domingo, 23 de fevereiro de 2014

um processo que nunca se encerra.

Talvez, seja um processo que nunca se encerre
a construção de uma identidade.
Acontece às vezes, que neste processo
também os nossos piores medos
e mesmo nosso repúdio, misturam-se com nossos desejos,
e tornam-se como paredes, que nos contêm e isolam.
Interessa-nos o que acontece do outro lado destes muros..?
Graças ao nosso imaginário, não importa se do lado de cá é escuro...
Desde que permaneçamos em nossa potência e isolados.
Contudo ao isolarmo-nos,  preservamos mais que tudo a nossa negação, 
de potência como humanidade, e somos assim os agentes de sua manutenção...
Quando flagramos então esta inconsistência, buscamos
invariavelmente além de nós, uma nova referência...
Mas, eis que, num mundo que nós moldamos, colhemos o que plantamos...
O medo é mesmo ardiloso... 
Ele retroalimenta-se, na sua maldição...
Este maldito asqueroso...
ralleirias -meta teatro 

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