E tenho feito,
mesmo, tanta coisa
quase sem pensar..?
Vivido 'perigosamente'...
'Perigoso' é para mente, transitar
em qual lugar?
Toda instância não é como um imaginar?
Andar na beira de tantos abismos,
fazer absurdos mergulhos às cegas.
Correr feito um louco, pra alcançar
paraísos... e o que parece pior:
Viver de sofismo...
E eu confesso, às vezes,
tenho perseguido horizontes
até cair de exaustão...
Fiz besteiras aos montes,
dei chiliques, fiz pataquadas
e afrontes
incontáveis vezes
desafiei sozinho a multidão,
que ainda bem, me ignorou
em sua 'comunhão'...
nu, eu, abraçado aos joelhos
e com um olhar vidrado
passei dias num cantinho,
como encantado...
Perdido, chorei sujo, no chão,
inquieto, sozinho, desconformado...
E em público, fiz papelão,
tudo que um louco não poderia,
e tudo que deveria.
Obediência é servidão!
Não deixei barato
quando era o que servia
e fiz quase sempre
o que não podia...
Eu pirei na palhaçada,
e então entreguei tudo
por merda,
por coisa pouca
e quase nada ...
Eu tenho amado
cada besteira,
pedrinhas empilhadas,
curtas e compridas
flores feias
não desabrochadas,
palhinhas flutuando na água,
cisqueiras multicoloridas...
Tenho observado tantos
os cães e os gatos de rua,
e lhes tenho tanta admiração...
Observo eles,
daqui da lua...
E com rara
percepção.
Também, pela madrugada,
saio para abraçar velhos mendigos
dou-lhes o que tenho,
não sei sequer seus nomes
e nem me importo
que não sejamos realmente 'conhecidos'.
Somos um só na estrada,
todos temos um umbigo...
E só por isto,
já podemos ser amigos!
E às vezes, somos...
e rimos do mesmo mundo caótico,
e à noite, corremos junto
os mesmos perigos....
E... é loucura,
sentar para conversar
sozinho?
Não!
Éramos ali, eu,
o sol, o céu e o chão!
E isto, nunca me pareceu
tão pouquinho...
Me disseram
que eu fiquei louco
e não dei aviso...
E eu, nem ligo,
dei-lhes e dou,
a luz dum sol
como um sorriso!
(...)
ralleirias ( Teatro dos nexos servidos)
mesmo, tanta coisa
quase sem pensar..?
Vivido 'perigosamente'...
'Perigoso' é para mente, transitar
em qual lugar?
Toda instância não é como um imaginar?
Andar na beira de tantos abismos,
fazer absurdos mergulhos às cegas.
Correr feito um louco, pra alcançar
paraísos... e o que parece pior:
Viver de sofismo...
E eu confesso, às vezes,
tenho perseguido horizontes
até cair de exaustão...
Fiz besteiras aos montes,
dei chiliques, fiz pataquadas
e afrontes
incontáveis vezes
desafiei sozinho a multidão,
que ainda bem, me ignorou
em sua 'comunhão'...
nu, eu, abraçado aos joelhos
e com um olhar vidrado
passei dias num cantinho,
como encantado...
Perdido, chorei sujo, no chão,
inquieto, sozinho, desconformado...
E em público, fiz papelão,
tudo que um louco não poderia,
e tudo que deveria.
Obediência é servidão!
Não deixei barato
quando era o que servia
e fiz quase sempre
o que não podia...
Eu pirei na palhaçada,
e então entreguei tudo
por merda,
por coisa pouca
e quase nada ...
Eu tenho amado
cada besteira,
pedrinhas empilhadas,
curtas e compridas
flores feias
não desabrochadas,
palhinhas flutuando na água,
cisqueiras multicoloridas...
Tenho observado tantos
os cães e os gatos de rua,
e lhes tenho tanta admiração...
Observo eles,
daqui da lua...
E com rara
percepção.
Também, pela madrugada,
saio para abraçar velhos mendigos
dou-lhes o que tenho,
não sei sequer seus nomes
e nem me importo
que não sejamos realmente 'conhecidos'.
Somos um só na estrada,
todos temos um umbigo...
E só por isto,
já podemos ser amigos!
E às vezes, somos...
e rimos do mesmo mundo caótico,
e à noite, corremos junto
os mesmos perigos....
E... é loucura,
sentar para conversar
sozinho?
Não!
Éramos ali, eu,
o sol, o céu e o chão!
E isto, nunca me pareceu
tão pouquinho...
Me disseram
que eu fiquei louco
e não dei aviso...
E eu, nem ligo,
dei-lhes e dou,
a luz dum sol
como um sorriso!
(...)
ralleirias ( Teatro dos nexos servidos)
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