De tantos escritos, em vozes polifônicas...
Quem sabe reunidos, dariam um bom único livro...
Talvez componham eles, uma espécie de sinfônica,
ou um coro, que falam sim, um pouco e além de mim...
E mesmo que nem façam sentido...
Mas no entanto, não é um 'eu' que está ali...
talvez um nós, e eles, e tantos outros...reunidos
que fomos, que fui, e que já esqueci...
Estamos todos ali, no que escrevi...
E estávamos todos lá, no que li...
Todos os meus, os nossos papéis...
Todas as minhas, as nossas personas...
Todas as interferências...
Nossas compreensões e discernimentos,
após nossas insônias e isolamentos,
dentro de nossas razões circulantes, em labirintos de pensamentos...
Todos, tudo, um nós um eu... no que falamos, ou quando mudos...
Esses escritos todos, que são nossas sombras e escudos...
Ficarão então, como sinal luminoso, após este eu, e esse nós...
Amálgama do que o mundo produz...
No intento de não sermos sós.
ralleirias

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