas nossas verdades 
é a percepção sobre as forças das identidades 
donas hierárquicas das possibilidades reais dos 
atos como precursores dos fatos, o sistema.
- metateatro

quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Investimentos em Projetos Cooperativos

 

 Informações para Parcerias e Investimentos em Projetos Cooperativos - case: Corporação Mondragon

Compreendendo interesses em atrair investimento da Mondragon para projetos cooperativos sociais, abaixo, apresento um panorama estruturado para ajudar na avaliação dessa possibilidade:

 O que é a Mondragon Corporation?

A Mondragon é uma federação de cooperativas de trabalhadores sediada no País Basco, Espanha, fundada em 1956. É considerada o maior ecossistema cooperativo industrial do mundo, com:
  • 81 cooperativas autogeridas
    www.mondragon-corporation.com
  • 70.000 pessoas empregadas
    www.mondragon-corporation.com
  • Atuação em 4 áreas: Indústria, Finanças, Varejo e Conhecimento
    www.mondragon-corporation.com
  • Presença em mais de 150 países, com 104 unidades produtivas em 37 nações
    www.mondragon-corporation.com
  • Faturamento anual superior a €10 bilhões
    www.mondragon-corporation.com
Seus princípios incluem: gestão democrática (1 pessoa = 1 voto), solidariedade salarial (proporção máxima 1:6), intercooperação e transformação social
www.mondragon-corporation.com
.

 A Mondragon investe em cooperativas sociais internacionais?

Sim, mas com critérios específicos. A expansão internacional da Mondragon ocorre principalmente por:
  1. Investimento Direto Estrangeiro: joint ventures e aquisições estratégicas, não por doações ou subsídios
    scispace.com
  2. Fundos de Intercooperação: 10% dos lucros das cooperativas são direcionados a um fundo solidário para apoiar novas iniciativas, realocação de trabalhadores e projetos de inovação
    participedia.net
    www.corporate-rebels.com
  3. Parcerias com ecossistemas locais: preferem atuar onde já existe uma base cooperativa organizada e alinhamento cultural com seus valores
    oecdcogito.blog
    uploads-ssl.webflow.com
 Importante: A Mondragon não é um fundo de venture capital tradicional. Seus investimentos visam fortalecer o modelo cooperativo, não apenas retorno financeiro
socialeentreprenorer.dk
.

 Critérios que favorecem parcerias com a Mondragon

Projetos com maior potencial de atração geralmente apresentam:
Critério
Por que importa
Alinhamento com valores cooperativos
Gestão democrática, propriedade coletiva, solidariedade salarial
www.mondragon-corporation.com
Viabilidade econômica
Modelo de negócio sustentável, não dependente apenas de subsídios
uploads-ssl.webflow.com
Potencial de intercooperação
Possibilidade de integração com outras cooperativas da rede
revistas.ufpr.br
Inovação e tecnologia
A Mondragon investe fortemente em P&D (12 centros tecnológicos)
www.mondragon-corporation.com
Impacto social mensurável
Geração de emprego digno, desenvolvimento local, sustentabilidade
www.mondragon-corporation.com
Base local organizada
Presença de ecossistema cooperativo ou apoio institucional no território
somoscooperativismo-rs.coop.br

 Como entrar em contato ou propor parceria

Canais oficiais:

  • Site corporativo: mondragon-corporation.com/en/contact
    www.mondragon-corporation.com
  • Mondragon Unibertsitatea (área internacional): int.business@mondragon.edu
    www.mondragon.edu
  • Fundação Mundukide (cooperação internacional): parceira da Mondragon para projetos de desenvolvimento
    www.mondragon.edu

Estratégias recomendadas:

  1. Participe de programas de intercâmbio: Organizações como Confebras e Eloú oferecem imersões na Mondragon para líderes cooperativos brasileiros
    mundocoop.com.br
    www.elou.org
  2. Conecte-se via redes existentes: O Sistema Ocergs (RS) já realizou missões técnicas à Mondragon — há precedentes gaúchos
    somoscooperativismo-rs.coop.br
  3. Prepare um projeto estruturado: Inclua governança cooperativa, plano de negócios, impacto social e potencial de escala
  4. Busque parcerias intermediárias: Instituições como a OIT, SEBRAE ou redes de economia solidária podem facilitar a ponte

 Alternativas complementares no Brasil

Caso o acesso direto à Mondragon seja complexo inicialmente, considere:
  • Fundos de fomento à economia solidária: SENAES/MTE, Banco do Nordeste (FNE Cooperar)
  • Cooperativas de crédito: Sicoob, Unicred e outras possuem programas de apoio a novos empreendimentos cooperativos
  • Redes de intercooperação: Confetras, Unisol Brasil, Fronteiras Cooperativas

 Próximos passos sugeridos para você

  1. Documente seu projeto: Governança, modelo econômico, impacto social, equipe
  2. Participe de uma imersão: Programas como o Intercâmbio Confebras oferecem acesso direto a líderes da Mondragon
    mundocoop.com.br
  3. Conecte-se com cooperativas gaúchas que já têm relação: Ocergs, Sicoob RS/SC podem ser portas de entrada
    somoscooperativismo-rs.coop.br
  4. Contate a área internacional: int.business@mondragon.edu com proposta clara e em inglês/espanhol
 Dica estratégica: A Mondragon valoriza projetos que demonstrem capacidade de replicabilidade e fortalecimento do ecossistema cooperativo local, não apenas iniciativas isoladas.

- Crônicas das lutas de classe