Quer mesmo, dar
asas ao destino...?
Olha através do teu tino,
mas, descole-se
um pouco
de si....
Aonde vou,
apenas eu sei,
e saberei,
mas...
Ainda
será aqui.
Será que este,
não é mais um lugar
que eu mesmo criei?
Esse tu, que
também já fui eu,
e este nós,
já padeceu...
E de todos estes entes,
tão transitórios...
Qual restará por aí?
São mesmo os nossos horizontes
tão externos à nós?
Alguém nos empresta
um quorum para razão,
esta, que por nossa voz
tem vazão?
Em verdades de imbróglios,
o viver
não trata-se de lealdade ao ser...
pois ser, não é apenas estar...
tem mais à ver com migrar,
e mudar...
permear, evoluir...
e muito mais
com o morrer...
Como morre
o um
da semente,
quando então
onde brota
sempre, o um novo
e assim, outro ente
de horizontes
crescentes.
ralleirias
Imagem : Michael Vincent Manalo,
The Earth Room,
Digital Mixed-Media, 2010

Nenhum comentário:
Postar um comentário