terça-feira, 2 de setembro de 2014

Ficará marcado

Ficará
marcado
o teu legado

no espaço
e no tempo

mais forte será
do que o aço...

e será um norte
ao sentimento
mais perene
que as certezas

transcendera
vastas grandezas

como, o amor
e os pensamentos...

superará mesmo a ciência...

se o teu legado, for

silêncio e
consciência.

ralleirias

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Ha ha! Insuspeição....

Insuspeição.... então, descolada da previsibilidade
a realidade acontece de forma polifônica...
Ocultada na aparência invisível à mentes toscas,
eis que surge de forma silenciosa uma risada irônica...
Escondida no espaço e no tempo, ela não 'serve-se'
ao entendimento de quem ao próprio mundo maltrata...
Assim, a ironia sussurra um 'pois é', e veladamente declara:
A tua desgraça é ser o que és, de novo e de novo ... e novamente....
Pois eis que sim, toda maldade que trazes encruada em tua alma,
revela-te assim 'ad æternum' com um ser demente!
ralleirias



Imagem : Grosa & Nebulosa

jornadas insondáveis...

Em jornadas insondáveis todo preparo é preciso,
mas contudo, pode ainda ser pífio.
A saga maior, não é necessariamente a coroação pela glória,
mas é ainda assim, o envolvimento na própria história.
Desta forma, como respondemos à cada derrota,
de maneira não contraditória
é tão ou mais importante... quanto a própria vitória...
ralleirias

Imagem: Kai-Mai Olbri

É o que enfim, existe...

Por mais que sejas importante em teu mundo
ainda assim és como o nada...
Lufada de vento  na vela, ao porto...
Chama intensa e vívida que será apagada...
Um canto lírico e belo num ermo, remoto cume...
O clarão que cega num instante ao ápice do lume...
E toda certeza, e toda força, como água que move o moinho...
És num instante, mesmo, toda a humanidade, mas... morrerás sozinho.
Cumpre teu papel assim na construção da história!
Sagas de fracasso, paz e guerra, sanhas, amores e glórias
E em tudo, ser o que és,  transcende também a graça ou desgraça
E teus passos, errados ou certos, sobretudo são o teu melhor caminho...
Portanto,  não lamentais tua existência, seja ela,  alegre ou triste
Pois ainda assim, em todos os universos, o melhor de ti é o que enfim, existe...
ralleirias


Setenta e dois nomes

E foram setenta e dois nomes ditos,
dos quais, poucos eu lembro.
Sei que justamente, estes que não recordo,
é que sinalizam as potencialidades, que então abrirão
meus caminhos para compreensão do todo.
E sei que não transcenderei isto, até que saiba-os todos.
Até então, não retornarei à verdadeira liberdade...

Assim, o tempo não é mais um problema,
nesta orbe, ele não existe.
Pode-se chamar à isto de eternidade,
embora relativamente à percepção,
não dure mais que um instante...

Nosso entendimento limitado e referenciado
em nossas fronteiras lógicas, faz isto parecer complexo...
Quando souber todos e portanto, adquirir todos os
seus poderes, que são um só, e múltiplo, e então nenhum,
só daí, é que estarei pronto para tudo esquecer
e voltar assim à origem de onde todos emanam...

O todo é em todo lugar, é então, tudo em lugar nenhum...
Na polifonia do real, tudo está e tudo não está, e ainda
tudo nem está e tudo nem não está....

São estas, dádivas que poucas ascendências
conscientes possuem, mas, estão ocultas, elas, na aparente
banalidade de nossas potencialidades...

Imagine, um conjunto numérico que em sua base,
não possui apenas dez números, mas sim, vinte e dois algarismos...
Cada palavra é uma expressão de um destes números,
suas complexidades são enormes...

As palavras e sua articulação, são assim, desta forma
florescências raras em todo o multiverso...
Saber estes setenta e dois nomes, pronuncia-los,
é algo excepcionalmente extraordinário e reverbera
em todas as instâncias de espaço, tempo e de realidades...
ralleirias (fragmento)


A realidade a verdade e o fato...

A realidade a verdade e o fato, por vezes,
acontecem em campos obscuros...
Ao olharmos então as carências alheias,
aquela que nos parece pior é a não
compreensão de nossas razões...
Da mesma forma, assim, cegos estaremos
para outros mundos que não sejam os nossos...
Então, o desejo abarca a certeza,
e nosso medo, lhes põe a mesa...
ralleirias

Aos sonhos sempre!

Aos sonhos sempre!
Aberta a porta onírica, alço voo à um infinito de incertezas,
tão complexas e tão belas quanto qualquer realidade,
porem ainda que de exagerada plasticidade,
mas também assim, os sonhos, são como vidas!
Como as tantas vidas e papeis nos quais vivemos e morremos
constantemente... de eternidades momentâneas, complexos
mundos, desejos, medos, amores, saudades...
E novamente sonhos..!
Eis então, que nos roldões perpétuos de bardos infindáveis
e ocultos em cada curva da lemniscata que somos nós....
Somos assim, universos múltiplos, e por nossas próprias vontades..!
ralleirias