domingo, 31 de janeiro de 2016

E pulsam nas minhas veias.

Meu legado, pífio ou valioso,
talvez nem seja importante para o 'depois',
mas seja sim no meu ' durante'...
E assim, possibilita-se um olhar diferente
sobre a morte,  não colocando-a em um todo ruim...

Gosto de pensar, que um pouco
deste todo em que habito,
só vive e sobrevive por mim...

Mas, que isso vai também morrer,
e renascer, continuamente... sem fim. 

Talvez porque me pareça, que o cerne de cada cultura 
migra pelas cabeças, e não importa se mais ou menos atentas...

A cultura é como um ente vivo,
que não tem os sofisticados melindres humanos, 
desconhece significados como os da nossa justiça,
assim como nós a entendemos,
e muda como todos nós, ocupando-nos de novos papeis,
nos migrando, entre realidades múltiplas...

Meus antepassados, sabe-se lá por onde andaram
no que acreditavam, ou com o que sonhavam
e que demônios temiam, e para quais deuses rezavam
mas, sem dúvidas, todos estão ainda comigo aqui... 

Não lembro todos os seus nomes, mas conheço e 
entendo as suas glórias e seus medos e conheço as 
suas mesmas certezas relativas... 

Corre nas nossas veias, algo deles, que se mistura
 num resumo de nossas essências, nos recompondo 
em novos e melhores mundos, e aonde pode-se às 
vezes enxergar mesmo a força pulsante de todas estas vidas...

ralleirias

Imagem: © Like_He

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