Num paradoxo próprio
onde sem estar no tempo
olhando atento ao porvir
consegui transcender
qualquer momento,
e ultrapassei
todo o devir.
Girando
e não circulando
afastei
todo pensamento
e os transcendi
tal qual sufi...
Flutuava
dissolvia
não instância
ou relevância
nem há dor
nem alegria
nem verdade
ou fantasia
e identidade...
Fui ou não
ao antes
do nascer
onde não havia
um morrer
nem nada,
ou tudo e
existi ali
sexta-feira, 9 de setembro de 2016
quinta-feira, 1 de setembro de 2016
buda interno
Não, não há mistério,
A de tentar
'ser' feliz
para desvendar
nem há quem seguir
até uma 'iluminação'...
nem há quem seguir
até uma 'iluminação'...
O que pode haver,
talvez,
seja um abandonar
as nossas convicções
encarceradoras...
encarceradoras...
Porém,
não trata-se exatamente
também
de uma negação do eu,
mas sim,
abdicação
dos pesos
das nossas certezas,
das nossas certezas,
e de nossas
travas
e cercas
existenciais...
travas
e cercas
existenciais...
Troca-las
por uma
liberdade maior.
liberdade maior.
A de tentar
'ser' feliz
sem um severo compromisso
com as dores
de nosso repertório
de nosso repertório
e com qualquer permanência
em uma identidade construída
sobre as lembranças
que decidimos
portar...
sobre as lembranças
que decidimos
portar...
E mesmo
aquela que supomos
ser a do nosso próprio
buda interno...
(...)
ralleirias
![]() |
| crédito na imagem |
terça-feira, 30 de agosto de 2016
vontade e esperança
Uma potencia
da verdade
é a vontade...
e da vontade,
é a esperança.
Mas, vontade e esperança
são subjetividades
tão móveis..
Assim,
faz-se o frágil agora
em lapsos de desejos,
compreensões e memórias..
Será um 'ser' como
reservada instância..?
Na consciência deste
reverberará
o logos do todo
mas, ao tudo,
este, espraiado em
plenas liberdades
nunca alcança.
Talvez, por isto,
para um real
consistente
de verdades
reste apenas
vontade e esperança.
ralleirias - Metateatro
da verdade
é a vontade...
e da vontade,
é a esperança.
Mas, vontade e esperança
são subjetividades
tão móveis..
Assim,
faz-se o frágil agora
em lapsos de desejos,
compreensões e memórias..
Será um 'ser' como
reservada instância..?
Na consciência deste
reverberará
o logos do todo
mas, ao tudo,
este, espraiado em
plenas liberdades
nunca alcança.
Talvez, por isto,
para um real
consistente
de verdades
reste apenas
vontade e esperança.
ralleirias - Metateatro
sábado, 20 de agosto de 2016
humildemente
Fazer o melhor
à partir de si
é legar
ainda que
humildemente
o melhor
ao mundo.
ralleirias
à partir de si
é legar
ainda que
humildemente
o melhor
ao mundo.
ralleirias
...e, nem não ao Tao
Emana onde o agora?
Mas, bem certinho
e preciso... desde
qual hora?
...e, nem não
ao Tao,
não sim
também...
E, do então
dum ente,
ele vem?
Num aqui
que é quando?
... O estranho,
é aquilo com o que
não nos conectamos?
E é qual tempo,
o que se afasta
enquanto ando?
O que é que passa?
Havendo ontem,
e, aonde foi?
Onde mudando fui?
E o aqui, de onde vem?
Chega, quando é hora?
Aqui é um 'só' ou
é um 'também'?
Emana onde o agora?
ralleirias - dos solipsismos
sexta-feira, 5 de agosto de 2016
é noite tarde
E é noite tarde
no breu o
fogo arde
crepitação
quebrando
o silêncio e
a escuridão
E é noite tarde
No ócio da
eternidade
dispensa-se
sanidade
na despensa.
E é noite tarde
no piso gelado
o corpo vivo
enrolado no
papelão
Embrulho
social
refutável
largado
no chão.
E é noite tarde
bêbado
confessa ao
poste
que está
perdido
mijado
e fodido.
E é noite tarde
ninguém mais
me ama, já
morto sobre
minha
cama
minha
última
palavra foi:
- 'Solidão.'
E é noite tarde
vivemos mais
um dia.
há menos...
E é noite tarde
vagalume
sem alarde
lume
ilumina
E é noite tarde
não ouço mais
tua respiração
sincopada.
Nem nada.
E é noite tarde
num campo
próximo, correm
raposas
apaixonadas
brincando
durante
a caçada.
E é noite tarde
ressentimentos
e paixões
convertem-se
em combustível
para um novo dia
no inferno
do impossível
E é noite tarde
sexo é só
o que resta.
E é noite tarde
E é noite tarde
bilhões de sonhos
confundem entidades
sonhando serem deuses
sonhando serem humanos,
que sonham serem deuses
sonhando que são
humanos.
E é noite tarde
ralleirias - das lutas de classe
no breu o
fogo arde
crepitação
quebrando
o silêncio e
a escuridão
E é noite tarde
No ócio da
eternidade
dispensa-se
sanidade
na despensa.
E é noite tarde
no piso gelado
o corpo vivo
enrolado no
papelão
Embrulho
social
refutável
largado
no chão.
E é noite tarde
bêbado
confessa ao
poste
que está
perdido
mijado
e fodido.
E é noite tarde
ninguém mais
me ama, já
morto sobre
minha
cama
minha
última
palavra foi:
- 'Solidão.'
E é noite tarde
vivemos mais
um dia.
há menos...
E é noite tarde
vagalume
sem alarde
lume
ilumina
E é noite tarde
não ouço mais
tua respiração
sincopada.
Nem nada.
E é noite tarde
num campo
próximo, correm
raposas
apaixonadas
brincando
durante
a caçada.
E é noite tarde
ressentimentos
e paixões
convertem-se
em combustível
para um novo dia
no inferno
do impossível
E é noite tarde
sexo é só
o que resta.
E é noite tarde
e na estrada
nem sempre
é o caminho
E é noite tarde
confundem entidades
sonhando serem deuses
sonhando serem humanos,
que sonham serem deuses
sonhando que são
humanos.
E é noite tarde
ralleirias - das lutas de classe
quarta-feira, 3 de agosto de 2016
polifônica
ela
e eu...
sutra
surto
solta
volto
cultua
pontuo
destoa
concluo
entoa
entulho
ela, a maravilhosa
e eu, o bagulho...
(...) ralleirias
e eu...
sutra
surto
solta
volto
cultua
pontuo
destoa
concluo
entoa
entulho
ela, a maravilhosa
e eu, o bagulho...
(...) ralleirias
Assinar:
Postagens (Atom)





