sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

Há uma comunhão, constante, solene e sagrada...

Há uma comunhão, constante, solene e sagrada,
que ocorre entre o ente humano e o planeta...
e entre o planeta  e o cosmos.
Transcende o impossível, atravessa esta ilusão de separação
que quando urbanizados e massificados,
temos em relação a natureza...
E ela nos diz e mostra que ainda estamos lá,
e aqui, acolá e ali... gerando nossos mundos.
Em toda parte, no amor, na arte,
no planejamento e no acaso
mesmo no azar e na sorte
e na vida e mesmo na morte.
Na nutrição desta nossa conexão com o sagrado e o divino,
a vida que migra do alimento até nós, o faz, estabelecendo esta comunhão.
Nos coloca como iguais com os demais seres e entes, não menos, nem mais.
Do sol, do solo, do ar e da água... aos rios, nossas seivas, nosso sangue...
Somos como o barro, pó e a água em rotação e translação no todo.
Alimento sagrado da vida que gera vida, solo sagrado que sustentou e
sustentará as possíveis gerações futuras...
essa comunhão, está em nós a cada momento, por isso,
faz de nossa cultura um florescimento.
E ainda que nem toda flor seja bonita e cheirosa,
cumpre função nobre e honrosa...
tampouco importa que sejamos flores no cimento...
Da flor aos frutos, do fruto às sementes...
nas quais repousam latentes, a vida em evolução.
Há uma comunhão, constante, solene e sagrada...

ralleirias(Das mortes não morridas)


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