domingo, 8 de setembro de 2024

A liturgia

A moeda deles, é a bandeira de uma crença bestialmente enraizada
em cada infante rebento, fruto desta civilização aonde é utilizada,
funciona como uma arma de coerção e desestabilização econômica
e social, dividindo e desempoderando parte das diferentes camadas
de qualquer que seja o extrato populacional.
Também a cultura deles é uma ferramenta de colonização, conversão
e de alinhamento aos seus interesses capitais e sociais e culturais
e fundamentalmente ao lucros deles e então ao nosso empobrecimento,
e assim, operam as plataformas de todos os produtos que são de fato
como os 'colonizadores' efetivos deste processo, e são concomitantemente
instrumentos de ataque e de empobrecimento de nossas participações ativas
(ou de qualquer população aonde se instalem)e ocupam nossas capacidades de
mobilização e respostas objetivas, nos mantendo mergulhados na responsividade
servil, cegos às vezes, sobre nossa impossibilidade de autodeterminação social
natural e cidadã...

Todas as coisas que eles usam, transformam-se assim em armas de exploração
e ferramentas de expropriação de riquezas e vidas de terceiros.
A implantação cultural da subserviência aos interesses geoestratégicos
é a real função de todas as suas redes, informam e formatam
a ignorância e displicência cognitiva e o desinteresse histórico,
e a superficialidade...pretende este ser o atual e vencedor projeto de mundo.

Porque há múltiplas vítimas... assim há os algozes, todos estão em diferentes
instâncias ocupando e revezando-se nestes papeis, a normalização do injusto
é do atual contexto, e parte desta construção social e cultural que sustenta-se
nas confusões dialéticas encarceradoras e violentas, nascidas na injustiça social
e isso, é o 'martelo do projeto'...

Reativos, estamos na condição de oprimidos pelas demandas que nos são
empurradas socialmente, aonde não temos a menor chance e nem tempo
para a nova construção histórica.
A violência é a liturgia dos despreparados. Haja lucidez para capacitar-nos à pensar uma nova linguagem
e então quiçá revolucionarmos a nossa visão de mundo, para
um modelo de possibilidades mais naturais e humanizadas, talvez
à partir de uma nova forma de nos relacionarmos, em novos aprendizados
em um novo ensinar... e mais orgânico viver, próximo do equilíbrio e da postura
de paz pensada e praticada já à partir da linguagem...
Nós temos tecnologia científica, moral e intelectual para vencer a servidão
desumana imposta pelo dogma religioso do capital?
- crônicas das lutas de classe

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