terça-feira, 30 de junho de 2015

doce quase roxa.

Tu achas,
que podes roubar minha paz
com teu amor?

Minha paz que prezo tanto.
Paz maior que a morte!

Queres posse de corpo,
e a entrega de absolutamente
todos os dias?

Dos ares que respirei e respiro?

Não posso, pois sou um santo,
destes que devem comer almas impuras
como a tua, assim, como-a.

Amargo gosto de solidão e medo
na tua boceta doce quase roxa.

E nossas auras
sujas
num nojo
mal fingido,
após o gozo,
continuarão
chafurdando
em ser.
ralleirias



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