terça-feira, 29 de outubro de 2013

vozes polifônicas...

De tantos escritos, em vozes polifônicas...
Quem sabe reunidos, dariam um bom único livro...
Talvez componham eles, uma espécie de sinfônica,
ou um coro, que falam sim, um pouco e além de mim...
E mesmo que nem façam sentido...
Mas no entanto, não é um 'eu' que está ali...
talvez um nós, e eles, e tantos outros...reunidos
que fomos, que fui, e que já esqueci...
Estamos todos ali, no que escrevi...
E estávamos todos lá, no que li...
Todos os meus, os nossos papéis...
Todas as minhas, as nossas personas...
Todas as interferências...
Nossas compreensões e discernimentos,
após nossas insônias e isolamentos,
dentro de nossas razões circulantes, em labirintos de pensamentos...
Todos, tudo, um nós um eu... no que falamos, ou quando mudos...
Esses escritos todos, que são nossas sombras e escudos...
Ficarão então, como sinal luminoso, após este eu, e esse nós...
Amálgama do que o mundo produz...
No intento de não sermos sós.
ralleirias



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