O inesperado não acontece simplesmente.
Ele é criado em um jogo de interesses difusos
e complexos de negação, aceitação e opressão,
submissão e indiferença... entre todos os agentes.
ralleirias
segunda-feira, 5 de maio de 2014
O lúdico como matéria prima...
O consumo toma o lúdico como matéria prima...
E inesperadamente qual o produto resultante?
Consumidores ávidos, não pensantes.
E eles já não se divertem mais como antes...
ralleirias
imagem: Rafael Sica
https://www.flickr.com/ photos/sicarafael/
E inesperadamente qual o produto resultante?
Consumidores ávidos, não pensantes.
E eles já não se divertem mais como antes...
ralleirias
imagem: Rafael Sica
https://www.flickr.com/
Não é o amor que nos consome...
Nada é tão estranho
o amor, nos toma tanto...
E é tão amplo,
e tamanho...
Que não é o amor que nos consome
nem mesmo quando não soma,
senão e sim... quando ele some...
ralleirias
o amor, nos toma tanto...
E é tão amplo,
e tamanho...
Que não é o amor que nos consome
nem mesmo quando não soma,
senão e sim... quando ele some...
ralleirias
O tempo é teu
Acorda!
O tempo é teu
O sol à porta
e ele...
já derreteu!
A vida morta
é essa
que já
aconteceu...
ralleirias
O tempo é teu
O sol à porta
e ele...
já derreteu!
A vida morta
é essa
que já
aconteceu...
ralleirias
O não ao eterno...
Toda história da humanidade é insistência,
é o não ao absoluto, o não ao eterno,
o não ao destino, este... resoluto.
Existência após resistência, perpetração da vida.
Resistência após existência, perpetuação da vida.
Segue ao norte, segue a lida, segue a vida
rumo à morte! Há saída ... nova vida!
Declinamos ao convite, constante e pouco solene
para uma passagem inerte... mas perene.
É certo o fim da sorte..?
Decerto que desconhecemos
o fim das sagas em que vivemos
e por isto não o queremos...
Mas da morte, derradeiro norte...o que diremos?
ralleirias- Meta teatro
Imagem: Christian "Chris" James Hopkins
http://www.juxtapoz.com/ photography/ the-photography-of-christia n-hopkins
é o não ao absoluto, o não ao eterno,
o não ao destino, este... resoluto.
Existência após resistência, perpetração da vida.
Resistência após existência, perpetuação da vida.
Segue ao norte, segue a lida, segue a vida
rumo à morte! Há saída ... nova vida!
Declinamos ao convite, constante e pouco solene
para uma passagem inerte... mas perene.
É certo o fim da sorte..?
Decerto que desconhecemos
o fim das sagas em que vivemos
e por isto não o queremos...
Mas da morte, derradeiro norte...o que diremos?
ralleirias- Meta teatro
Imagem: Christian "Chris" James Hopkins
http://www.juxtapoz.com/
domingo, 4 de maio de 2014
Eu me invento...
Eu me invento
levo coisas comigo.
Sou como um vento.
Esfrio, aqueço e sigo.
Tomo uma direção determinada
Do sul ao norte busco sorte
pelo mundo... e mudo, por nada...
Ela, eu inventei também...
Mas acho, apenas a parte
levo coisas comigo.
Sou como um vento.
Esfrio, aqueço e sigo.
Tomo uma direção determinada
Do sul ao norte busco sorte
pelo mundo... e mudo, por nada...
Ela, eu inventei também...
Mas acho, apenas a parte
que me fazia bem.
Certo é, que ela tinha
Certo é, que ela tinha
brilho próprio...
Eu, só amortecia minha dor...
E inventei com ela, assim,
Eu, só amortecia minha dor...
E inventei com ela, assim,
o nosso amor.
Ela foi meu ópio.
Também, os meus defeitos
Também, os meus defeitos
nela, eu os projetei
E nela, isto, foi tudo o que detestei...
Era ou não era verdade
que ela foi por mim inventada?
E nela, isto, foi tudo o que detestei...
Era ou não era verdade
que ela foi por mim inventada?
Já não sei ao certo... agora,
desejo de domínio sobre a realidade
Aprisionar a própria identidade é uma fantasia comum.
Mas somos assim, personas renitentes contudo pouco resistentes.
O desejo de domínio sobre a realidade se confunde com a verdade...
E neste mundo tão pueril... como entes complexos, parece que
preservamos nossas carcaças mas trocamos o refil...
Novos sonhos, novas conquistas, desejos em cascata...
Saciado o desejo, a energia se consome,
e o paraíso tão sonhado... assim se mata.
O que nos sustenta como entidades?
Senão justamente esta pluralidade...
Esta inversão das certezas, o dom de mudar.
De nos transformarmos em nossos próprios sonhos.
E a capacidade de nossos mundos de cabeça para baixo virar.
Pois eis que talvez sejamos realmente, apenas a essencial liberdade de mudar.
ralleirias
Mas somos assim, personas renitentes contudo pouco resistentes.
O desejo de domínio sobre a realidade se confunde com a verdade...
E neste mundo tão pueril... como entes complexos, parece que
preservamos nossas carcaças mas trocamos o refil...
Novos sonhos, novas conquistas, desejos em cascata...
Saciado o desejo, a energia se consome,
e o paraíso tão sonhado... assim se mata.
O que nos sustenta como entidades?
Senão justamente esta pluralidade...
Esta inversão das certezas, o dom de mudar.
De nos transformarmos em nossos próprios sonhos.
E a capacidade de nossos mundos de cabeça para baixo virar.
Pois eis que talvez sejamos realmente, apenas a essencial liberdade de mudar.
ralleirias
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