domingo, 31 de janeiro de 2016

Sete mil setecentos e setenta e sete hertz

7777
Sete mil setecentos e setenta e sete hertz
permanentemente...
este zumbido infernal...
dia e noite... e noite e dia...
Atormentando cada instante
da minha existência...
Preenchendo minha angústia vazia
testando minha paciência...
emudecida... pelo não amor...
confuso com tua ausência...
instância zunida de extrema dor...
dia e noite... e noite e dia...

Da aflição, foi dito, que não é uma real dor...
Mas ela irrompe, e acaba com a própria paz.
Quem disse isso, não sabe sobre aflição de amor,
e que de levar até à loucura... ela é muito capaz...
Nos transforma em meros fantasmas,
e como assombrações...
Ficamos, feito miasmas...
Famintos por nossas paixões...
espíritos atormentados... almas vazias...
dia e noite... e noite e dia...

Os meus...
Sete mil setecentos e setenta e sete hertz
são meus... infeliz e permanentemente.
não parecem tão ruins,
ainda que me atormentem...
nem vão me levar à demência...
assim como o nosso 'fim'
assim como a tua ausência...
pois esta, zune sim, a tua total indiferença...
e a tua falta, enfim, pra mim representa...
Sete mil setecentos e setenta e sete hertz
de dor, aflição e agonia...
dia e noite... e noite e dia...
ralleirias





7777

Sete mil setecentos e setenta e sete hertz

permanentemente...

este zumbido infernal...

dia e noite... e... dia...

Atormentando cada

instante de minha existência

Preenchendo minha angústia vazia

cigarra, testando minha paciência..

emudecida pelo amor e sua ausência.

Da aflição, foi dito que não é real dor

mas incomoda como esta minha

mosca fantasma...

sempre à esquerda inferior

como assombração é um miasma...

em todas minhas visões...

voando perpetuamente

nem pouso, nem direções...

voos cegos para lugar nenhum

Logo alcanço um centenário

no alto deste mirante...

dobrando só, no campanário...

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