Claro, tudo vai ficar bem,
tudo fica.
O amanhã tem este condão,
e a esperança
também
como um lenitivo
pra qualquer situação
principalmente
o que não nos convêm.
Mesmo porque,
quando se trata de transformação
o mal que vivemos, é o que nos qualifica.
E acho que é por esta gênese
é que tudo também se complica...
ralleirias
domingo, 31 de janeiro de 2016
...respirando..
Muito de vez em quando,
olho para um eu que não mais existe,
e embora saudoso não fico triste...
Este eu, de certa forma
está quase aqui
traz tudo isso ainda em si
e assim continua vivo
...respirando...
Muito de vez em quando!
ralleirias
olho para um eu que não mais existe,
e embora saudoso não fico triste...
Este eu, de certa forma
está quase aqui
traz tudo isso ainda em si
e assim continua vivo
...respirando...
Muito de vez em quando!
ralleirias
Imagem acervo 2015
E pulsam nas minhas veias.
Meu legado, pífio ou valioso,
Talvez porque me pareça, que o cerne de cada cultura
Meus antepassados, sabe-se lá por onde andaram
no que acreditavam, ou com o que sonhavam
e que demônios temiam, e para quais deuses rezavam
mas, sem dúvidas, todos estão ainda comigo aqui...
Não lembro todos os seus nomes, mas conheço e
talvez nem seja importante para o 'depois',
mas seja sim no meu ' durante'...
E assim, possibilita-se um olhar diferente
sobre a morte, não colocando-a em um todo ruim...
Gosto de pensar, que um pouco
deste todo em que habito,
só vive e sobrevive por mim...
Mas, que isso vai também morrer,
e renascer, continuamente... sem fim.
mas seja sim no meu ' durante'...
E assim, possibilita-se um olhar diferente
sobre a morte, não colocando-a em um todo ruim...
Gosto de pensar, que um pouco
deste todo em que habito,
só vive e sobrevive por mim...
Mas, que isso vai também morrer,
e renascer, continuamente... sem fim.
Talvez porque me pareça, que o cerne de cada cultura
migra pelas cabeças, e não importa se mais ou menos atentas...
A cultura é como um ente vivo,
que não tem os sofisticados melindres humanos,
que não tem os sofisticados melindres humanos,
desconhece significados como os da nossa justiça,
assim como nós a entendemos,
assim como nós a entendemos,
e muda como todos nós, ocupando-nos de novos papeis,
nos migrando, entre realidades múltiplas...
no que acreditavam, ou com o que sonhavam
e que demônios temiam, e para quais deuses rezavam
mas, sem dúvidas, todos estão ainda comigo aqui...
Não lembro todos os seus nomes, mas conheço e
entendo as suas glórias e seus medos e conheço as
suas mesmas certezas relativas...
Corre nas nossas veias, algo deles, que se mistura
num resumo de nossas essências, nos recompondo
em novos e melhores mundos, e aonde pode-se às
sábado, 16 de janeiro de 2016
sem discernimentos...
Entre meus fantasmas
incluía-se a senilidade
como uma espécie de monstro
sem discernimentos...
Agora sei que na verdade
ela é como um anjo
dos esquecimentos...
Eu, sou o eu que esqueço?
Assombro-me
com este alguém do espelho
que de algum lugar reconheço...
Parece ter o que me contar?
Padeço...
Eu, sei do eu, que doeu,
e não vou e nem quero lembrar...
Eu, nem preciso de um eu...
Pois vou me reinventar.
(...) ralleirias
incluía-se a senilidade
como uma espécie de monstro
sem discernimentos...
Agora sei que na verdade
ela é como um anjo
dos esquecimentos...
Eu, sou o eu que esqueço?
Assombro-me
com este alguém do espelho
que de algum lugar reconheço...
Parece ter o que me contar?
Padeço...
Eu, sei do eu, que doeu,
e não vou e nem quero lembrar...
Eu, nem preciso de um eu...
Pois vou me reinventar.
(...) ralleirias
crédito na imagem
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
Consciência, acorda como uma meta?
Tento à tanto tempo...
Consciência,
acorda como uma meta?
Saber é cárcere?
Ser é mesmo algo além de coisa,
quando crê em ser?
Há uma curva
de retorno da intenção
dum emissor
que convencionou-se chamar de resposta,
e que, quando atendida
cria um looping
dentro de uma bolha
e este percurso lógico
vai afinando
as já frágeis paredes,
que por transparentes,
parecem projetar realidades alheias
que são assimiladas erraticamente
até que ela estoure
num 'Bummm' transcendente...
verte-se daí, o então em
intentar consequências
inventar experiências
inverter tendências
e numa resposta, o um...
Ele é!
E não é.
E nem é,
nem não é.
Contudo...
ralleirias - meta teatro
Consciência,
acorda como uma meta?
Saber é cárcere?
Ser é mesmo algo além de coisa,
quando crê em ser?
Há uma curva
de retorno da intenção
dum emissor
que convencionou-se chamar de resposta,
e que, quando atendida
cria um looping
dentro de uma bolha
e este percurso lógico
vai afinando
as já frágeis paredes,
que por transparentes,
parecem projetar realidades alheias
que são assimiladas erraticamente
até que ela estoure
num 'Bummm' transcendente...
verte-se daí, o então em
intentar consequências
inventar experiências
inverter tendências
e numa resposta, o um...
Ele é!
E não é.
E nem é,
nem não é.
Contudo...
ralleirias - meta teatro
crédito na imagem
sei eu ser?
Ninguém, quer amar ?
Ninguém, quer ser?
Ninguém, quer lembrar
ou fazer-se lembrar ?
ou... esquecer?
Tudo é mais pesado
só quando comparado.
Ninguém
me acuse de querer,
sem nem saber se...
sei eu ser?
ralleirias -aonde está o blues
Ninguém, quer ser?
Ninguém, quer lembrar
ou fazer-se lembrar ?
ou... esquecer?
Tudo é mais pesado
só quando comparado.
Ninguém
me acuse de querer,
sem nem saber se...
sei eu ser?
ralleirias -aonde está o blues
crédito na imagem
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
'Não'
O 'Não'
é agora o meu signo preferido,
significado em selo proibitivo de outorgas
aos preteridos significantes...
Subversão das vontades alheias,
cárcere inexpugnável
aos votos dos externos,
rede de proteção
contra os infernos
no não quero,
há o eu posso.
ralleirias -Crônicas das lutas de classe
é agora o meu signo preferido,
significado em selo proibitivo de outorgas
aos preteridos significantes...
Subversão das vontades alheias,
cárcere inexpugnável
aos votos dos externos,
rede de proteção
contra os infernos
no não quero,
há o eu posso.
ralleirias -Crônicas das lutas de classe
Crédito na imagem
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