quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Os nossos horizontes

Quer mesmo, dar
asas ao destino...?

Olha através do teu tino,
mas, descole-se
um pouco
de si....

Aonde vou,
apenas eu sei,
e saberei,
mas...
Ainda
será aqui.

Será que este,
não é mais um lugar
que eu mesmo criei?

Esse tu, que
também já fui eu,
e este nós,
já padeceu...

E de todos estes entes,
tão transitórios...
Qual restará por aí?

São mesmo os nossos horizontes
                  tão externos à nós?

Alguém nos empresta
um quorum para razão,
esta, que por nossa voz
tem vazão?

Em verdades de imbróglios,
o viver
não trata-se de lealdade ao ser...
pois ser, não é apenas estar...
tem mais à ver com migrar,
e mudar...
permear, evoluir...
e muito mais
com o morrer...

Como morre
o um
da semente,
quando então
onde brota
sempre, o um novo
e assim, outro ente
de horizontes
crescentes.

ralleirias

Imagem : Michael Vincent Manalo,
The Earth Room, 
Digital Mixed-Media, 2010

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