quinta-feira, 1 de setembro de 2016

buda interno

Não, não há mistério,
para desvendar
nem há quem seguir
até uma 'iluminação'... 

O que pode haver, 
talvez, 
seja um abandonar 
as nossas convicções
encarceradoras... 

Porém, 
não trata-se exatamente
também 
de uma negação do eu, 
mas sim, 
abdicação 
dos pesos
das nossas certezas, 
e de nossas
travas
e cercas
existenciais... 

Troca-las 
por uma
liberdade maior.

A de tentar
'ser' feliz 
sem um severo compromisso 
com as dores
de nosso repertório
e com qualquer permanência 
em uma identidade construída
sobre as lembranças
que decidimos
portar... 

E mesmo 
aquela que supomos 
ser a do nosso próprio 
buda interno... 
(...)
ralleirias
crédito na imagem


Nenhum comentário:

Postar um comentário