As cidades e suas propostas 'naturais' foram se transformando em 'projetos' para oportunidades... idealizadas por objetivos sempre exploratórios e isso não é natural... é capital. e que ao longo da história, junto com a cultura foram se transformando em cárceres, aonde alguns lugares podem ser piores do que outros... submissão, hierarquização, servem-se aí, estas supremacias do poder e da razão. Mas mais do que lugares de 'oportunidades' as cidades se converteram em centros de manutenção de um modelo de mundo que nunca funcionou que é imperativo e captura as vontades e as identidades e as submete e agenda invariavelmente como suprimento para a falta criada para mantê-la... as vidas todas são como combustível da injustiça.
E noves fora toda esta retórica lírica, sobre mundos impossíveis, o que pega é a super exploração que este modelo civilizatório induziu. Se a mentalidade permanecer excluidora e separativa o próximo estágio, tô vendo aqui na minha bola de cristal, será o da reunião em feudos e bolhas ... pois... isso já tem né, é a solução pequeno burguesa clássica 'alfavile' e etc... (no mundo normal o que rola é que pobre mora em barranco e quando chove, tem que rezar...) e então fragmentados todos os círculos de poder, os novos que se formarão, serão mais 'íntimos' , serão igualitários? Sinarquias serão necessárias para manter as coletividades unidas nos seus interesses particulares, sem disputa- porque os centros de poder se confrontarão como agora, quem pode exclui quem não pode... não haverá também união nem consenso, pois a separatividade é do campo da 'preservação'. Não 'inusitado' é um burguês não perceber o êxodo do racismo e da supremacia do capital' .
Estamos vivendo um genocídio.... nós pobres do sul global estamos na fila do abate, a nossa cor e quantidade de dinheiro e amigos, determina a posição ... a fuga é para onde? o novo êxodo é mais complexo, as questões ultrapassam agora a luta de classes e avançam para o etos, e a moral agora está na berlinda da verdade e da realidade, o fato já não significa e o ato apenas quantifica, não é que sejam novas as demandas, ainda o respeito à vida e a autenticidade do ser natural são os reais pesos e a luta por esta identificação continuará até o fim, apenas, o fato é que o capital venceu e é o antropoceno quem dita nosso destino , estamos reativos e mitigando o impossível e o desconhecido.
- crônicas das lutas de classe
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