segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Nem que seja a última ...

Se depois de algum tempo, pudéssemos olhar para
o que chamamos de passado,  e notar como foram
nossas reações diante das dificuldades vividas e seus
desdobramentos, e às consequências de nossas escolhas
diante da causalidade... Perceberíamos, quem sabe, que
aquilo que foi difícil, e o que foi trabalhoso, assim
como as mágoas e os pesares, não apenas se equivaleram,
mas eram uma mesma medida, tiveram como necessidades,
uma utilização dos mesmos tempos, ocuparam os mesmos lugares
nos caminhos do pensamento, requereram quase a mesma dedicação
da vontade e a mesma entrega de nossa razão...

E fizeram-se em nós, na mesma rendição demandada
que quaisquer outros pensamentos e sentimentos nos
exigem...

Contudo, diferentemente da felicidade, da tranquilidade,
e equanimidade, eles de fato foderam a nossa paciência,
e amargam nossas vidas... mesmo que tenhamos colhido
dali, algumas lições...

Então, pelo menos enquanto sua cabeça estiver ainda grudada
no seu pescoço, tenha a coragem de enfrentar suas próprias lendas
sobre vitimização, tente viver sem dramas desnecessários,
e levante-se sempre mais uma vez, e, nem que seja a última ...
ralleirias


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