Se,
posto um
referencial
do todo,
se o nada
ainda é...
Não, acontece.
Mas, em tudo
há o ainda...
Onde
o nunca e
o sempre
revezam-se
reticentes...
ralleirias
sábado, 13 de junho de 2015
quinta-feira, 11 de junho de 2015
E não é que o nunca mais, pode chegar daqui há um pouco!
E não é que o nunca mais,
pode chegar daqui há um pouco!
Nunca mais sua roupa, sua cama, sua morada.
O nunca mais sentar-se à mesa,
olhar os rostos de quem se gosta,
tocar, falar, sentir...
Nunca mais alegria,
nunca mais pessoa amada,
e então, nunca mais amor
e até, nunca mais vida...
Mas, não nunca mais
o nunca mais.
Pois é sempre,
em impermanência...
ralleirias
pode chegar daqui há um pouco!
Nunca mais sua roupa, sua cama, sua morada.
O nunca mais sentar-se à mesa,
olhar os rostos de quem se gosta,
tocar, falar, sentir...
Nunca mais alegria,
nunca mais pessoa amada,
e então, nunca mais amor
e até, nunca mais vida...
Mas, não nunca mais
o nunca mais.
Pois é sempre,
em impermanência...
ralleirias
quarta-feira, 10 de junho de 2015
um hábito cultural...
Há muito, tornou-se também um hábito cultural...
Sua escala é vasta e seu espectro é amplo,
e há inúmeras provas quanto à isso...
Até na música, e não só na que prega o estilo de vida prepotente e desigual
Mais um fruto, de mais um dos modelos econômicos opressores e violentos...
Está também nos produtos tóxicos que nos vendem como 'alimentos'...
e há inúmeras provas quanto à isso...
e há inúmeras provas quanto à isso...
Na forma como são tratadas as pessoas que são diferentes
dos grupos predominantes, ou que tem opiniões diferentes
das opiniões predominantes...
e há inúmeras provas quanto à isso...
e há inúmeras provas quanto à isso...
Sua escala é vasta e seu espectro é amplo,
e às vezes a violência até passa 'quase' desapercebida
fantasiada de linguagem, de segurança, de promessa de esperança
e em muitos outros dos níveis em que é aplicada, é sempre engodada...
e há inúmeras provas quanto à isso...
O flagelo da violência, ainda se estenderá por muito tempo,
pois, ela permeia culturalmente quase todos os modelos sociais à todo momento...
Ela é como um vírus infectante que gera mais violência, e outras sequelas
que geram... mais violências e mazelas...
e assim vai aumentando e ascendendo, e replicando.
Nos oprimindo e nos conformando...
e há inúmeras provas quanto à isso...
e assim vai aumentando e ascendendo, e replicando.
Nos oprimindo e nos conformando...
e há inúmeras provas quanto à isso...
ralleirias
sexta-feira, 5 de junho de 2015
melhorará um pouco o mundo...
Somos prisioneiros de nosso tempo, cultura,
desejos, sonhos, glórias, medos e expectativas.
Certamente seremos em algum tempo, todos libertos,
e nada restará de tudo isto... a não ser que, como legado,
você queira deixar um pouco de arte.
Saiba então, que se fizer isto, de alguma forma,
melhorará um pouco também o mundo...
ralleirias
Te decifro.
Casa comigo quimera?
Te decifro.
Daí, vamos fazer linguagens
e transigir novos signos...
Concatenar avessamente,
realidades e proto desígnios...
ralleirias (fragmento)
Imagem: Chie Yoshi \Sphinx
Te decifro.
Daí, vamos fazer linguagens
e transigir novos signos...
Concatenar avessamente,
realidades e proto desígnios...
ralleirias (fragmento)
Imagem: Chie Yoshi \Sphinx
quinta-feira, 4 de junho de 2015
que não dá certo
Não te deixa contaminar por este poema
ele é triste, fala de um amor que não dá certo
e de coisas que estão aí, de verdade, muito perto,
dum mundo amargo que dói, queima e acaba.
Mas, toma-o pelo menos, como tudo o que posso te dar,
como algo, um pouco mais durável,
que o meu fascinado olhar,
ainda que o aches divino ou ainda, abominável...
Não lembre meu nome, ou o que represento, é só dilema
ou no que criamos, nem pense em mim
pense só no que diz o poema
seja firme e leia-o até o fim...
Veja que os mundos, podem ser escombros,
destas lutas da tristeza e desejos contra a alegria,
carregamos este caos nos nossos ombros
E nossos amores, ruirão assim também, todo santo dia...
Parece tudo tão confuso e complicado,
e que nada, funciona direito...
É tudo mal orquestrado, sabe quem é o maior culpado?
Lá num espelho, o construtor, o sujeito...
Mas, também, neste turbilhão de vontades incertas,
em mundos de descobertas, poderia ser de outro jeito?
ralleirias - meta teatro
ele é triste, fala de um amor que não dá certo
e de coisas que estão aí, de verdade, muito perto,
dum mundo amargo que dói, queima e acaba.
Mas, toma-o pelo menos, como tudo o que posso te dar,
como algo, um pouco mais durável,
que o meu fascinado olhar,
ainda que o aches divino ou ainda, abominável...
Não lembre meu nome, ou o que represento, é só dilema
ou no que criamos, nem pense em mim
pense só no que diz o poema
seja firme e leia-o até o fim...
Veja que os mundos, podem ser escombros,
destas lutas da tristeza e desejos contra a alegria,
carregamos este caos nos nossos ombros
E nossos amores, ruirão assim também, todo santo dia...
Parece tudo tão confuso e complicado,
e que nada, funciona direito...
É tudo mal orquestrado, sabe quem é o maior culpado?
Lá num espelho, o construtor, o sujeito...
Mas, também, neste turbilhão de vontades incertas,
em mundos de descobertas, poderia ser de outro jeito?
ralleirias - meta teatro
terça-feira, 2 de junho de 2015
A verdadeira saga
A verdadeira saga do herói
é sempre sua própria causa:
Tornar-se permanentemente herói.
E, sem pausa...
É um ente herói, portando em si,
é sempre sua própria causa:
Tornar-se permanentemente herói.
E, sem pausa...
É um ente herói, portando em si,
muitos heróis em saga...
Que numa doação de ideais
o melhor de seu 'eu' propaga...
Segue em marcha permanente,
no próprio encantamento
mantendo focadas as mentes
constrói-se o herói assim,
no geral compreendimento.
e vitoriosamente
é assim num 'sempre'
momento após momento
vitoriosa a mente
lutando apenas
contra o total
esquecimento.
A verdadeira saga do herói
é sempre sua própria causa:
Tornar-se permanentemente herói.
E, sem pausa...
é sempre sua própria causa:
Tornar-se permanentemente herói.
E, sem pausa...
(...) ralleirias
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