A estupidez chegando ao absurdo...
Que tipo de idiota tapado seria capaz de aprovar ou participar
de uma manifestação contra seus próprios direitos..?
Em que circunstâncias alguém decide abdicar da própria razão...
Falta de informação? Malícia? Ignorância ou estupidez?
Lacaios do dinheiro que servem sem saber aos interesses
de grupos da elite, os quais sempre detiveram privilégios
que agora estão ruindo...
Desconexos com a verdade e sem cérebro e memória?
A história e os fatos(sim... nem sempre a história é sobre fatos)
mostram que tudo ficou bem pior com o golpe,
que os roubos e desvios se intensificaram e a censura não
deixava transparecer a verdade, conseguiu abafa-la com seu
ufanismo cínico e pela força do silêncio imposto às vezes mortalmente.
Evidentemente que há muito o que melhorar, isto é indiscutível,
mas nunca estivemos tão bem como agora,
basta comparar números estatísticos e históricos e observar
as mudanças reais na qualidade de vida das pessoas próximas.
ralleirias
terça-feira, 11 de março de 2014
domingo, 9 de março de 2014
qualquer coisa entre tantas...
Nem sei...
Como, nunca antes notei...
Que eu, não existo.
E... quem me dera,
Ser, qualquer coisa
Entre tantas...
Me contentaria
Talvez, com qualquer porcaria...
E mesmo, uma aberração,
Um ser menor,
Menor que um verme,
Talvez...um ser maior...
Assim, então, algo como um cão...
Fosse eu, qualquer negócio,
Uma tarde de sol,
Um vagabundo, em eterno ócio...
Um mutante,
Até o anticristo, ou,
Um pé de capim elefante...
Jamais percebi, que era coisa alguma,
Tampouco que isso implicava,
em ter coisa nenhuma...
E eu, queria ter muitas coisas...
Uma brisa no rosto,
Ou no corpo
Ou no focinho...
Queria água fresca
Correndo por mim... de mansinho...
Queria um pouco só de vida,
Mesmo que só um pouquinho...
E embora, o nada carregue o potencial de tudo
Ainda como um nada, e desnudo...
Nada tenho,
Nada sou,
Nada sei, e
à nada vou...
ralleirias - Das mortes não morridas - fragmento
Como, nunca antes notei...
Que eu, não existo.
E... quem me dera,
Ser, qualquer coisa
Entre tantas...
Me contentaria
Talvez, com qualquer porcaria...
E mesmo, uma aberração,
Um ser menor,
Menor que um verme,
Talvez...um ser maior...
Assim, então, algo como um cão...
Fosse eu, qualquer negócio,
Uma tarde de sol,
Um vagabundo, em eterno ócio...
Um mutante,
Até o anticristo, ou,
Um pé de capim elefante...
Jamais percebi, que era coisa alguma,
Tampouco que isso implicava,
em ter coisa nenhuma...
E eu, queria ter muitas coisas...
Uma brisa no rosto,
Ou no corpo
Ou no focinho...
Queria água fresca
Correndo por mim... de mansinho...
Queria um pouco só de vida,
Mesmo que só um pouquinho...
E embora, o nada carregue o potencial de tudo
Ainda como um nada, e desnudo...
Nada tenho,
Nada sou,
Nada sei, e
à nada vou...
ralleirias - Das mortes não morridas - fragmento
quinta-feira, 6 de março de 2014
Quanto tempo?
Quanto tempo?
Será preenchido com o que?
Com as coisas que tu não gosta?
Pensar naquilo que desejarias ter..?
E estas opções?
Mas, onde foi mesmo que tu aprendeu,
o que deveria escolher?
Teu tempo incerto está encoberto ...
Sempre esperando o derradeiro acontecer...
A quase universal certeza...
O tempo é apenas um devaneio
entre o nascer e o morrer.
Melhor no então...bem viver.
ralleirias
Será preenchido com o que?
Com as coisas que tu não gosta?
Pensar naquilo que desejarias ter..?
E estas opções?
Mas, onde foi mesmo que tu aprendeu,
o que deveria escolher?
Teu tempo incerto está encoberto ...
Sempre esperando o derradeiro acontecer...
A quase universal certeza...
O tempo é apenas um devaneio
entre o nascer e o morrer.
Melhor no então...bem viver.
ralleirias
quarta-feira, 5 de março de 2014
brasilifica
Talvez este modelo de sociedade, onde o sucesso individual
fica acima de qualquer coisa, realmente já esteja condenado,
pois sua lógica é estúpida e desumana. Muita violência, brota
destas tensões individualistas de uns sobre os outros, compostas
da miséria da indiferença, e da diferença de oportunidades plantada
pelo individualismo capital. É o espírito mau do negócio e do tempo...
Mas, em meio a este coordenado caos social, de ausências planejadas
pelas elites que detém o poder e o estado, emergem sistematicamente
provas de uma natureza indomada e rebelde...
O que chamam de jeitinho, e 'malemolência', talvez seja um reflexo
desta compulsão por humanidade, e empatia, uns tem mais,
pelo individualismo capital. É o espírito mau do negócio e do tempo...
Mas, em meio a este coordenado caos social, de ausências planejadas
pelas elites que detém o poder e o estado, emergem sistematicamente
provas de uma natureza indomada e rebelde...
O que chamam de jeitinho, e 'malemolência', talvez seja um reflexo
desta compulsão por humanidade, e empatia, uns tem mais,
outros menos, em alguns o amor é grande noutros é pequeno...
Ainda somos seres muito sociais... Queremos a felicidade,
Ainda somos seres muito sociais... Queremos a felicidade,
mesmo que de forma confusa, fragmentada, e às vezes rasa.
E mesmo havendo entre nós, algumas flores fascistas,
espinhentas, feias, tóxicas e malcheirosas ...
espinhentas, feias, tóxicas e malcheirosas ...
Sempre que possível, nós nos integramos e festejamos e amamos,
desconstruímos a sisudez da seriedade, esta, como quando se
impõe construtora de dogmas e cárceres das desigualdades e
das mazelas sociais das antipatias de classes e dos elitismos...
Gosto bastante do que o músico e poeta Jorge Mautner diz :
nunca vingariam...
Não importa a escala
nem se for a varejo...
em nenhuma história e
em nenhuma história e
pelo mais forte desejo...
Toda noite, milhares são os mundos...
E então, toda noite, milhares são os mundos...
Misturados em medos, devaneios e desejos,
neste bardo de um único sono benfazejo...
Amplo, irrestrito e profundo...
ralleirias
Misturados em medos, devaneios e desejos,
neste bardo de um único sono benfazejo...
Amplo, irrestrito e profundo...
ralleirias
Da ignorância e da impotência, floresce o medo...
Da ignorância e
da impotência,
floresce o medo.
Ele semeia a covardia
e as intolerâncias.
Que brotam, como ódio
e ramificam-se como violências.
Ouvidos moucos, razões tortas
e todas as beligerâncias...
Transforma-se em segredo
de ocultas instâncias
a lucidez da razão,
por sua extrema relevância...
ralleirias (Das lutas de classe)
da impotência,
floresce o medo.
Ele semeia a covardia
e as intolerâncias.
Que brotam, como ódio
e ramificam-se como violências.
Ouvidos moucos, razões tortas
e todas as beligerâncias...
Transforma-se em segredo
de ocultas instâncias
a lucidez da razão,
por sua extrema relevância...
ralleirias (Das lutas de classe)
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