segunda-feira, 24 de novembro de 2014

No meu mergulho preferido...

No mergulho preferido,
o abismo se torna céu.
E não salto, alço voo...

Tomo a queda, por
força de subida...
E daí,  entendo o nada,
como autogerador
de súbito evento,
aonde ocorre o todo
do movimento
da vida....

No meu mergulho preferido
não procuro saída...
Pois é sempre um agora,
e o agora, é só o instante
aonde estão as passagens e fronteiras
e onde, nada nunca foi como antes,
porque o antes, é o agora, e doravante...
E enquanto o quando é o instante...

E assim, em meio a um lúcido delírio
em que todos os mundos, seriam
esquecidos, faço o inverso...
Com força de uma verdade
por vontade, gero um verso,
aonde cocrio a realidade,
para recompor enfim,
um novo verso, universo!

Então, em
um agora
eu flutuo,
no espaço onde
o futuro nem será.
e passado não
acontecerá ...
E, eis que não há
menos ou  mais
do que nem quero...
No meu mergulho
preferido
é o que espero...
ralleirias -meta teatro



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