quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Teu etos, de forma truncada te faz enganada nas próprias convicções...

Teu etos, de forma truncada
te faz enganada
nas próprias convicções...
Eu sei... a bem da verdade
nenhum amor carece de elaborações.
Pois, tem muito mais à ver com liberdade...
Mas pra ti, que contudo, mora na filosofia,
pra quê rimar amor e dor?
Terá isso alguma serventia?
ralleirias

Mora na Filosofia 

- Caetano Veloso


Eu vou lhe dar a decisão
Botei na balança e você não pesou
Botei na peneira e você não passou
Mora na filosofia pra quê rimar amor e dor
Mora na filosofia pra quê rimar amor e dor

Se seu corpo ficasse marcado
Por lábios ou mãos carinhosas
Eu saberia ora, vai mulher
A quantos você pertencia
Não vou me preocupar em ver
Seu caso não é de ver pra crer
Tá na cara!

Música:  "Mora Na Filosofia"por Caetano Veloso 

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Precipitação e culminância...

Somados todos os teus desejos,
arrebanhadas todas as tuas ânsias,
agregadas todas as tuas esperanças...
Eis que, num dado momento, tudo isto
acarretará em precipitação e culminância...
E pode ser, que em meio à este furacão,
te depares com a percepção sobre a imprevisível
força destruidora de mundos alheios aos teus entendimentos.
Verás quem sabe, assim, que as tuas certezas
também trazem para ti, um poder de besta...
ralleirias


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E ele é um mito!

Suficiência lógica...
Sem parametrização mundana!
Que mundo fantástico! Que bacana!
Como uma ilha paradisíaca
onde não se necessita nem cabana!

                                         Mas, se é bacana e paradisíaca, é mitológica...
                                         Hum... ainda assim é lógica...
                                         Assim é referenciada, e é então replicada!
Um mundo onde a vida continua limitada...

Não! Pois, eu me atrevo à evocar o espírito antes do mito...
Nem mesmo um novo agora é, senão, sempre um agora diferente!
Ébrio, lascivo, alegre, não lúgubre, festivo e não conscrito.
Um agora, onde estas energias, eram, e são livres num 'pré' infinito...
E eis que assim, transcendem e antecedem as afirmações dos próprios mitos...

                                Um novo baco surgirá, mas não como o do mito,
                                Ainda sim, ele é, e será como um velho 'proto' baco...
                                Mas, ele vem de antes, de bem antes do olimpo!
                                E continua não mundano, em alma e foro íntimo, limpos...

                                E ele veio me dizer,
                                que o mundo, sim...
                                É um pensar finito,
                                e assim, pois sim...
                                O mundo...
                                Ele é que é um mito!
ralleirias




Decerto, que não caminhamos sós sobre a terra...

Decerto, que não caminhamos sós sobre a terra...
Ainda, o ser transcenderá o seu meio, ao ponto de
em um determinado momento, atuar como co-criador
de seu próprio mundo, e então, este interferirá em outros tantos...

Desta forma, a aplicação de conhecimentos dos pais,
talvez pelas implicações dos modelos sociais que eles seguiram,
nem sempre será suficiente, para dar boa base aos novos entes
que surgem, e mesmo por conta da permanente pressão que estes
novos seres fazem, ocasionando uma contínua necessidade de mudança...

Talvez por isto, ainda o amor permaneça, geração após geração,
como um importante ingrediente na construção de todos os mundos e seres...
E este amor aos filhos, pode ser extremamente valioso, quando então,
motivados por ele e por eles, os pais se reeducam,
para assim, educarem melhor os seus filhos...
ralleirias


Mas contudo...

Em que mundo
monstruoso
estamos...
Onde, mesmo o amor
é perigoso!
Mas, contudo...
Ainda do mundo,
gostamos..!
E contudo
ainda...
amamos!
ralleirias

A alma de toda construção!

Penso, logo...
penso mais um pouco...
O que penso é fruto de um mundo louco?
O que penso é colheita da imaginação...
O que penso é a alma de toda construção!
Mesmo o agir é pensar, mesmo o vencer
e ainda, o falhar, também antes de tudo, é pensar...
ralleirias

Imagem: Disturbance

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Depois de meio século...

Particularmente, gosto deste aspecto virtuoso, da continuidade
descendente e ascendente que as gerações familiares sucessivas
que se comunicam têm.

Depois de meio século, acesso agora compreensões
às quais jamais imaginaria ...

Das virtudes desta ancestralidade que vem e que vai,
me encanta, este complexo entrelaçamento aparentemente
paradoxal das mudanças:
Elas são carreadas, justamente por continuidades...

Me vejo, de certa forma, muito melhorado no meu filho.
Percebo ele, se expandindo em potencialidades
humanas infinitas...

Contudo, superar ou comparar-me à meu velho e querido pai,
que para mim, sempre foi um sábio, é inimaginável,
pois além das contextualizações daqueles diferentes mundos
onde ele surgiu, também ele representará sempre uma outra
dimensão, e esta, será  assim, irreproduzível e por isto, inatingível...

Mas juntos, extraordinariamente, somos como uma
só entidade, um só ente...
Um homem que avança ao futuro, em meio ao
emaranhamento das fibras do passado e do presente,
e ainda em construção permanente.

Mas, acho que por isto, o que mais me encanta, é esta
capacidade, então, volátil de nossas identidades...
Nestas multi dimensões, que embora cíclicas,
também permitem daí, acontecerem às mudanças do mundo,
Assim, elas parecem que surgem, através de nossas próprias mutações...

Contudo, também esta minha admiração, nem é sobre a forma como
rompemos incessantemente com nossas estruturas internas e externas,
nelas nos 'matando' em instâncias vencidas e renascendo e nos renovando,
em nossos então, novos mundos...
Mas, minha grande admiração mesmo,
é sobre esta essência de 'multiversos' ínfimos, mas,
surpreendentemente infinitos, que isto nos atribui...
ralleirias -Meta teatro