sábado, 16 de janeiro de 2016

sem discernimentos...

Entre meus fantasmas
incluía-se a senilidade
como uma espécie de monstro
sem discernimentos...

Agora sei que na verdade
ela é como um anjo
dos esquecimentos...

Eu, sou o eu que esqueço?

Assombro-me
com este alguém do espelho
que de algum lugar reconheço...

Parece ter o que me contar?
Padeço...

Eu, sei do eu, que doeu,
e não vou e nem quero lembrar...

Eu, nem preciso de um eu...
Pois vou me reinventar.

(...) ralleirias
crédito na imagem

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