quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Aquela velha história da roupa ao avesso...

Aquela velha história da roupa ao avesso...

É que ele dizia, que sempre usaria, pelo menos
uma peça de roupa virada ao avesso, sempre!

E que isto, era parte de um acordo,
um 'pacto' que ele tinha com a morte.

O dia em que estivesse tudo absolutamente,
cabalmente certo com ele, ele morreria,
disse que prometeu, jurou isto pra ela.

Pois, afinal, algo que se encerra, acaba...

E ele dizia, que se esforçava muito. mas, como não tinha certeza
sobre o que é 'perfeito', assim, usava preventivamente,
pelo menos uma peça do vestuário virada ao avesso,
como um 'algo' ainda para resolver, uma espécie de
'pendência técnica', que disponibilizará um pouco mais de tempo
pra verificar se realmente o fim deverá acontecer, algo assim,
como uma última olhada, uma última chance...

e, corre o tempo... corre 
e vai até que tudo morre...
E assim sentia, que a morte também 
os visitava todos os dias,
matando as coisas mais corriqueiras
e os mistérios mais profundos
em todas as horas, minutos e segundos...
Para não se sentir enganado por ela,
todo dia, contabilizava o que auferia da vida,
pois parecia que dela, só havia saída...
-No eu de ontem, naquele que fui, e no ontem
em que foi o eu, o que foi que morreu?
Foi então, que uma coisa estranha aconteceu,
quando, no meio do inventário do que deveria 
ser a morte, a continuação da vida, percebeu...
Ela migrava na mudança, carregada de continuidades
a morte e a vida e o nunca e o sempre, entrelaçados
numa dança, equilibram-se, em sincronicidades...
Assim, restando um tempo sempre presente,
que é o tempo da mudança aonde são e estão 
constantemente misturados nas inseparatividades...

(...) ralleirias' - meta teatro



quarta-feira, 16 de setembro de 2015

impercebível

Não percebeu,
que há
um além 
de perceber-se,
que está antes
da percepção...
também todos
não perceberam,
então..
pois estavam
percebendo-se...

E quem teria 
a capacidade,
de olhar além 
do próprio umbigo?

Alguém correria 
tal imperceptível
perigo?
o impercebível

ralleirias- meta teatro


vencedor nas coisas em que não deveria

Queremos mesmo,
um mundo,
que é vencedor
nas coisas em que não deveria,
que moi os ossos das pessoas,
visando lucro,
e conta-se isto como alegria..?

(...)
ralleirias - Do Rabo do Diabo - fragmento



qual for o tempo

Esteja aqui, seja em qual for o tempo...
E ao olhar o passado, legitime este momento daqui.
Ao projetar a vontade, construa sua próxima realidade, 
um além, o lá, o futuro... apenas à partir daqui. 
Será verdade, se for de inteiro sentimento... 
Sua atenção dará o consentimento, mas, daqui, deste momento... 
O tempo acontece, mas sua história, é você quem tece... aqui.
(...)
ralleirias

os porquês inventados

Sendo os porquês inventados, 
assim, o propósito da vida, então, 
precisaria ser explicado?

Mas, dum grande logos de nada, 
foi criada?

Meu tempo, é um rebento lógico
como vento, um acaso pródigo...

E sempre nesta rotação, desenfreada.
Luz e sombra, nada e tudo e... nada?

A realidade percebam, 
aconteceu à um segundo...
Então, fazendo um agora tardio, 
não perdemos o mundo..?
ralleirias - meta teatro





domingo, 6 de setembro de 2015

a narrativa real

Revelada fosse, a narrativa real
do que está acontecendo...
Será que entenderias?
O sistema está se alimentando.
E ele está te comendo...


sexta-feira, 4 de setembro de 2015

'A RAIZ DE TODO O MAL'

que uma cédula pode representar? Como está escrito na 
cédula: THE ROOT OF ALL EVIL - 'A RAIZ DE TODO O MAL'...
Ou trabalho, poder, riqueza, civilização, tempo, liberdade, vida,
autorização, cumplicidade?
Parece bastante ingênuo, querer atribuir à uma única coisa, 
todo o mal que paira sobre às nossas cabeças, pois, 
há toda uma dinâmica de sustentação deste mundo torto, 
que é fabricada pela obtusidade dos avarentos sistemas econômicos 
que suprimem direitos sagrados das vidas das pessoas, destroem 
o mundo, mas, em nome, não apenas do lucro, mas sim da ganância 
especulativa sem limites... e até mesmo, em nome de nossas identidades... 
O problema, talvez, seja a nossa seminal e estruturante estupidez...