segunda-feira, 28 de março de 2016

mas, é mesmo

Nem dá... é melhor esquecer! 
Melhor nem falar, talvez não mostrar, não, não compartilhar, 
é chato, não menciona, é desnecessário, é deselegante, deixa assim, 
nem convence, não muda, confirma, tá conformado... tá suave, pra uns... 
Que pretensioso, que convencido, que inculto, que bobo, que jeca, cheio, 
convicto, insistente...bruto, grosso, confunde-se, arroga-se, pensa? 
Reclama... nem é como nós, nem é dos nossos amigos, nem tá na panela, 
tosco, arigó, nem sabe, nem pode, que provinciano, taão vazio, tão pouco, 
alucinado, louco, esquecido, iludido, raso... mas, é mesmo boboca?

ralleirias(Das lutas de classe)


domingo, 27 de março de 2016

Honre o seu tempo e escolhas.

Sinto muito, não é Ostara, é Mabon...

Mas, o ciclo, só assim pode suceder-se.

Tempo de cores com os mesmos tons, e
matizes em fim de espectro a desvanecerem-se...

E não à toa, a terra desfaz-se no que é necessário.

Vida é trabalho em que a vida é salário...

Honre o seu tempo e escolhas.

ralleirias  (Do Samsara )









 

para quem?

Meu mau
também
não é meu
e nem é
de ninguém...

Ah... Isto é bom...
bem... é bom?
Bom...
pelo menos
é bem!

E é um bem
ou o bem..?

Mas,
o que seja,
eu ainda
não sei
de quem...

Mau tem
bastante
e mal,
sempre
tem,

Ainda há bem?
Ainda bem...

Mas, bom
não tem
sempre...
Insurge a
razão
novamente...

Mal e bem
bom e mau,
para quem?
E, além?

ralleirias
imagem : Kim Basinger em 'Cool World'

cético

Havia um demônio
cético
que não acreditava
em maldade.

Daí, tudo
o que ele presumia
parecia bom.
Pensava ele que
nunca fugira
do tom...

Sempre acertava-se
no atual compasso.
Laçando pescoços,
coletava assim 'cabeças'
também por certeiro laço...

Exprimia-se por ilusões
e então, daí, espremia
cérebros e corações,
bebia seus sucos..
solidões,
emoções,
demolições...

ralleirias (Do rabo do diabo)


quinta-feira, 24 de março de 2016

igual?

O cada e o qual,

um era o bem,

outro era o mal.

Mas, quem é quem?

Pois veja, este também, o

tal de quem é quem..

é um igual?

(...)

ralleirias

Crédito na imagem.


quarta-feira, 23 de março de 2016

dança, dança, dança...

Às vezes, Nataraja, nos meus sonhos,
me convoca, numa alucinada festança,
me ensina sobre este pulsar, que é a vida
e que ela, sempre pulará feito criança...
Que cairá, ferida, e às vezes,
já sem esperança...
Mas, eis que ela sempre se levanta
e dança, dança, dança, dança...
(...)
ralleirias

Google imagens

adequadamente

Resistência é atitude.
Daí, a 'Atitude', pode ser o exercer
controle sobre as próprias potências.

Não ação, pode ser sim como uma violência,
invisível aos desatentos e encrustada como
estas ausências programadas, no minguar dos direitos alheios,
aonde, num paradoxo oculto, principalmente ao proposital
desinteressado, esta fragilização destas outras identidades,
e seus mundos, suas histórias, dores e idiossincráticas humanidades
até a sua completa negação, expõe e fragiliza todos, e mesmo aqueles
que se imaginam intocáveis e privilegiados...

Mas, também é neste poder de pautar ausências 
que encerra-se uma fórmula de dissolução do mal feito,
do esvaziamento de contextos deformantes, do errado
do feio e até do mau...

E é assim que migra esta força,
que nem sempre é lenta, ou suave,
e que escorre num poder real, consciente
mas em compasso de vigília,
demonstrado via paciência...

Paciência, como foco encarcerado num querer
vultuoso e abarcante que é assim controle,
mas,  ainda isto tudo, será inteligência do desejo...

Força assim, é a inteligência, distribuída adequadamente,
daí é uma força legítima, do contrário é como violência
desesperada, como a de uma presa acoada, ainda que se 
pense e imagine como um hábil caçador...

Resistência inteligente e não violenta, temos este poder.

Experimentássemos secar as fontes, que são abastecidas
com as nossas respostas de desejos, sobre o que 'eles'
dizem que queremos... estas entidades que se sobrepõem
sobre nossos direitos e nossas vidas esvaziariam-se rapidamente...

Aglutinemo-nos com os bons e pacíficos como nós,
interessados em construções para a vida, e ali,
ainda que existam discordâncias, estas são como
chaves, funcionam também contra o totalitarismo
e as unanimidades engessadas,

e eis que sempre se constrói
se houver ordenação dispensada na humanização
e nas conquistas pelas vias pacíficas dos saberes
colaborativos de todos...

Já sabemos, que não queremos mais
estas sombras mesquinhas, más, e fúteis,
sedentas de desejo e poder sobre nós.

Resistência é atitude.
Daí, a 'Atitude', pode ser o exercer
controle sobre as próprias potências.

ralleirias (Das lutas de classe)

crédito na imagem