terça-feira, 5 de maio de 2026

a teoria do geógrafo brasileiro Milton Santos

O geógrafo brasileiro Milton Santos, em sua obra "A Natureza do Espaço: Técnica e Tempo, Razão e Emoção", define o espaço geográfico como um conjunto indissociável, solidário e contraditório entre esses componentes. [1, 2]
1. Sistemas de Objetos (A Materialidade)
Os sistemas de objetos referem-se à base material, física e palpável do espaço. Eles incluem: [1, 2]
  • Elementos Naturais: Rios, montanhas, florestas (cada vez mais modificados).
  • Elementos Fabricados (Técnicos): Cidades, estradas, fábricas, portos, redes de energia, telefonia e computadores.
  • A "Desnaturalização": Com o avanço da tecnologia, os objetos naturais são substituídos ou transformados em objetos técnicos e cibernéticos. [1, 2, 3]
2. Sistemas de Ações (A Imaterialidade/Dinâmica)
Os sistemas de ações representam o movimento, o uso, a gestão e o propósito atribuídos aos objetos. Eles são: [1]
  • Ações Humanas: O trabalho, a circulação, o consumo, a política, a cultura.
  • Funcionalidade: É o que dá sentido ao objeto. Por exemplo, uma rodovia (objeto) só faz sentido através do fluxo de veículos (ação).
  • Ações Imateriais: Fluxos de informação e capital que orientam onde e como a infraestrutura física será construída. [1, 2, 3, 4, 5]
3. A Indissociabilidade
Para Milton Santos, o espaço não pode ser compreendido analisando objetos e ações separadamente. Eles interagem constantemente: [1]
  • Objetos condicionam ações: Uma cidade com ruas estreitas molda o trânsito de forma diferente de uma cidade com avenidas largas.
  • Ações criam objetos: A necessidade de comunicação rápida (ação) leva à criação de redes de fibra ótica (objetos). [1, 2, 3]
O espaço geográfico é a natureza modificada pelo trabalho humano, onde a técnica transforma "coisas" (natureza) em "objetos" técnicos, utilizados por ações sociais, econômicas e políticas. [1, 2]

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