domingo, 4 de maio de 2014

desejo de domínio sobre a realidade

Aprisionar a própria identidade é uma fantasia comum.
Mas somos assim, personas renitentes contudo pouco resistentes.
O desejo de domínio sobre a realidade se confunde com a verdade...
E neste mundo tão pueril... como entes complexos, parece que
preservamos nossas carcaças mas trocamos o refil...
Novos sonhos, novas conquistas, desejos em cascata...
Saciado o desejo, a energia se consome,
e o paraíso tão sonhado... assim se mata.
O que nos sustenta como entidades?
Senão justamente esta pluralidade...
Esta inversão das certezas, o dom de mudar.
De nos transformarmos em nossos próprios sonhos.
E a capacidade de nossos mundos de cabeça para baixo virar.
Pois eis que talvez sejamos realmente, apenas a essencial liberdade de mudar.
ralleirias

A realidade parece ter passagens secretas

Num olhar... E eis que a mente já se desloca
para outro mundo.
A realidade parece ter assim, passagens secretas.
E que apenas aguardam despercebidamente a chave certa.
Um objeto... tangível ou não, e este leva-nos em
pensamento à lugares múltiplos...
Como múltiplos também são estes sentimentos
que nos conduzem.
E de pronto se estabelecem os labirintos.
E sempre indistintos...
Eis aí o porquê, de como podem haver
estes segredos intrincados na nossa própria
mente em seus rebuscados enredos.
ralleirias -(fragmento)


sexta-feira, 2 de maio de 2014

Quando vi tua natureza.

Meu coração, acho que rachou 
e houve algo na minha lucides 
que fez parar o mundo
quando vi tua natureza.
Não sabia que poderia 
existir assim, 
tão complexa e absoluta, 
tão soberana
quando vi tua natureza.
Ficou tudo tão insignificante 
e sem importância aquilo que 
eu conhecera antes de ti
quando vi tua natureza.
Tudo que tinha, tudo que eu era, 
tudo que foi, tudo que sei, 
não ficou mais aqui
quando vi tua natureza.
Agora quero me reinventar, 
pra poder ter a dignidade 
suficiente ao me aproximar 
de ti
quando vi tua natureza...
Pois quando vi tua natureza, 
soube que não era mais possível 
eu existir sem ti...
ralleirias - aonde está o blues


quinta-feira, 1 de maio de 2014

Uma nova fase da propagação do conhecimento

Uma nova fase da propagação do conhecimento
pela vertente pictórica se alastra, no entanto o tempo
e a prolixidade confusa das novas tecnologias
podem apagar o significado imagético essencial,
corremos o risco de um legado sem lógica, técnica ou poética...
Um mundo borrado e raso como pichação e não como grafiti...
Restrito ao conhecimento estrito.
Hermeticamente oco.
Um mundo de muito...mas muito de muito pouco.
ralleirias


'Nunca pare de imaginar'

1- 'Nunca pare de imaginar, o dia que você fizer isto,
será o dia em que irá morrer!!!'
(1 lê, 'traduzindo' para o 2 e 3 )
1- Onde começa a morte da vida?
2- De qual vida? de quem?
1- De qual ou quem! claro... Mais apropriado, somos tantos durante uma só existência, que ela na verdade é múltipla...
2- Papeis transitórios, personas fictícias que existem alheias a nós... nas mentes de nossos pares...
3- limita-se a um -- 'Unhh' 'ahann'... e toma mais um gole, quase secando o copo... num olhar, levantando uma das sobrancelhas).
1- E que por vezes, sequer tomamos conhecimento,
que somos um 'nós', mas, existindo nos universos dos outros,
e em papeis que não queremos...
3- Entendo no caso de vocês é bem mais intenso...
1- Com um olhar caído...cara, Isto por acaso é um deboche?
2- É deboche!
3- Deboche!? Porra... não tenho direito de pensar contextualizando? É óbvio que não é possível eu
não contextualizar vocês, em qualquer coisa vinda de vocês...
2- Como vocês?
1- Vocês?
3- ... Caras, vocês são 'SEMPRE' muito complicados...
O anão(3) toma mais um gole, balança a cabeça e olha para o lado com cara de deixa pra lá...
E o homem de duas cabeças(1,2) 'disputa' meio atrapalhado o folhear do jornal....
3- Quando vocês começam a filosofar é porque já tão bêbados...
2- Eu não tô bebendo...ainda...
1- 'bufa'...Vocês! Vocês?
(...)ralleirias - Das lutas de classe - fragmento


E aquelas idéias que já foram...

E aquelas idéias que já foram...
Quando tornaram-se imprescindíveis
Foi pelo empoderamento dado por suas esperanças?
Suas esperanças, que já foram...
Não apontavam um caminho,
quando significavam um resgate de seus sonhos?
E seus sonhos, eles não refletiam por acaso,
aquelas idéias que já foram..?
ralleirias

Pueril desejo que se faz tão importante

Pueril desejo
que se faz tão importante
que ele mesmo, o próprio desejo
muda tanto tudo, que então,
nada nunca mais é como antes.

É como um furacão
o desejo, agora cresce...

Como numa tempestade em mutação
a alma, chacoalhada padece...

Foi num dia a alma,
alva, calma
e noutro
escuridão
turbilhão
e devassidão
e em mais outro,
desvaneceu

Vapor na serração,
fumaça ao vento
Tormenta de desejo,
angústia, ira, paixão...

Convertem-se e
confundem-se
os elementos.

Formam e destroem o eu
desconstroem e conformam
cada momento

O desejo é uma maldição
e é tempestade em ação
aonde estamos, ao relento...

ralleirias