quinta-feira, 4 de junho de 2015

que não dá certo

Não te deixa contaminar por este poema
ele é triste, fala de um amor que não dá certo
e de coisas que estão aí, de verdade, muito perto,
dum mundo amargo que dói, queima e acaba.

Mas, toma-o pelo menos, como tudo o que posso te dar,
como algo, um pouco mais durável,
que o meu fascinado olhar,
ainda que o aches divino ou ainda, abominável...

Não lembre meu nome, ou o que represento, é só dilema
ou no que criamos, nem pense em mim
pense só no que diz o poema
seja firme e leia-o até o fim...

Veja que os mundos, podem ser escombros,
destas lutas da tristeza e desejos contra a alegria,
carregamos este caos nos nossos ombros
E nossos amores, ruirão assim também, todo santo dia...

Parece tudo tão confuso e complicado,
e que nada, funciona direito...

É tudo mal orquestrado, sabe quem é o maior culpado?
Lá num espelho, o construtor, o sujeito...

Mas, também, neste turbilhão de vontades incertas,
em mundos de descobertas, poderia ser de outro jeito?

ralleirias - meta teatro


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