quarta-feira, 28 de janeiro de 2026
ao que veio
e de onde ela veio, e notar
que há um fim e um princípio
e é 'por um meio'... Aonde
acontecem as vontades das
suas necessidades, para ali
transformarem-se nas
impossibilidades das possíveis
realidades, e então nas já postas
verdades, extinguirem-se assim
todas as narrativas e os seus devaneios.
Ao olhar a dor, e saber como e de onde
ela veio, e notar que antes havia um
consagrado 'durante', que sacrificaria
para ser constante, a natureza maior
da qual você mesmo veio...
Ao olhar a dor, e saber como e de onde
ela veio, e notar aonde acontecem
as possibilidades de transformação
daquela condição que lhe dará a direção
para decidir ou não o que propriamente
quer para si e o seu mundo e vida
e finalmente descobrir-se livre para
inventar e enfrentar ao que veio...
- crônicas das lutas de classe
mandala de areia
são os poemas que apago
como as realidades que
consagro, com as palavras
que são tal qual labaredas.
A realidade está posta
como respostas abismais
em veredas difíceis demais
para suportarmos estas sagas
impostas nestes locais sem respostas
aonde a bondade e a maldade são
negociáveis e eventualmente fatais
às nossas necessidades mais do que reais...
Pois, as nossas verdades nos são vitais...
- metateatro
domingo, 25 de janeiro de 2026
verdadeiro
sábado, 24 de janeiro de 2026
discurso da própria atenção
no discurso da própria atenção?
Os índices que lhe dão a direção
e o sentido na observação, não
são muito mais subordinações
nestas atenções do que consciências?
Mesmo a identidade me parece ali,
muito como o esperado de uma
necessidade auto imposta
de obediências,
que é para caber, para estar,
para ser, para se fundamentar
no próprio acontecer, no existir,
mesmo que seja nestas subserviências...
E é para poder se servir, na própria existência
conforme suas competências em se permitir
nas dependências do que ele próprio se consentir,
como as submissões que deve, pode e quer seguir...
- crônicas das lutas de classe
sexta-feira, 16 de janeiro de 2026
A atualidade da obra: 'Eros e Civilização', de Herbert Marcuse.
Eros e Civilização, de Herbert Marcuse, é uma análise filosófica da teoria de Freud, defendendo que a civilização não precisa ser inerentemente repressiva e que a tecnologia avançada pode permitir uma sociedade não-repressiva, focada no princípio do prazer (Eros) em vez do trabalho e da dominação, revertendo o progresso atual que aliena e reprime o ser humano, transformando-o em um instrumento de consumo e controle. Argumenta que a riqueza gerada pela sociedade industrial permitiria a libertação dos instintos vitais, rompendo com a repressão da mais valia e criando uma sociedade livre e prazerosa, um ponto de virada na luta contra a dominação e interpreta Freud não só clinicamente, mas como um filósofo social, buscando contradições em sua teoria sobre a repressão dos instintos para a civilização.
A civilização, segundo Freud, exige a repressão dos instintos (princípio de realidade), gerando o "mal-estar". Marcuse questiona se essa repressão é essencial ou se o progresso tecnológico pode superá-la. Ele vê uma contradição, a sociedade industrial avançada, com sua riqueza, poderia abolir a carência artificial, mas, na prática, reforça o controle social e a repressão através do consumo e da manipulação.
O objetivo seria uma inversão do progresso, na libertação do Eros onde a energia libidinal não é mais usada para a produtividade e destruição, mas para o prazer e a vida plena, transformando o corpo de um instrumento de labuta em um de prazer. A tarefa é criar um novo princípio de realidade, não obsessiva, livre da dominação e exploração, que requer a emancipação da "afluência repressiva" e o fim do capitalismo, abrindo caminho para uma vida mais harmoniosa.
É uma Luta é Política, Marcuse critica o superego (a internalização das normas sociais) e a lógica da dominação, que se manifesta na cultura e no consumo, sugere que a revolução agora é contra o próprio sistema que nos oferece conforto em troca de liberdade, a libertação dos instintos, para Marcuse, é a luta política fundamental para romper com a estrutura repressiva da sociedade de classes, que mascara a dominação sob a aparência enganosa de liberdade e prosperidade..
- crônicas sistêmicas
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
a lógica
- Definição: Derivada do grego logos (razão, palavra, discurso), a lógica é a "ciência do raciocínio". Ela não se preocupa com o conteúdo empírico, mas com a estrutura do argumento, isto é, se a conclusão decorre logicamente das premissas.
- Objetivo: O principal objetivo é fornecer um "inventário" das formas válidas de raciocinar, garantindo que premissas verdadeiras levem a conclusões verdadeiras.
- O que estuda: Examina proposições, inferências, silogismos, conectivos lógicos e a validade de argumentos.
- Identidade: Um ser é sempre idêntico a si mesmo ().
- Não Contradição: Uma afirmação não pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo sob o mesmo aspecto (não pode sere não-).
- Terceiro Excluído: Uma proposição é verdadeira ou falsa, não havendo uma terceira opção (éounão é).
- Lógica Formal (ou Simbólica): Trata da inferência com um conteúdo puramente abstrato e formal, usando símbolos, comum na matemática e na computação.
- Lógica Informal: Analisa a validade de argumentos na linguagem natural e no dia a dia, focando na argumentação consistente e na identificação de falácias.
- Lógica Aristotélica (Silogística): Estuda os silogismos, que são argumentos estruturados com duas premissas e uma conclusão.
- Lógica Proposicional: Foca na manipulação de proposições (sentenças) usando conectivos como "e", "ou", "se... então", "não", e "se e somente se".
- Lógicas Complementares (Não-Clássicas): Estendem a lógica clássica, como a lógica modal (necessidade/possibilidade), deôntica (dever/permissão) e a lógica fuzzy (que permite graus de verdade).
- Pensamento Crítico: Ajuda a articular o pensamento, distinguindo discursos corretos de incorretos.
- Filosofia e Ciências: Funciona como um "instrumento" (Organon) para o conhecimento científico e filosófico.
- Tecnologia: Base para a lógica de programação, circuitos digitais, inteligência artificial e bancos de dados.
- Antiguidade: Aristóteles (pai da lógica) e os estoicos (que desenvolveram a lógica proposicional).
- Idade Média: Sistematização pelos escolásticos.
- Século XIX/XX: Matematização da lógica por George Boole (álgebra booleana) e Gottlob Frege (cálculo de predicados), tornando-a uma disciplina simbólica e formal.
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A lógica booleana e a lógica sistêmica (pensamento sistêmico)
operam em níveis diferentes de complexidade, mas compartilham semelhanças fundamentais na forma como estruturam a informação e o processamento de dados para entender o funcionamento de um "todo".
- Lógica Sistêmica: Prioriza o estudo das inter-relações, padrões e dinâmicas dos elementos, em vez de focar apenas no detalhamento de cada parte isoladamente.
- Lógica Booleana: Utiliza operadores (E, OU, NÃO) para estabelecer relações entre variáveis binárias, focando em como a combinação dessas variáveis gera um resultado (verdadeiro/falso).
- Semelhança: Ambas visam entender o comportamento de um conjunto através da forma como suas partes estão conectadas ou organizadas.
- Lógica Booleana: É a base dos circuitos digitais e computação, onde interruptores ligados/desligados (1 ou 0) determinam o fluxo lógico.
- Lógica Sistêmica: Pode ser aplicada para modelar como componentes de um sistema (como feedback loops) geram comportamentos complexos.
- Semelhança: A lógica booleana serve frequentemente como base para a implementação prática de modelos sistêmicos (ex: sistemas de automação, algoritmos de tomada de decisão).
- Lógica Booleana: Simplifica problemas complexos em variáveis "verdadeiro" ou "falso".
- Lógica Sistêmica: Busca entender o comportamento global de sistemas, simplificando-os através de padrões (feedback, loops, hierarquias) em vez de focar em todos os dados individuais.
- Semelhança: Ambas as lógicas são ferramentas usadas para organizar e simplificar informações complexas para tomada de decisão ou análise.
- Lógica Booleana: Determina resultados baseados estritamente em condições lógicas (se A E B, então C).
- Lógica Sistêmica: Avalia o todo para determinar ações corretivas ou comportamentos futuros (se o sistema atinge X limite, reaja com Y).
- Semelhança: Ambas são estruturais e formais, definindo "leis de interação" que determinam resultados.
Falácias lógicas
são erros de raciocínio, falhas na argumentação que tornam um argumento inválido, mesmo que ele pareça convincente ou persuasivo. O estudo das falácias é uma parte da lógica e da retórica que foca na identificação desses erros para melhorar a qualidade do pensamento crítico, evitar manipulações e construir argumentos mais sólidos.
- Definição: São raciocínios falsos que simulam a verdade.
- Finalidade: Podem ser usadas intencionalmente para enganar (sofismas) ou de forma não intencional (paralogismos).
- Consequência: Embora pareçam corretas, as falácias não possuem fundamentos lógicos, invalidando a conclusão do argumento.
- Falácias Informais: O erro está no conteúdo ou contexto do argumento, não na sua estrutura formal. Exemplos comuns incluem:
- Ad Hominem: Atacar a pessoa que faz o argumento, em vez de atacar o argumento em si.
- Espantalho (Straw Man): Deturpar o argumento do oponente para torná-lo mais fácil de atacar.
- Apelo à Autoridade (Ad Verecundiam): Defender que algo é verdade apenas porque uma autoridade disse que é, sem evidências concretas.
- Apelo à Maioria (Ad Populum/Efeito Manada): Afirmar que algo é correto porque muitas pessoas acreditam ou fazem o mesmo.
- Falsa Causa (Post Hoc Ergo Propter Hoc): Assumir que, porque um evento ocorreu depois de outro, o primeiro causou o segundo.
- Falso Dilema: Apresentar apenas duas opções quando, na verdade, existem mais.
- Apelo à Força (Ad Baculum): Utilizar ameaças ou intimidação para aceitar uma conclusão.
- Falácias Formais: O erro está na estrutura lógica do argumento. A conclusão não segue as premissas, independentemente de serem verdadeiras ou falsas.
- Melhorar a Argumentação: Ajuda a organizar o pensamento e a construir discursos mais coerentes e fundamentados.
- Detectar Manipulações: Permite identificar tentativas de persuasão baseadas em emoções ou dados irrelevantes, comuns na política, publicidade e no cotidiano.
- Pensamento Crítico: Questionar o próprio modo de pensar e os argumentos com os quais se concorda.
- Debates Qualificados: Facilita a análise da validade dos argumentos alheios, direcionando a discussão para o que realmente importa.
- Políticas e Mídia: Uso de apelos emocionais e informações falsas.
- Negócios: Manipulação em tomadas de decisão.
- Redes Sociais: Disseminação de argumentos rápidos e enganosos.