quarta-feira, 11 de março de 2015

Poesia em P&B 7

E de repente, você se dá conta 
que já não é o mesmo...
Mas, o mesmo quem ?
As pessoas mudam tanto...
Pensando assim, vê-se logo
que também nossos amigos
são meio que, uma legião
de quase estranhos... 
não é mesmo?

-|- 

Toda festa de hora marcada
é como uma catarse forçada.
Um ensaio do que queremos 
de 'Verdade'.

-|-

A palavra 'verdade'
escrita desta forma,
parece um bando 
de pássaros
ou morcegos
levantando voo...




Um nada!

Nada é tudo.
Um nada!
Junção de tudo, dá nada!
O todo? Serve pra quê?
Nada. O nada é tão profundo,
que só precisa ser raso, e nada.
Faltou o 'mais'? Pode ser...
Mas, não faltou o nada! Pode crer...
ralleirias




Águas de desconsolo...

Águas de desconsolo...
Aclamação em miséria.
Choro, é coisa séria...
ralleirias


Sempre, sempre carvalho.

Eu sou sempre carvalho.
Em nada eu mudo.
Se me botarem no fogo,
é carvalho queimando.
Se me jogarem na água,
carvalho afunda, flutua.
Enterrado, apodreço carvalho.
E é da impermanência ocupar o ser.
Assim, nada me vence... nada, até o fim.
Isto é sorte? É castigo?
É assim, só assim?
E existe outra coisa?
Há algo no mundo, que não
seja para o carvalho?
Não sou com a alma do mundo!?
Carvalho? Carvalho!
ralleirias - Cartoon escrito







Dissolvo...

Dissolvo
Não sou mais...
Mas, nunca menos.
Destituo a lógica, e
sem razão, ela fica
igual a loucura...
No entanto, assim como ela
às vezes a loucura, toma os aspectos
de sabedoria pura!
Então, também a razão divorciada
segue sem rumo e solta
e ainda, sem usar estrada...
ralleirias

terça-feira, 10 de março de 2015

Assim funciona o meu agora:

Assim funciona o meu agora:
O que foi, é o que será...
O que é, é o que era...
Mas, o presente, ainda assim
nunca vai-se embora...
Não é conclusão,
e nem é espera.
ralleirias

numa promessa...

Todo o nosso tempo, às vezes,
parece resumir-se ao instante aonde a
consciência apresenta-se como desperta.
Então assim, somos o nosso tempo e mundo.
Mas, somos também assim, a inconsciência e o nada.
Somos daí, as inconsistências na berlinda do ser.
E neste devir, e talvez somente nele, somos
a eternidade, contida numa promessa...
ralleirias- metateatro