segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Me induzem

Me induzem sonhos, e caminhos...
Tudo que faço, não o faço sozinho.
Sou dono do ato, mas não do fato.
E então... todas as minhas opções,
ações e mesmo, os meus desejos...
São tão somente, postos lexicais...
E talvez menos, mas... nada mais...
ralleirias




se descobríssemos...

Quem sabe uma apoteose,
nos dê significância...
Mas, somos mesmo tão rasos
em tantas instâncias?

Somos assim, tão pobres...
nestas relações artificiais,
que tão significadas em serem preciosas...
mas no entanto, tão banais.

Eis que uma apoteose de fato...
nos elevaria à nossa quintessência?
...quem sabe, talvez ...
desnecessário seja tal esforço artificial...

E a superação, seja o ápice da futilidade...
Não é pois, a quintessência em si,
a própria existência?

E um estado, das nossas próprias naturalidades?

Não louco seria, se descobríssemos...
que às apoteoses sejam...
apenas uma questão, das carências...
dos delírios de nossas vaidades
e de tudo que desejam?
ralleirias





quarta-feira, 6 de novembro de 2013

tão somente, um talvez...

Em meio a esta loucura,

um manifesto à lucidez...

Na realidade pura,

não é cura, esta sensatez,

Eis que entre às trevas e a luz,

à esta altura,

o melhor caminho,

seja tão somente, um talvez...
ralleirias


Há um estado híbrido, que se perpetua na expectativa...

Há um estado híbrido, que se perpetua na expectativa...
O porvir, aquele que 'será', o que se prenuncia...
O vai ser, que o agora esvazia.

E carrega o presente, pra um outro tempo, ou outro espaço...
É um limbo espectral.
Será? vai ser? poderemos? sucessões de 'entãos',  sobrepõem-se ...

Um novo mundo é carregado, permeia o agora em brechas invisíveis,
enquanto não miradas, não olhadas... ele apropria-se do instante.

Eis que nasce, num antes do enquanto, um agora misterioso.
Sorrateiramente ele migra, constrói uma ponte durante nossos sonhos...

Nossos inocentes desejos de felicidade, são os dentes de uma
engrenagem, dum gigantesco moinho de mundos...
ralleirias


Bem ali, acontecia um novo agora...

Bem ali, acontecia um novo agora...
E este, fora do tempo, mas contudo... 
paridor de tempos... e instâncias...
Neste lugar, tudo não existia, 
simplesmente no todo 'estava' ou
 'era' em potencialidade...
As formas e razões entravam em colapso,
à cada nova consciência que ali adentrava,
tentando referir-se em algo...
Mas estas, não o alcançavam em percepção, 
ao contrário, insurgiam-se destas realidades
emuladas, dado o estado pífio de verdades 
tão transitórias, que mal existiam ...
E essencialmente, estas demandas é que 
faziam o impossível desintegrar-se e em 
possível, converter-se.
Eis que surge daí um novo agora 
e por tão novo, quase ininteligível...
ralleirias- das asceses místicas


referendo para esta realidade...

O tentar ser, talvez seja o existir...
O tentar não ser, então, não é o resistir?
E o querer é de alguma forma contribuir?
Posta a minha parcela de referenciamento,
como próprio referendo para esta realidade...
Sem o eu, ela existiria de verdade?
E essa verdade, recheada de desejos...
é tão próxima dos sonhos... 
que talvez estejamos num limbo,
onde tudo nos faz acreditar, 
que isto é o próprio existir...
E porquê não?
Talvez seja apenas, 
uma questão de insistir....
ralleirias - Meta teatro


os senhores supremos da existência...

Há forças que atuam sobre o mundo e sobre nós, de forma contundente e marcante...
Ainda assim, mesmo aos mais atentos, passam de maneira quase sempre despercebida ...
Parece haver um esquema, contido dentro de outro esquema,
e ainda num outro esquema....invisíveis, insuspeitos.
E nós, o detalhe, nos julgamos ainda assim, os senhores supremos da existência...
Mas, nem mesmo compreendemos, ao menos, estas forças que atuam
e geram as nossas próprias vidas, paixões e medos...
ralleirias