Escombro de um desejo louco, o herói conquistador
é uma presa de seus sonhos, devaneio duma
soberba de um ideário bélico desnecessário
baseado na covardia da imposição do próprio poder.
(...) ralleirias- Das lutas de classe
sexta-feira, 31 de julho de 2015
resplandecente
Olha lá no céu, aquela nuvem
tentando chegar perto da lua cheia...
Parece até que ela tem braços e uma boca,
e que tá pronta pra beijar...
A lua, tão resplandecente...
Ignora aquela nuvem indigente.
Nada quer, e tem o seu lugar...
A lua, nem viu a nuvem,
A nuvem só vê a lua...
A lua, nem culpa tem.
Sabe lá, se para alguma nuvem
está ou não tudo bem...
Será que a nuvem, aceita receber tão pouco,
porque está louca de amor pra dar?
Nem sabe a lua que tem um enorme
amor pra receber ... e consumar...
(...)
ralleirias
tentando chegar perto da lua cheia...
Parece até que ela tem braços e uma boca,
e que tá pronta pra beijar...
A lua, tão resplandecente...
Ignora aquela nuvem indigente.
Nada quer, e tem o seu lugar...
A nuvem só vê a lua...
A lua, nem culpa tem.
Sabe lá, se para alguma nuvem
está ou não tudo bem...
Será que a nuvem, aceita receber tão pouco,
porque está louca de amor pra dar?
Nem sabe a lua que tem um enorme
amor pra receber ... e consumar...
(...)
ralleirias
no olho do furacão
Urge uma auditagem da dívida, um realinhamento do estado
com os interesses dos cidadãos, quem sabe além de governos,
estabelecer um padrão humano de governança e uma postura menos
serva dos interesses do mercado econômico, que como ferramenta
de poder político, se sobrepõe e avança roubando nossas vidas,
aos poucos nos tornando miseráveis e medrosos reféns.
Nossos mandatários, contudo estão no olho do furacão,
e se eles tiverem esta coragem, quem sabe ela possa virar o jogo?
ralleirias
com os interesses dos cidadãos, quem sabe além de governos,
estabelecer um padrão humano de governança e uma postura menos
serva dos interesses do mercado econômico, que como ferramenta
de poder político, se sobrepõe e avança roubando nossas vidas,
aos poucos nos tornando miseráveis e medrosos reféns.
Nossos mandatários, contudo estão no olho do furacão,
e se eles tiverem esta coragem, quem sabe ela possa virar o jogo?
ralleirias
quinta-feira, 30 de julho de 2015
algo sagrado.
O isolamento é uma forma grosseira de poder.
Não tolero mais multidões...
Já orquestrei muitas, conheço-as bem...
Por isto, sou agora uma espécie de rei deus eremita...
Meu domínio, baseia-se numa tradição herdada
duma coletividade possuidora de entendimentos
sutis, mas perenes.
Assim, ele se estende para além da razão ordinária,
e é quase como se fosse secreto...
Então, poucas palavras soam aqui, e, articulo o som,
como quem faz dádivas mágicas. E cada vez, tudo
chacoalha, até às mais impensáveis frequências.
Palavras? São súditas...
Uma coletividade, não são palavras?
No meu feudo eu às escolho!
E isto, só enquanto eu for ainda
um vassalo do tempo...
Ao sentido, monto-o em pelo, guio pela crina.
Corro em disparada, na beirada da razão, vou paleteando o
entendimento, cercando, e isto pode ser bastante perigoso, pois às vezes
ele é raso, e escapa, levando as percepções prum campo desconhecido,
onde elas podem até quebrar uma perna, deixando-as mancas e
incapacitadas para lidarem bem com as lógicas mais selvagens...
Já acho uma responsabilidade insuportável
carregar sentidos alheios e criar mundos com
estes moldes prontos...
Palavras? São intrusas, e matreiras, fazem de conta, e
contam besteiras, e o pior, carregam móveis vontades...
Mas, não aqui,
aqui só eu autorizo os mundos.
Aqui não quero.
É por isto, que eu prefiro ficar aonde tenho poder...
Daí, eu atravesso tudo, desfaço-me de mim, abarco o todo
superando o nada, na sua essência.
Faço assim, dum silêncio, algo sagrado.
ralleirias -meta teatro
Imagem : Sookkol - Luna
Não tolero mais multidões...
Já orquestrei muitas, conheço-as bem...
Por isto, sou agora uma espécie de rei deus eremita...
Meu domínio, baseia-se numa tradição herdada
duma coletividade possuidora de entendimentos
sutis, mas perenes.
Assim, ele se estende para além da razão ordinária,
e é quase como se fosse secreto...
Então, poucas palavras soam aqui, e, articulo o som,
como quem faz dádivas mágicas. E cada vez, tudo
chacoalha, até às mais impensáveis frequências.
Palavras? São súditas...
Uma coletividade, não são palavras?
No meu feudo eu às escolho!
E isto, só enquanto eu for ainda
um vassalo do tempo...
Ao sentido, monto-o em pelo, guio pela crina.
Corro em disparada, na beirada da razão, vou paleteando o
entendimento, cercando, e isto pode ser bastante perigoso, pois às vezes
ele é raso, e escapa, levando as percepções prum campo desconhecido,
onde elas podem até quebrar uma perna, deixando-as mancas e
incapacitadas para lidarem bem com as lógicas mais selvagens...
Já acho uma responsabilidade insuportável
carregar sentidos alheios e criar mundos com
estes moldes prontos...
Palavras? São intrusas, e matreiras, fazem de conta, e
contam besteiras, e o pior, carregam móveis vontades...
Mas, não aqui,
aqui só eu autorizo os mundos.
Aqui não quero.
É por isto, que eu prefiro ficar aonde tenho poder...
Daí, eu atravesso tudo, desfaço-me de mim, abarco o todo
superando o nada, na sua essência.
Faço assim, dum silêncio, algo sagrado.
ralleirias -meta teatro
Imagem : Sookkol - Luna
terça-feira, 28 de julho de 2015
Sofismos
Mordaz é a ignorância?
Acho que antes, ela é só muito inocente...
Cria sofismos, bastante bobos...
e paralogismos bem indecentes...
Contudo, cuidado!
Cria sofismos, bastante bobos...
e paralogismos bem indecentes...
Contudo, cuidado!
Pois dizem que ela vive e se alimenta dos
que cultivam as culturas e crenças rasas,
para os mentalmente indigentes...
que cultivam as culturas e crenças rasas,
para os mentalmente indigentes...
além da paisagem...
Não necessitaria nada, além da paisagem...
Bastaria contemplar o jogo de luzes e sombras
o orvalho, surgindo, molhando e já indo, no seu evaporar
sabe-se lá onde e quando, irá novamente brotar?
É como o vento que vem e que vai,
e o dia e a noite, o sol, quando brilha
e a chuva, quando cai...
Veja, está tudo tão ocupado em fazer
cada segundo, e cada hora, em fabricar o tempo,
não há mesmo, como evitar o agora...
E nisto, qual é mesmo o nosso lugar?
O mundo, vai continuar acontecendo,
é momento, e ainda que estejamos em tudo, e
mesmo o todo, um dia, se desmancha e se refaz.
Por isto, que também é móvel, a nossa própria paz?
Olhando daqui, aquelas nuvens,
estão agora cobrindo um monte,
como se elas tentassem nos encurtar o horizonte...
Mas ele é, num existir incontido,
e mantem-se sempre além, ele existiria também
se não o houvéssemos percebido?
Parece móvel, sim, é um pouco como a nossa própria paz.
tal como ele, se percebida, ela parece que dura bem mais...
Mesmo o sol, às vezes, nem às nuvens consegue vencer, e
talvez, sejam elas, as coisas mais frágeis, que ele próprio,
ainda além da paisagem, fez acontecer...
(...)
ralleirias - fragmento
Bastaria contemplar o jogo de luzes e sombras
o orvalho, surgindo, molhando e já indo, no seu evaporar
sabe-se lá onde e quando, irá novamente brotar?
É como o vento que vem e que vai,
e o dia e a noite, o sol, quando brilha
e a chuva, quando cai...
Veja, está tudo tão ocupado em fazer
cada segundo, e cada hora, em fabricar o tempo,
não há mesmo, como evitar o agora...
E nisto, qual é mesmo o nosso lugar?
O mundo, vai continuar acontecendo,
é momento, e ainda que estejamos em tudo, e
mesmo o todo, um dia, se desmancha e se refaz.
Por isto, que também é móvel, a nossa própria paz?
Olhando daqui, aquelas nuvens,
estão agora cobrindo um monte,
como se elas tentassem nos encurtar o horizonte...
Mas ele é, num existir incontido,
e mantem-se sempre além, ele existiria também
se não o houvéssemos percebido?
Parece móvel, sim, é um pouco como a nossa própria paz.
tal como ele, se percebida, ela parece que dura bem mais...
Mesmo o sol, às vezes, nem às nuvens consegue vencer, e
talvez, sejam elas, as coisas mais frágeis, que ele próprio,
ainda além da paisagem, fez acontecer...
(...)
ralleirias - fragmento
Relatório Analítico Livre - Críticas à Petrovichi -
Nota nº1
Empregamos a energia e os recursos finitos que possuíamos,
na produção destes modelos obsoletos, para usos e alcances
muito limitados e ainda com baixa autonomia.
Parecer: Suficiente.
Para reduzir o dispêndio, a próxima geração, também sairá
da linha de montagem, como um dos componentes motrizes
mais significativos, baseado em fé e não em reconhecimento
de padrões científicos.
Parecer: Em análise.
Nota nº2
Justifica-se ainda, que embora as duas opções sejam abastecidas por
objetividades, a escolha da fé, deu-se justamente pela carga subjetiva
que lhe permite como fonte, ser barata, abundante e descomplicada,
por isto, também é muito acessível e praticamente infinita, ainda que
de baixíssimo potencial para a propulsão e mesmo a continuidade
destes modelos.
Parecer: Risco aceitável.
Nota nº3
Devido a matriz da escolha, aconteceu, possivelmente o primeiro
grande desvio, que já alastrou-se em todas as unidades, o problema
amor, que é altamente infeccioso, e na fase paixão, quase os incapacita,
porém após um período variável, voltam à funcionalidade, observa-se
que os desvios, tendem a se manifestar com ondulações moderadas,
especificamente o amor, porém, não os comprometendo completamente
e inclusive, permitindo e aprimorando o funcionamento de algumas rotinas.
Parecer: Risco aceitável.
Nota nº4
Observa-se uma grande falha, que costuma apresentar-se, quando
o componente motriz baseado em fé, funde-se com a razão, colapsando
e colocando em risco de desligamento definitivo, não apenas os modelos
próximos infectados, e ainda os remotos, mas também o sistema completo.
Parecer: Há grandes indícios que a anomalia provoque o encerramento
sumário e definitivo de toda a operação vida. - Ainda em análise.
(...)
ralleirias - Relatório Analítico Livre -
Críticas à Petrovichi - fragmento
crédito na Imagem
Empregamos a energia e os recursos finitos que possuíamos,
na produção destes modelos obsoletos, para usos e alcances
muito limitados e ainda com baixa autonomia.
Parecer: Suficiente.
Para reduzir o dispêndio, a próxima geração, também sairá
da linha de montagem, como um dos componentes motrizes
mais significativos, baseado em fé e não em reconhecimento
de padrões científicos.
Parecer: Em análise.
Nota nº2
Justifica-se ainda, que embora as duas opções sejam abastecidas por
objetividades, a escolha da fé, deu-se justamente pela carga subjetiva
que lhe permite como fonte, ser barata, abundante e descomplicada,
por isto, também é muito acessível e praticamente infinita, ainda que
de baixíssimo potencial para a propulsão e mesmo a continuidade
destes modelos.
Parecer: Risco aceitável.
Nota nº3
Devido a matriz da escolha, aconteceu, possivelmente o primeiro
grande desvio, que já alastrou-se em todas as unidades, o problema
amor, que é altamente infeccioso, e na fase paixão, quase os incapacita,
porém após um período variável, voltam à funcionalidade, observa-se
que os desvios, tendem a se manifestar com ondulações moderadas,
especificamente o amor, porém, não os comprometendo completamente
e inclusive, permitindo e aprimorando o funcionamento de algumas rotinas.
Parecer: Risco aceitável.
Nota nº4
Observa-se uma grande falha, que costuma apresentar-se, quando
o componente motriz baseado em fé, funde-se com a razão, colapsando
e colocando em risco de desligamento definitivo, não apenas os modelos
próximos infectados, e ainda os remotos, mas também o sistema completo.
Parecer: Há grandes indícios que a anomalia provoque o encerramento
sumário e definitivo de toda a operação vida. - Ainda em análise.
(...)
ralleirias - Relatório Analítico Livre -
Críticas à Petrovichi - fragmento
crédito na Imagem
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