quarta-feira, 16 de outubro de 2013

indefinível quem sabe é o eu.

Esta vida que passa
diante deste olhar
não é minha...
E o olhar,
talvez não seja meu...
Indefinível quem sabe é o eu.
Como um fantasma,
vou vivendo em meio a estas 
tantas outras vidas,
Mas, mesmo aos outros olhares,
me projeto incerto, vago...
pois esvaneço ao ver todos mudarem...
e também aos seus olhares.
E por isso,
não firmam
manterem-se os mesmos,
nem sequer os lugares...
A lembrança,
acontece em um nunca estar,
pois sempre 'foi'...
Embora,
talvez jamais tenha existido,
fora dos sentidos.
Quem pensa que me recordou...
lá não sou,
e às vezes
nem mesmo fui.
Sou liberto pelo que esqueço,
e pelos que me esquecem.
Não houve
um estar e ou ser,
talvez
apenas um conhecer,
no entanto fugaz...
Pois em cada momento
há um novo começo,
e apenas o potencial de além,
aqui no instante jaz.
Somos como fantasmas que se esvaem,
nas mudanças próprias do dia à dia...
Uma realidade causal
e às vezes rasa,
que se sustenta por ser loquaz...
mas, no entanto, é vazia...
ralleirias - olhares vagos 16/07/2013



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