sábado, 9 de novembro de 2024

Querer não é poder?

Querer não é poder?
Potencias sem controle, produzem o caos?
Ainda o amor como potencia de infinitas possibilidades
comportaria também os processos aonde surge o odiar, como
parte de suas sombras, mas mais como lugar dum se transformar...
Ígnea magia é um querer... como embrião da possibilidade de
elaboração do real, ainda não é de fato o poder... mas, caminha
assim a vontade de mãos dadas com o fazer.
Talvez seja ali, como o estado subjetivo de construções destas
novas realidades em fatos e em atos de conquistar ou ceder...
no entanto cada relato, passo e fato, ato, já é o ser sendo
o poder. E no espaço de expressar-se este ser, nem tanto
o fazer ou não fazer, mas o amar em transformar-se então no
lugar do antigo ser e tornar o ato de se expressar algo que
remete ao transcender no existir e assim ao próprio poder...
- Metateatro

sexta-feira, 8 de novembro de 2024

o ser dialético

 Forma-se o ser dialético por interação passiva ou não de sua objetiva singularidade derivada do meio aonde surge e sua semiótica e em suas práticas, quando então avança em continuidades nas absorções e consolidações da sua subjetivação nos desejos e imposições de assujeitamentos civilizatórios e identitários. O citadino infante busca coroar-se como herói errante até a conquista narrativa de sua autoridade, ainda que submetida ao mesmo código que o forjou oprimido. Refém da única força que estima validar sua existência, submete-se integralmente com seu mundo.

- crônicas das lutas de classe  


quinta-feira, 7 de novembro de 2024

o lugar da admiração

Quando o lugar da admiração, se propõe consciente,
permitimos ao outro entrar como referência em nosso mundo. 
A subjetividade carreia campos distintos e compreende além 
da pura lógica a percepção de sutilezas ainda em processo de 
surgimento e portanto no lugar da novidade, aonde o espaço 
permite pertencimentos inovadores e assim ainda inescrutáveis 
objetivamente . Este é um lugar sagrado, o da própria criação 
incluindo o outro e as intercessões de mundos que ampliam 
nossos universos todos.
-metateatro

A Saúde em Sintonia com o Ambiente - o Corpo como Interlocutor Biológico

A Visão Sistêmica, Gestáltica e Esquizoanalítica e a contribuição de Jack Kruse 

A saúde, em uma perspectiva sistêmica e gestáltica, é um fenômeno que extrapola o corpo isolado, inserindo-se no ambiente e nas trocas constantes que realizamos com ele. Jack Kruse, neurocirurgião e pesquisador biofísico, é uma figura emblemática ao nos lembrar desse elo: ele enfatiza como aspectos ambientais, como luz, temperatura e campos eletromagnéticos, atuam diretamente no metabolismo, no sono e até na nossa saúde mental. Kruse apresenta uma proposta quase provocadora, defendendo que o corpo humano está intrinsecamente ligado a seu entorno e, quando esse equilíbrio se perde, a saúde inevitavelmente sofre. No entanto, suas ideias não são unânimes na ciência, uma vez que ele combina teorias estabelecidas com uma visão biohacker que ultrapassa o consenso médico. Neste texto, vou correlacionar suas propostas com a visão de um terapeuta sistêmico, esquizoanalista e gestáltico, explorando como essas abordagens terapêuticas dialogam com suas teorias.

Corpo e Ritmos: Um Diálogo com o Ambiente

A cronobiologia e os ritmos circadianos são áreas centrais para Kruse, que defende uma vida em harmonia com os ciclos de luz e escuridão. Ele apoia-se em estudos de cronobiologistas premiados, como Jeffrey Hall e Michael Young, que demonstram a importância do ritmo circadiano na regulação do sono, na produção de hormônios e na saúde em geral. De uma perspectiva sistêmica, esses ritmos são uma forma de "pulsação" do organismo, que ressoa com os ciclos naturais da Terra. No trabalho gestáltico, valorizamos o momento presente e o impacto direto do ambiente nas sensações e emoções. Aqui, o corpo torna-se uma interface dinâmica, recebendo estímulos da luz e reagindo ao seu entorno para ajustar sua própria "dança interna".

A esquizoanálise, que busca desmantelar estruturas de poder e padrões de opressão internos e externos, encontra ressonância com Kruse ao abordar as implicações da luz artificial e da ruptura dos ciclos naturais. No contexto de Kruse, o excesso de exposição à luz azul à noite simboliza um rompimento com as conexões naturais. Esse excesso representa uma sobrecarga de estímulos, uma espécie de imposição tecnológica sobre os ritmos naturais. Kruse sugere evitar a luz artificial para restaurar o ritmo biológico, e podemos correlacionar isso com a prática gestáltica e esquizoanalítica de "retornar ao corpo", ao natural, como um meio de reconectar o ser à sua pulsação interna.

Temperatura e Termogênese: O Impacto do Frio na Saúde

Outro ponto essencial no trabalho de Kruse é a termogênese, ou seja, o impacto da exposição ao frio no metabolismo. Ele apoia-se em estudos de pesquisadores como Shingo Kajimura, que examina a ativação do tecido adiposo marrom e o papel do frio na termorregulação. O frio, na visão de Kruse, não é um estressor, mas uma forma de interação benéfica que permite ao corpo se adaptar, melhorar o metabolismo e promover a saúde.

Como terapeuta sistêmico, vejo a proposta de Kruse como uma oportunidade de pensar na saúde como uma adaptação criativa às condições do ambiente. A exposição ao frio, sob essa ótica, torna-se um símbolo da capacidade de adaptação e superação do organismo. Do ponto de vista da Gestalt, este processo envolve um contato intenso com o presente, onde o corpo precisa sentir o ambiente e responder ao estímulo frio, gerando calor e energia para se reequilibrar. A esquizoanálise também nos auxilia a pensar o frio como uma experiência que desestrutura padrões automáticos do corpo, permitindo que este redescubra novas formas de lidar com o mundo.

Os Efeitos dos Campos Eletromagnéticos: Entre Ciência e Biohacking

A questão dos campos eletromagnéticos (EMFs) é polêmica. Kruse defende que a exposição excessiva a EMFs, oriundos de dispositivos eletrônicos, pode ser prejudicial à saúde e ao metabolismo celular, baseando-se em estudos preliminares como os de Martin Pall. Em um sentido esquizoanalítico, essa preocupação com os EMFs aponta para uma necessidade de nos reconectarmos a uma frequência mais natural e saudável, questionando até que ponto a tecnologia moderna nos desvia de uma percepção mais autêntica de nosso corpo. Sob a lente sistêmica, Kruse questiona como uma rede invisível de frequências artificiais interfere em nosso funcionamento, como um campo externo sobre o qual não temos controle e que impacta nosso corpo.

Gestalticamente, isso representa um obstáculo ao que chamamos de awareness – a plena percepção do que se passa no momento presente. Se os EMFs desestabilizam a fisiologia, a awareness se torna fragmentada, como uma frequência "ruidosa" que perturba nosso sistema nervoso e impede uma conexão mais profunda com o corpo. Esta teoria de Kruse encontra, aqui, uma importante reflexão gestáltica: como podemos promover uma desintoxicação desse ruído ambiental?

Alimentação Sazonal e o Fluxo com o Natural

Kruse também advoga por uma alimentação que se alinhe com a sazonalidade dos alimentos e o contexto ambiental. Tal recomendação se assemelha aos princípios da alimentação intuitiva e dialoga com práticas antigas como a ayurveda e a medicina tradicional chinesa. Estar em harmonia com as estações e o ambiente é uma forma de se reconectar ao próprio espaço e à sua temporalidade.

Na abordagem sistêmica, o alimento se torna uma mensagem biológica e energética, uma forma de diálogo entre o ambiente e o corpo. No trabalho gestáltico, a escolha alimentar reflete o awareness e a capacidade de escolher conscientemente o que o corpo necessita naquele momento, sem padrões ou automatismos. No entanto, Kruse propõe essa prática com um viés pragmático, enquanto na Gestalt a alimentação sazonal representa uma resposta mais profunda ao "aqui e agora" do corpo e suas necessidades ambientais.

Considerações 

Jack Kruse nos oferece uma visão que amplia os limites da medicina convencional ao propor que a saúde é uma constante negociação com o ambiente. Em minha prática como terapeuta sistêmico, gestáltico e esquizoanalista, essa abordagem encontra ressonância na forma como encorajamos o corpo e a mente a escutarem o que o ambiente – seja ele de luz, temperatura ou alimento – está "dizendo". Para Kruse, o corpo em sintonia com a natureza é um corpo saudável, enquanto as terapias integrativas buscam restabelecer essa escuta, desconstruindo padrões e reconectando o indivíduo a um presente mais vivo e harmonioso.

Assim, cabe-nos refletir sobre como criar ambientes – internos e externos – que suportem uma saúde genuína, sintonizada com o ritmo natural e livre do "ruído" imposto pela modernidade. A partir dessa relação, é possível vislumbrar um modo de vida que respeite os ciclos e as respostas do corpo, tornando-o um agente que navega com presença em um mundo cada vez mais descompassado com a natureza.

- Crônicas sistêmicas


Referências

  • Hall, J. C., Rosbash, M., & Young, M. W. (2017). Studies on circadian rhythms and the genes that control them.
  • Czeisler, C. A. (Harvard Medical School). Research on blue light and circadian disruption.
  • Geisler, F., & Kajimura, S. (Research on thermogenesis in brown adipose tissue).
  • Pall, M. (Studies on the effects of electromagnetic fields on cellular health).
  • Longo, V. Research on fasting, nutrition, and metabolic health.

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

não terão sucesso

A desgraça está posta.
O demônio do norte que avisou que semearia a morte, 
venceu e agora comandará o inferno sobre a terra.
O sul global é um de seus principais alvos. 
As bestas sabujas do ódio fascista comemoram lá e aqui... 
Seremos todos arrastados para as suas arenas, aonde não 
sabemos como nos comportar além de nossas costumeiras 
reatividades servis aos seus interesses. As rupturas sociais 
e catástrofes de toda ordem serão as suas ferramentas 
de submissão e controle, nós e nossas dores seremos o 
combustível do sucesso deles. Ninguém ficará isento 
ou impune, pois o ódio oficialmente agora comanda 
o mundo, e eles nos desprezam e nos odeiam, 
contudo, precisam nós... pois sem nos destruírem 
eles não terão sucesso...
- Crônicas das lutas de classe


terça-feira, 5 de novembro de 2024

Uma Leitura Gestáltica da Teoria de Riane Eisler

Modelo de Parceria e Transformação Social 

Vivemos em um mundo atravessado por relações de poder, onde a maneira como nos organizamos socialmente impacta profundamente as nossas experiências individuais e coletivas. A teoria de mudança de sistemas proposta por Riane Eisler oferece uma compreensão poderosa desses fenômenos, sugerindo que estamos culturalmente condicionados a seguir um "modelo de dominação" – uma estrutura baseada em hierarquias rígidas e na subordinação de um grupo sobre o outro. Esse paradigma, conforme Eisler, é um padrão histórico que perpetua relações desiguais e impede uma verdadeira cooperação.

Em contraste, Eisler propõe o "modelo de parceria", um sistema baseado em colaboração, respeito e apoio mútuo, que valoriza a diversidade e promove o florescimento humano. Como terapeutas e analistas sistêmicos, encontramos um paralelo entre essa proposta e a Gestalt-terapia, que foca em trazer o indivíduo para o aqui e agora, possibilitando a transformação ao tomar consciência de suas relações e dinâmicas interativas. Com essa base, vamos explorar como a visão de parceria de Eisler dialoga com a prática gestáltica e como esses princípios podem fomentar mudanças tanto no nível pessoal quanto social.


O Modelo de Parceria de Riane Eisler

No cerne da teoria de Eisler está a ideia de que a cultura humana pode evoluir de acordo com duas formas de estruturação social: a dominação ou a parceria. O modelo de dominação, segundo Eisler, é caracterizado pela hierarquia e pelo controle, onde a obediência é mantida pela força ou pelo medo, e as diferenças são frequentemente vistas como ameaças. Esse modelo promove uma visão limitada de poder, onde o ganho de um significa a perda de outro, o que, em última instância, reduz o potencial de cooperação e cria ciclos de violência e exclusão.

Por outro lado, o modelo de parceria representa uma estrutura social onde as diferenças são respeitadas e valorizadas. Aqui, o poder é percebido como uma força compartilhada, utilizada para apoiar o crescimento e o bem-estar de todos os envolvidos. Eisler defende que esse paradigma gera sociedades mais justas e pacíficas, na medida em que permite que homens e mulheres, jovens e idosos, diferentes etnias e classes sociais possam se ver como parceiros iguais.

Eisler acredita que, ao fomentar uma mudança cultural rumo ao modelo de parceria, a sociedade pode superar suas estruturas opressoras e se reconstruir com base na colaboração e no respeito. Esse processo de transformação não ocorre de forma abrupta, mas através de práticas que promovam a igualdade, educação para a empatia, e políticas que encorajem a colaboração ao invés da competição.


A Perspectiva Gestáltica sobre Sistemas e Mudança

Na Gestalt-terapia, trabalhamos com a ideia de que o indivíduo está em constante relação com o seu ambiente e que seu desenvolvimento depende da qualidade dessas interações. O conceito de campo é fundamental: entendemos que a pessoa não existe em isolamento, mas sim como parte de um sistema maior de influências e relações. A transformação ocorre quando a pessoa toma consciência de seu papel nesse campo e das dinâmicas que sustentam seus padrões de comportamento.

Gestalt-terapia valoriza a autorresponsabilidade e a tomada de consciência como caminho para a mudança. Através do que chamamos de awareness- "consciência com percepção ativa", a pessoa é convidada a perceber como participa e responde às interações que moldam sua vida. Essa prática permite ao indivíduo observar suas escolhas – sejam elas de conformidade com o modelo de dominação ou com a parceria –, desenvolvendo, assim, a liberdade para buscar relações mais saudáveis e alinhadas com seus valores.

Nesse contexto, o modelo de parceria de Eisler pode ser visto como uma extensão natural do que a Gestalt busca na experiência terapêutica: uma integração do self onde a pessoa toma posse de suas decisões, mas também percebe o impacto que elas causam nos outros. A transformação é, portanto, uma prática constante de se ajustar de acordo com a nova percepção do próprio campo e de como se posicionar nele.


Conexão entre Eisler e Gestalt: Um Caminho para a Autonomia e a Cooperação

A conexão entre o modelo de parceria e a prática gestáltica revela que ambas as abordagens convergem na valorização da autonomia e da empatia. Quando praticamos o modelo de parceria proposto por Eisler, reconhecemos que cada indivíduo tem um valor intrínseco e deve ser visto como um colaborador potencial, não como uma ameaça ou uma peça subordinada.

Na Gestalt-terapia, esse conceito se traduz na aceitação plena do outro, sem julgamento ou controle. Ao trabalhar com um cliente, o terapeuta gestáltico convida-o a entender e respeitar a si mesmo e os outros, promovendo uma forma de relação onde as diferenças não são apagadas, mas integradas em um contexto de aceitação mútua. Nesse sentido, a Gestalt e o modelo de parceria se complementam, criando uma abordagem terapêutica e social em que o objetivo é a saúde do sistema como um todo, em vez de uma vitória unilateral.


Rumo a uma Prática de Parceria e Consciência Gestáltica

À medida que indivíduos e comunidades optam pelo modelo de parceria, como Eisler propõe, e buscam práticas que fomentem o respeito e a colaboração, a própria base de nossas estruturas sociais pode se transformar. No contexto da terapia gestáltica, essa mudança se reflete na prática de trazer o cliente para o momento presente, onde ele pode reconhecer padrões de dominação herdados e, conscientemente, escolher novas formas de relação baseadas em parceria e reciprocidade.

Para que essa transformação ocorra, é necessário que terapeutas e líderes sociais promovam práticas conscientes de parceria, incentivando a autoanálise e a autorresponsabilidade. Assim, tanto na terapia quanto nas relações sociais mais amplas, é possível construir uma rede de apoio que contribua para a realização do potencial humano.

Essa integração da Gestalt com o modelo de parceria de Eisler pode fornecer uma base sólida para o desenvolvimento de práticas terapêuticas e sociais mais empáticas, em que o foco esteja na colaboração, no crescimento mútuo e na criação de um futuro onde a justiça e o bem-estar são os principais pilares.

- crônicas sistêmicas


Referências:

Obras de Riane Eisler sobre o Modelo de Parceria

  • Eisler, Riane. O Cálice e a Espada: Nossa História, Nosso Futuro. Este é o livro em que Eisler apresenta sua teoria dos modelos de dominação e parceria, explorando suas bases históricas e a relevância para a cultura atual.
  • Eisler, Riane. The Real Wealth of Nations: Creating a Caring Economics. Aqui, Eisler expande o conceito do modelo de parceria para o âmbito econômico, propondo uma abordagem para transformar sistemas econômicos por meio de valores de cooperação e cuidado.

 Conceitos de Gestalt-terapia

  • Perls, Frederick S.; Hefferline, Ralph F.; Goodman, Paul. Gestalt Therapy: Excitement and Growth in the Human Personality. Esta obra fundacional da Gestalt explora os princípios da "consciência com percepção ativa" e da relação do indivíduo com o ambiente.
  • Brownell, Philip (Ed.). Handbook for Theory, Research, and Practice in Gestalt Therapy. Uma coletânea que aprofunda a teoria e a prática da Gestalt-terapia, incluindo discussões sobre o campo e a relação indivíduo-ambiente, relevantes para o conceito de sistemas relacionais.

 Textos que Relacionam Teoria Social e Terapia

  • Yontef, Gary M.; Jacobs, Lynne. Gestalt Therapy. Um artigo acessível que sintetiza os conceitos principais da Gestalt-terapia, incluindo a importância da percepção ativa nas relações interpessoais e no autocuidado.
  • Parlett, M. Contemporary Gestalt Therapy: Field Theory and the Role of Systems in Psychotherapy. Parlett apresenta uma abordagem contemporânea da Gestalt que relaciona teoria de campo com mudanças sistêmicas, o que conecta com a proposta de mudança cultural de Eisler.

 Artigos e Ensaios sobre Psicologia e Mudança Social

  • Levine, Peter. Waking the Tiger: Healing Trauma. Embora seja focado em trauma, Levine explora aspectos de percepção ativa e autopercepção em sistemas humanos, oferecendo insights aplicáveis à ideia de transformação pessoal e coletiva.
  • Jordan, Judith V. Relational-Cultural Therapy. Esse modelo terapêutico foca na interdependência e na construção de relações autênticas, um conceito que se aproxima do modelo de parceria de Eisler e pode oferecer perspectivas complementares à Gestalt.




saberia...

Você saberia ser você, sem saber.
Você escreveria, mesmo se ninguém lesse?
Você sentiria, mesmo se não compreendesse?
Você existiria, mesmo se nada soubesse?
Você saberia ser você sem saber.
- crônicas das lutas de classe