sábado, 30 de novembro de 2024

Devemos lutar pelo fim da escala laboral 6x1

O capitalismo tardio e seus sacrifícios performáticos 
exigidos dos seus operadores e consumidores, 
é a metralhadora de dominação do patriarcado
imperialista, contra a luta de classes, e as organizações
humanas de sustentação da coletividade e da vida
e seus recursos, sua tática quer sistemicamente adoecer 
e desagregar e enfraquecer, todos os grupos de natural
 pertencimento tornando-os inimigos entre si, 
e em eterna competição e auto consumo e exploração, 
o que resulta no adoecimento coletivo e na baixa taxa 
de natalidade e qualidade de vida social, física, moral, 
econômica natural e psíquica... 
crônicas das lutas de classe

sexta-feira, 29 de novembro de 2024

O canal

O canal, a rede, a mídia, e a informação em um determinado tom,
são só a 'embalagem' do que entregam como a notícia, semioticamente, 
o metadado implícito nestas comunicações é de que ela é um marcador 
indexador, que serve de fato, é para deixar claro que 'eles' são como 
nossos 'tutores' e mediadores sobre como e o que pensarmos e como
se posicionar, e se somos contra ou a favor tanto faz... 
o que importa mesmo é dar o status adequado à força 
do deus 'mercado' e 'deles' como autoridades balizadoras 
para discutirem o que queremos ou não diante do poder,
aquele o qual eles pretendem nos condicionar 
a entender e obedecer, e que eles, sabem supostamente, 
bem mais do que sabemos, e muito melhor do que nós e outros, 
e assim, mediam com suas réguas morais tortas e oportunistas 
às sabujices pequeno burguesas deslumbradas, às quais querem 
que sigamos... E é o deus mercado, é quem manda...
- crônicas das lutas de classe



rebentos

A raiva é uma filha da impotência, 
ela e seu irmão o ódio, 
são rebentos da ignorância e da injustiça, 
e todos são bastardos do patriarcado...
- crônicas das lutas de classe 

quarta-feira, 27 de novembro de 2024

apostas

A massa de miseráveis de todas 
as camadas sociais, viciada 
em jogos, é sintoma de uma 
sociedade que sabe que já não 
pode confiar nela própria
e no mundo ao qual, por ora, 
ela 'pertence'- literalmente, 
e assim, está assujeitada 
ao jogo em que se submete, 
e a derrota, portanto, 
já lhe está posta, 
e ela já é o prêmio 
no caso do seu 'azar'..
E seus movimentos 
e apostas, são por 
franca desesperança.
- crônicas das lutas de classe

terça-feira, 26 de novembro de 2024

uma marca

O valor imaginário 
de uma marca 'vencedora' 
como significador de si...
É assim o sucesso fugaz 
e glorioso do destino 
objetificado de um
contumaz consumista...
- crônicas das lutas de classe

Superar

Superar o superar...
Superar o fazer sentido,
aquilo que foi muito doído
e o que foi doido e não consentido.
Transpor a dor para outro lugar
aonde ela possa se dissipar...
superar, superar... como se
houvesse outro estar, além
deste de se ficar, sempre presente
naquilo em que se sente mais
autenticamente como gente.
Superar o superar...
- metateatro

segunda-feira, 25 de novembro de 2024

admirável

Me parece, 'admirável', 
resistir com integridade física 
e sanidade mental, às expectativas 
proporcionadas pelos assujeitamentos
das agendas de superação das 
demandas obrigatórias impostas pela 
era do capital tardio, que faz de todos,
protótipos de heróis solitários e
sempre envoltos em narrativas 
de desagregação de seus próprios
grupos, que lhes seriam naturalmente
receptivos, mas que nos contextos 
atravessados das obrigatórias
superações nestes papeis sociais
conflitivos, perdem-se nos propósitos
deste sucesso fugaz sobre si e 
o outro numa busca exclusivista 
doentia e geradora de desgastes 
insanos, permanentes oposições 
e danos...
- Crônicas das lutas de classe

sábado, 23 de novembro de 2024

proteção

Capa de proteção é o amor.
Inteligente naturalmente 
e paciente com o que for...
Espada afiada é o saber 
Que corta o mal antes 
dele se desenvolver...
É tão fácil dizer-lhes
em sagazes rimas 
mas de fato, a matéria
que é imperativamente
prima... exige-nos num
constante desenvolver...
Tateia-se a verdade,
existe-se na subjetividade 
ouvida do eco do que 
deve ser...
É assim, o mundo 
impõem-se em regras.
E andar por ele, às cegas 
dificulta soberbamente 
o viver... Pois nisso
ter consciência 
tentar nela, escolher 
a melhor saga, é fazer-se 
num caminho que traga 
o novo e o próprio
amanhecer...
- crônicas das lutas de classe 

sexta-feira, 22 de novembro de 2024

tamagotchi

É você quem
vai ser, o
ChatGpt...
A Alexa
da vez o
tamagotchi
da escassez...
E se entregar
feito comida
fria, se verter
na correria
se encontrar
em se vender?
Pra 'inglês' ver...
E então se perder
sem se reconhecer
nem se pertencer?
Sujeitar-se e se render.
E assim, todos lhe
comprarem...e eles
vão querer, sempre
consumir você?
-crônicas das lutas de classe

O ideal humano

O ideal humano e a compreensão sobre suas necessidades, me parece, todos podem carregar, e entender a sua objetividade... A sua prática já é bem mais complicada, num mundo de lugares
prontos, que definem as identidades e seus postos sociais
aparentemente, distantes...
A incompreensão em um mundo dialético funciona como
oposição de desejos e portanto toma todas as forças
dos agentes envolvidos, convertendo-os e centralizando-os
como um vértice de interesses contrapostos... - crônicas das lutas de classe



quinta-feira, 21 de novembro de 2024

Querer, é narrativa identitária

A dialética nas narrativa sociais, 
é assujeita conforme o lugar,
e neste, há que se ter pertencimento 
pela naturalidade nos fluxos...
Querer, portanto, não é poder... 
Querer, é narrativa identitária em
processo de busca homeostática, 
para a segurança de realização
performatizadora do próprio 
imaginário sobre esse possível
lugar de sucesso para a sua 
ainda desconhecida expressão 
de subjetividade . . .
- crônicas das lutas de classe

quarta-feira, 20 de novembro de 2024

utilitarismo

Este pensamento assujeitado ao utilitarismo e a dualidade, 
levando o ser ao mesmo lugar do recurso e da despesa, 
é talvez uma das maiores 'fábricas' de doenças do nosso tempo... 
Seus propagadores se vestem bem, falam macio, 
mas pregam a morte do homem sob os ferros do interesse capital, 
destra do patriarcado gerador de seres infantes e heroicos que operam 
o desprezo a humanidade, a natureza e assim a própria vida, 
objetificando-a nestas narrativas de fracasso sistêmico 
planejado pelo capital tardio...

-crônicas das lutas de classe

é da práxis

 Uma pessoa assujeitada mentalmente ao papel infantilizado e citadino moderno, certamente apoia toda a estupidez de um sistema escravizador, que nutre-se de narrativas de sucesso heroico, obtidas sempre sobre a desgraça de quem trabalha submetido à diferenças sociais implantadas historicamente e de forma criminosa, por  países e colonizadores e seus sabujos colaboradores locais, expropriando riquezas e mesmo a cultura de outros povos, relegando-os assim a uma sub classe humana, o latino, o periférico, etc...  mentalidade típica do ingênuo colaborador, que também será descartado no devido tempo... sua covardia o submete no mesmo papel derrotado de quem aceita morrer ao render-se para o sistema... Impotentes, todos só podem optar como lacaios de seus amos colonizadores, são peças deste sistema, assim são felizes, este é seu incrível lugar de sucesso, estão certos de que tudo de correto está acontecendo por ali...

O mito da superação e da conquista por extremo esforço, implica no entendimento de que todas as suas potencialidades serão submetidas à  um sistema que irá, necessariamente, lhe devorar e após, o descartará... Extrair da super exploração da mão de obra precarizada, até seu último e humilhante suco, é da práxis dos masoquistas operadores do capital tardio ...

-crônicas das lutas de classe



sábado, 16 de novembro de 2024

com a fé

Sou com a fé que 
carrego em mim...
E com amor pleno, 
dúvida e certeza
 medo e ódio, em
suas superações 
e imbróglios
também é assim... 
Soco a soco,
Passo a passo
santo e louco, 
do caroço 
ao bagaço...
Assim será 
até o fim...
Crônicas das lutas de classe

sexta-feira, 15 de novembro de 2024

A Semiótica de Saussure e Peirce: Comparações Fundamentais

Ferdinand de Saussure (1857–1913): Linguística Estrutural

Saussure é considerado o fundador da semiótica estruturalista. Ele propôs que o signo é composto por:

  1. Significante: A forma ou "imagem acústica" de um signo (por exemplo, a palavra "árvore").
  2. Significado: O conceito ou ideia associado ao significante (a imagem mental de uma árvore).

Sua visão destaca que a relação entre significante e significado é arbitrária e depende de convenções sociais. Para Saussure, a língua é um sistema fechado onde os signos ganham sentido em oposição a outros signos dentro de um sistema.

Charles Sanders Peirce (1839–1914): Semiótica Filosófica

Peirce, por outro lado, elaborou um modelo triádico para o signo:

  1. Representamen: O signo em si (equivalente ao significante de Saussure).
  2. Objeto: O referente real ou imaginário do signo.
  3. Interpretante: O conceito mental ou interpretação gerado pelo signo.

Peirce também introduziu categorias de signos (ícones, índices e símbolos) baseadas na relação entre o signo e seu objeto:

  • Ícone: Similaridade (ex.: uma foto).
  • Índice: Conexão causal ou direta (ex.: fumaça indicando fogo).
  • Símbolo: Relação arbitrária e convencional (ex.: palavras).

Relação com a Semiótica Contemporânea

Atualmente, a semiótica incorpora abordagens mais dinâmicas e interdisciplinares. Autores como Umberto Eco ampliaram as ideias de Saussure e Peirce, vendo os sistemas de signos como interativos e não apenas fixos em sistemas fechados. A semiótica cultural, por exemplo, analisa como os signos interagem em contextos sociais e culturais, enriquecendo a compreensão do papel da linguagem na sociedade contemporânea.

Além disso, a semiótica aplicada se expande para áreas como marketing, tecnologia, e design de interação, onde os signos criam experiências e engajamentos.

Neurociência Afetiva e Semiótica

A neurociência afetiva, por sua vez, explora como emoções e sistemas neurológicos moldam nossa interação com signos e linguagens. Pesquisadores como Jaak Panksepp e Mark Solms estudam as bases neurobiológicas de processos emocionais e sua correlação com a interpretação de signos.

Pontos de Conexão:

  1. Afeto e Significação: Emoções influenciam profundamente a forma como interpretamos signos, conectando significado e experiências afetivas. Por exemplo, um símbolo associado a experiências positivas terá interpretações emocionais mais favoráveis.
  2. Corpo e Cognição: A visão de Wilhelm Reich sobre tensões corporais como moldadoras da subjetividade se conecta à ideia de que o corpo também influencia nossa leitura de signos.
  3. Sistemas de Linguagem e Neuroplasticidade: Estudos mostram que o aprendizado e o uso de linguagens afetam a plasticidade cerebral, integrando elementos semióticos em redes neurais.

Visão Sistêmica

A abordagem sistêmica considera a interação entre indivíduos e seus contextos culturais, sociais e biológicos. Nesse sentido, os signos não operam isoladamente; eles são elementos em sistemas dinâmicos, onde fatores como cultura, emoção e neurobiologia desempenham papéis interdependentes.

Essa perspectiva sistêmica é útil para integrar os insights da semiótica e da neurociência afetiva, abordando como as relações entre signos e emoções influenciam comportamentos, comunicações e construções de identidade.

- crônicas sistêmicas

Agendamentos de Consultas:

Sessões de Esquizoanálise, Gestalt terapia, Terapias Breves, Analises e terapias Sistêmicas, Constelação Familiar, Sessões de Hipnoterapia e Regressões- contate-nos diretamente: 👉 'clique aqui'.

quarta-feira, 13 de novembro de 2024

Ato de auto exorcismo

 -Ato de auto exorcismo-

Sim, que saiam de mim
as certezas, matrizes
dos enganos,
Sim, que saiam de mim
os carimbos dos arcanos
sim, que saiam de mim,
os medos em todos
os seus secretos enredos,
sim que saiam de mim,
os olharem de julgamento,
e seus nefastos testamentos,
de visões toldadas nas próprias crenças,
em fictícias narrativas e suas pífias avenças
sim que saiam de mim os desafetos por
diferenças, por não compartilharmos das
mesmas encarceradoras crenças,
sim que saia de mim,
a soberba do perdão lógico,
mero ato pródigo dos sem empatia,
em suas almas perdidas e vazias...
sim, que saia de mim
a falsa humanidade,
o veneno da real humildade,
Sim que eu saia de mim
além de reclamar, que me
disponha eu, trabalhar a
em aprender e reaprender
e naturalmente assim, mudar...
sim que saia de mim,
o que me afasta de entregar
e entregar-me ao amor e ao amar...
- crônicas das asceses místicas

terça-feira, 12 de novembro de 2024

os dons do hinário profano

Viva os dons
do hinário profano!
Cantos de salvação
do homem mundano
que valsa com a vida,
em meio aos seus danos...
Sacode o esqueleto!
Se requebrando...
e vai se esquivando
da má sorte, e vai se
livrando das mortes,
e segue dançando...
- crônicas das lutas de classe

domingo, 10 de novembro de 2024

Visões sobre a linguagem - Ludwig Wittgenstein e Jacques Lacan.

A comparação entre Ludwig Wittgenstein e Jacques Lacan a partir de suas visões sobre a linguagem, considerando semiótica moderna, linguística e neurociência afetiva, pode gerar insights profundos para uma abordagem gestáltica, esquizoanalítica e sistêmica. Ambos pensadores abordam a linguagem como um sistema estruturante da realidade, mas suas perspectivas e métodos apresentam nuances distintas que dialogam com os saberes contemporâneos.

Wittgenstein e a Linguagem como Jogo

Após sua revisão do Tractatus Logico-Philosophicus, Wittgenstein desenvolveu uma visão mais ampla sobre a linguagem, tratada agora como uma série de "jogos de linguagem" (Philosophical Investigations). Ele propôs que o significado das palavras depende do uso contextual no qual elas estão inseridas, dando importância às interações cotidianas e aos modos como as expressões são compreendidas e compartilhadas entre os falantes. Essa visão não só afasta a linguagem de uma estrutura lógica rígida, mas também a aproxima dos aspectos dinâmicos e vivenciais da semiótica moderna, que vê os signos como partes de sistemas complexos e variáveis.

Lacan e a Linguagem como Estrutura do Inconsciente

Lacan, influenciado pelo estruturalismo, propôs que "o inconsciente é estruturado como uma linguagem". Ele postula que a linguagem molda a subjetividade e organiza o desejo, atuando como uma estrutura que medeia a relação entre o sujeito e o mundo. Lacan adapta conceitos saussurianos, como o significante e o significado, para explicar como o sujeito é constituído na falta e no desejo, em um processo contínuo de busca de completude. Em uma análise comparativa, enquanto Wittgenstein enfatiza o uso social da linguagem, Lacan foca na linguagem como estrutura que organiza o psiquismo.

Contribuições da Semiótica e da Linguística Moderna

As visões de Wittgenstein e Lacan dialogam com a semiótica moderna e a linguística estruturalista, que enxergam a linguagem como sistema de signos autônomos. A perspectiva semiótica contemporânea, que envolve estudos de Charles Sanders Peirce e a semiótica cultural, sugere que os signos não representam apenas um significado estático, mas fazem parte de um processo comunicativo, influenciado pelo contexto e pela interação social. Na neurociência afetiva, estudos de Jaak Panksepp e Mark Solms indicam que as emoções e os afetos desempenham papéis essenciais na percepção e no processamento da linguagem, afetando a forma como os significados são interpretados e internalizados.

Traços de Caráter em Wilhelm Reich e Neurociência Afetiva

Wilhelm Reich trouxe a noção de “traços de caráter” como padrões de defesa do organismo que moldam a subjetividade e o comportamento. Ele associa esses traços às tensões corporais e aos bloqueios emocionais, que também influenciam o uso e a compreensão da linguagem. A neurociência afetiva, ao estudar como as emoções moldam a percepção e as decisões, reforça a ideia de que os estados afetivos e corporais influenciam profundamente a experiência subjetiva, incluindo o processamento de linguagem. Em termos gestálticos e sistêmicos, isso sugere que o terapeuta deve considerar o contexto emocional e corporal do cliente ao interpretar a linguagem e os significados expressos.

Integração para uma Abordagem Gestáltica e Sistêmica

Como um terapeuta gestáltico e esquizoanalista, integrar essas perspectivas implica em ver a linguagem não apenas como um meio de comunicação, mas como um campo de experiências afetivas e corporais. A esquizoanálise, que valoriza a descentralização do sujeito e a multiplicidade de fluxos e desejos, também se alinha com essa visão. A abordagem sistêmica, por sua vez, vê o indivíduo como parte de um sistema maior, em que linguagem e afeto são interdependentes. Assim, o terapeuta considera não apenas as palavras ditas, mas também os afetos, o corpo e o contexto, promovendo uma análise que abarca a complexidade da subjetividade e da comunicação humana.

Essa síntese entre Wittgenstein, Lacan, Reich e a neurociência afetiva oferece uma estrutura rica para interpretar a linguagem como uma expressão multidimensional, integrando mente, corpo e afeto em uma abordagem terapêutica completa e inovadora.

Referências :

Wittgenstein e Linguagem

  1. Wittgenstein, L. Philosophical Investigations. Traduzido por G. E. M. Anscombe. Blackwell Publishing, 1953.
  2. Hacker, P. M. S., e Baker, G. P. An Analytical Commentary on Wittgenstein’s Philosophical Investigations. Blackwell, 1980.
  3. Stern, D. G. Wittgenstein on Mind and Language. Oxford University Press, 1995.

Esses textos abordam o desenvolvimento da ideia de "jogos de linguagem" e como Wittgenstein conecta a significação à prática social, central para entender a linguagem como um fenômeno dinâmico.

Lacan e a Linguagem como Estrutura do Inconsciente

  1. Lacan, J. Escritos. Editora Perspectiva, 1998.
  2. Evans, D. An Introductory Dictionary of Lacanian Psychoanalysis. Routledge, 1996.
  3. Fink, B. The Lacanian Subject: Between Language and Jouissance. Princeton University Press, 1995.

Essas obras exploram a ideia de que o inconsciente é estruturado como uma linguagem e detalham a utilização dos conceitos de significante e significado em Lacan.

Semiótica e Linguística Moderna

  1. Eco, U. Tratado Geral de Semiótica. Editora Perspectiva, 2007.
  2. Peirce, C. S. Collected Papers of Charles Sanders Peirce. Harvard University Press, 1931-1935.
  3. Deely, J. Basics of Semiotics. Indiana University Press, 1990.

Esses trabalhos oferecem uma visão geral dos sistemas de signos e seu papel na construção de significados, aproximando a semiótica das ideias sobre o inconsciente e os jogos de linguagem.

Neurociência Afetiva e Comportamento Emocional

  1. Panksepp, J. Affective Neuroscience: The Foundations of Human and Animal Emotions. Oxford University Press, 1998.
  2. Solms, M., e Turnbull, O. The Brain and the Inner World: An Introduction to the Neuroscience of Subjective Experience. Other Press, 2002.
  3. Damasio, A. The Feeling of What Happens: Body and Emotion in the Making of Consciousness. Harcourt Brace, 1999.

Essas referências fundamentam a importância das emoções na neurociência, detalhando como os estados emocionais influenciam o processamento de linguagem e as relações interpessoais.

Wilhelm Reich e Traços de Caráter

  1. Reich, W. Análise do Caráter. Editora Martins Fontes, 2004.
  2. Sharaf, M. Fury on Earth: A Biography of Wilhelm Reich. Da Capo Press, 1994.
  3. Boadella, D. Wilhelm Reich: The Evolution of His Work. Vision Press, 1973.

Esses textos abordam a teoria dos traços de caráter de Reich e como esses padrões emocionais e corporais influenciam o comportamento e as defesas psíquicas.

Abordagens Gestáltica, Sistêmica e Esquizoanálise

  1. Deleuze, G., e Guattari, F. Mil Platôs: Capitalismo e Esquizofrenia. Editora 34, 1995.
  2. Perls, F. Gestalt Therapy Verbatim. Real People Press, 1969.
  3. Zinker, J. Creative Process in Gestalt Therapy. Vintage, 1978.

Esses textos fornecem uma base teórica para conectar os conceitos discutidos com as práticas de terapia gestáltica e esquizoanalítica, ressaltando a importância da linguagem, do corpo e dos afetos...


Agendamentos de Consultas:

Sessões de Esquizoanálise, Gestalt terapia, Terapias Breves, Analises e terapias Sistêmicas, Constelação Familiar, Sessões de Hipnoterapia e Regressões- contate-nos diretamente: 👉 'clique aqui'.

sábado, 9 de novembro de 2024

E noves fora tudo, a teatralidade arquetípica e suas linguagens, 
são meio de condução e indução de pensamentos, do imaginário 
e das vibrações até os ainda indeterminados lugares desta possibilitação 
semiótica necessária, para na facilitação desta superação, realizarem-se então 
estas criações dessas transcendências para as ainda até mesmo incompreendidas, 
mas desejadas curas...

- crônicas das asceses místicas


é o que é

O amor é o que é
o mistério da fé...
Assim sabem os filhos
do tempo, a sua vez 
quando é... para existir 
em se fazer, e em ser 
ou não ser, como 
nunca ou no 
que der...
- metateatro

Querer não é poder?

Querer não é poder?
Potencias sem controle, produzem o caos?
Ainda o amor como potencia de infinitas possibilidades
comportaria também os processos aonde surge o odiar, como
parte de suas sombras, mas mais como lugar dum se transformar...
Ígnea magia é um querer... como embrião da possibilidade de
elaboração do real, ainda não é de fato o poder... mas, caminha
assim a vontade de mãos dadas com o fazer.
Talvez seja ali, como o estado subjetivo de construções destas
novas realidades em fatos e em atos de conquistar ou ceder...
no entanto cada relato, passo e fato, ato, já é o ser sendo
o poder. E no espaço de expressar-se este ser, nem tanto
o fazer ou não fazer, mas o amar em transformar-se então no
lugar do antigo ser e tornar o ato de se expressar algo que
remete ao transcender no existir e assim ao próprio poder...
- Metateatro

sexta-feira, 8 de novembro de 2024

o ser dialético

 Forma-se o ser dialético por interação passiva ou não de sua objetiva singularidade derivada do meio aonde surge e sua semiótica e em suas práticas, quando então avança em continuidades nas absorções e consolidações da sua subjetivação nos desejos e imposições de assujeitamentos civilizatórios e identitários. O citadino infante busca coroar-se como herói errante até a conquista narrativa de sua autoridade, ainda que submetida ao mesmo código que o forjou oprimido. Refém da única força que estima validar sua existência, submete-se integralmente com seu mundo.

- crônicas das lutas de classe  


quinta-feira, 7 de novembro de 2024

o lugar da admiração

Quando o lugar da admiração, se propõe consciente,
permitimos ao outro entrar como referência em nosso mundo. 
A subjetividade carreia campos distintos e compreende além 
da pura lógica a percepção de sutilezas ainda em processo de 
surgimento e portanto no lugar da novidade, aonde o espaço 
permite pertencimentos inovadores e assim ainda inescrutáveis 
objetivamente . Este é um lugar sagrado, o da própria criação 
incluindo o outro e as intercessões de mundos que ampliam 
nossos universos todos.
-metateatro

A Saúde em Sintonia com o Ambiente - o Corpo como Interlocutor Biológico

A Visão Sistêmica, Gestáltica e Esquizoanalítica e a contribuição de Jack Kruse 

A saúde, em uma perspectiva sistêmica e gestáltica, é um fenômeno que extrapola o corpo isolado, inserindo-se no ambiente e nas trocas constantes que realizamos com ele. Jack Kruse, neurocirurgião e pesquisador biofísico, é uma figura emblemática ao nos lembrar desse elo: ele enfatiza como aspectos ambientais, como luz, temperatura e campos eletromagnéticos, atuam diretamente no metabolismo, no sono e até na nossa saúde mental. Kruse apresenta uma proposta quase provocadora, defendendo que o corpo humano está intrinsecamente ligado a seu entorno e, quando esse equilíbrio se perde, a saúde inevitavelmente sofre. No entanto, suas ideias não são unânimes na ciência, uma vez que ele combina teorias estabelecidas com uma visão biohacker que ultrapassa o consenso médico. Neste texto, vou correlacionar suas propostas com a visão de um terapeuta sistêmico, esquizoanalista e gestáltico, explorando como essas abordagens terapêuticas dialogam com suas teorias.

Corpo e Ritmos: Um Diálogo com o Ambiente

A cronobiologia e os ritmos circadianos são áreas centrais para Kruse, que defende uma vida em harmonia com os ciclos de luz e escuridão. Ele apoia-se em estudos de cronobiologistas premiados, como Jeffrey Hall e Michael Young, que demonstram a importância do ritmo circadiano na regulação do sono, na produção de hormônios e na saúde em geral. De uma perspectiva sistêmica, esses ritmos são uma forma de "pulsação" do organismo, que ressoa com os ciclos naturais da Terra. No trabalho gestáltico, valorizamos o momento presente e o impacto direto do ambiente nas sensações e emoções. Aqui, o corpo torna-se uma interface dinâmica, recebendo estímulos da luz e reagindo ao seu entorno para ajustar sua própria "dança interna".

A esquizoanálise, que busca desmantelar estruturas de poder e padrões de opressão internos e externos, encontra ressonância com Kruse ao abordar as implicações da luz artificial e da ruptura dos ciclos naturais. No contexto de Kruse, o excesso de exposição à luz azul à noite simboliza um rompimento com as conexões naturais. Esse excesso representa uma sobrecarga de estímulos, uma espécie de imposição tecnológica sobre os ritmos naturais. Kruse sugere evitar a luz artificial para restaurar o ritmo biológico, e podemos correlacionar isso com a prática gestáltica e esquizoanalítica de "retornar ao corpo", ao natural, como um meio de reconectar o ser à sua pulsação interna.

Temperatura e Termogênese: O Impacto do Frio na Saúde

Outro ponto essencial no trabalho de Kruse é a termogênese, ou seja, o impacto da exposição ao frio no metabolismo. Ele apoia-se em estudos de pesquisadores como Shingo Kajimura, que examina a ativação do tecido adiposo marrom e o papel do frio na termorregulação. O frio, na visão de Kruse, não é um estressor, mas uma forma de interação benéfica que permite ao corpo se adaptar, melhorar o metabolismo e promover a saúde.

Como terapeuta sistêmico, vejo a proposta de Kruse como uma oportunidade de pensar na saúde como uma adaptação criativa às condições do ambiente. A exposição ao frio, sob essa ótica, torna-se um símbolo da capacidade de adaptação e superação do organismo. Do ponto de vista da Gestalt, este processo envolve um contato intenso com o presente, onde o corpo precisa sentir o ambiente e responder ao estímulo frio, gerando calor e energia para se reequilibrar. A esquizoanálise também nos auxilia a pensar o frio como uma experiência que desestrutura padrões automáticos do corpo, permitindo que este redescubra novas formas de lidar com o mundo.

Os Efeitos dos Campos Eletromagnéticos: Entre Ciência e Biohacking

A questão dos campos eletromagnéticos (EMFs) é polêmica. Kruse defende que a exposição excessiva a EMFs, oriundos de dispositivos eletrônicos, pode ser prejudicial à saúde e ao metabolismo celular, baseando-se em estudos preliminares como os de Martin Pall. Em um sentido esquizoanalítico, essa preocupação com os EMFs aponta para uma necessidade de nos reconectarmos a uma frequência mais natural e saudável, questionando até que ponto a tecnologia moderna nos desvia de uma percepção mais autêntica de nosso corpo. Sob a lente sistêmica, Kruse questiona como uma rede invisível de frequências artificiais interfere em nosso funcionamento, como um campo externo sobre o qual não temos controle e que impacta nosso corpo.

Gestalticamente, isso representa um obstáculo ao que chamamos de awareness – a plena percepção do que se passa no momento presente. Se os EMFs desestabilizam a fisiologia, a awareness se torna fragmentada, como uma frequência "ruidosa" que perturba nosso sistema nervoso e impede uma conexão mais profunda com o corpo. Esta teoria de Kruse encontra, aqui, uma importante reflexão gestáltica: como podemos promover uma desintoxicação desse ruído ambiental?

Alimentação Sazonal e o Fluxo com o Natural

Kruse também advoga por uma alimentação que se alinhe com a sazonalidade dos alimentos e o contexto ambiental. Tal recomendação se assemelha aos princípios da alimentação intuitiva e dialoga com práticas antigas como a ayurveda e a medicina tradicional chinesa. Estar em harmonia com as estações e o ambiente é uma forma de se reconectar ao próprio espaço e à sua temporalidade.

Na abordagem sistêmica, o alimento se torna uma mensagem biológica e energética, uma forma de diálogo entre o ambiente e o corpo. No trabalho gestáltico, a escolha alimentar reflete o awareness e a capacidade de escolher conscientemente o que o corpo necessita naquele momento, sem padrões ou automatismos. No entanto, Kruse propõe essa prática com um viés pragmático, enquanto na Gestalt a alimentação sazonal representa uma resposta mais profunda ao "aqui e agora" do corpo e suas necessidades ambientais.

Considerações 

Jack Kruse nos oferece uma visão que amplia os limites da medicina convencional ao propor que a saúde é uma constante negociação com o ambiente. Em minha prática como terapeuta sistêmico, gestáltico e esquizoanalista, essa abordagem encontra ressonância na forma como encorajamos o corpo e a mente a escutarem o que o ambiente – seja ele de luz, temperatura ou alimento – está "dizendo". Para Kruse, o corpo em sintonia com a natureza é um corpo saudável, enquanto as terapias integrativas buscam restabelecer essa escuta, desconstruindo padrões e reconectando o indivíduo a um presente mais vivo e harmonioso.

Assim, cabe-nos refletir sobre como criar ambientes – internos e externos – que suportem uma saúde genuína, sintonizada com o ritmo natural e livre do "ruído" imposto pela modernidade. A partir dessa relação, é possível vislumbrar um modo de vida que respeite os ciclos e as respostas do corpo, tornando-o um agente que navega com presença em um mundo cada vez mais descompassado com a natureza.

- Crônicas sistêmicas


Referências

  • Hall, J. C., Rosbash, M., & Young, M. W. (2017). Studies on circadian rhythms and the genes that control them.
  • Czeisler, C. A. (Harvard Medical School). Research on blue light and circadian disruption.
  • Geisler, F., & Kajimura, S. (Research on thermogenesis in brown adipose tissue).
  • Pall, M. (Studies on the effects of electromagnetic fields on cellular health).
  • Longo, V. Research on fasting, nutrition, and metabolic health.

quarta-feira, 6 de novembro de 2024

não terão sucesso

A desgraça está posta.
O demônio do norte que avisou que semearia a morte, 
venceu e agora comandará o inferno sobre a terra.
O sul global é um de seus principais alvos. 
As bestas sabujas do ódio fascista comemoram lá e aqui... 
Seremos todos arrastados para as suas arenas, aonde não 
sabemos como nos comportar além de nossas costumeiras 
reatividades servis aos seus interesses. As rupturas sociais 
e catástrofes de toda ordem serão as suas ferramentas 
de submissão e controle, nós e nossas dores seremos o 
combustível do sucesso deles. Ninguém ficará isento 
ou impune, pois o ódio oficialmente agora comanda 
o mundo, e eles nos desprezam e nos odeiam, 
contudo, precisam nós... pois sem nos destruírem 
eles não terão sucesso...
- Crônicas das lutas de classe


terça-feira, 5 de novembro de 2024

Uma Leitura Gestáltica da Teoria de Riane Eisler

Modelo de Parceria e Transformação Social 

Vivemos em um mundo atravessado por relações de poder, onde a maneira como nos organizamos socialmente impacta profundamente as nossas experiências individuais e coletivas. A teoria de mudança de sistemas proposta por Riane Eisler oferece uma compreensão poderosa desses fenômenos, sugerindo que estamos culturalmente condicionados a seguir um "modelo de dominação" – uma estrutura baseada em hierarquias rígidas e na subordinação de um grupo sobre o outro. Esse paradigma, conforme Eisler, é um padrão histórico que perpetua relações desiguais e impede uma verdadeira cooperação.

Em contraste, Eisler propõe o "modelo de parceria", um sistema baseado em colaboração, respeito e apoio mútuo, que valoriza a diversidade e promove o florescimento humano. Como terapeutas e analistas sistêmicos, encontramos um paralelo entre essa proposta e a Gestalt-terapia, que foca em trazer o indivíduo para o aqui e agora, possibilitando a transformação ao tomar consciência de suas relações e dinâmicas interativas. Com essa base, vamos explorar como a visão de parceria de Eisler dialoga com a prática gestáltica e como esses princípios podem fomentar mudanças tanto no nível pessoal quanto social.


O Modelo de Parceria de Riane Eisler

No cerne da teoria de Eisler está a ideia de que a cultura humana pode evoluir de acordo com duas formas de estruturação social: a dominação ou a parceria. O modelo de dominação, segundo Eisler, é caracterizado pela hierarquia e pelo controle, onde a obediência é mantida pela força ou pelo medo, e as diferenças são frequentemente vistas como ameaças. Esse modelo promove uma visão limitada de poder, onde o ganho de um significa a perda de outro, o que, em última instância, reduz o potencial de cooperação e cria ciclos de violência e exclusão.

Por outro lado, o modelo de parceria representa uma estrutura social onde as diferenças são respeitadas e valorizadas. Aqui, o poder é percebido como uma força compartilhada, utilizada para apoiar o crescimento e o bem-estar de todos os envolvidos. Eisler defende que esse paradigma gera sociedades mais justas e pacíficas, na medida em que permite que homens e mulheres, jovens e idosos, diferentes etnias e classes sociais possam se ver como parceiros iguais.

Eisler acredita que, ao fomentar uma mudança cultural rumo ao modelo de parceria, a sociedade pode superar suas estruturas opressoras e se reconstruir com base na colaboração e no respeito. Esse processo de transformação não ocorre de forma abrupta, mas através de práticas que promovam a igualdade, educação para a empatia, e políticas que encorajem a colaboração ao invés da competição.


A Perspectiva Gestáltica sobre Sistemas e Mudança

Na Gestalt-terapia, trabalhamos com a ideia de que o indivíduo está em constante relação com o seu ambiente e que seu desenvolvimento depende da qualidade dessas interações. O conceito de campo é fundamental: entendemos que a pessoa não existe em isolamento, mas sim como parte de um sistema maior de influências e relações. A transformação ocorre quando a pessoa toma consciência de seu papel nesse campo e das dinâmicas que sustentam seus padrões de comportamento.

Gestalt-terapia valoriza a autorresponsabilidade e a tomada de consciência como caminho para a mudança. Através do que chamamos de awareness- "consciência com percepção ativa", a pessoa é convidada a perceber como participa e responde às interações que moldam sua vida. Essa prática permite ao indivíduo observar suas escolhas – sejam elas de conformidade com o modelo de dominação ou com a parceria –, desenvolvendo, assim, a liberdade para buscar relações mais saudáveis e alinhadas com seus valores.

Nesse contexto, o modelo de parceria de Eisler pode ser visto como uma extensão natural do que a Gestalt busca na experiência terapêutica: uma integração do self onde a pessoa toma posse de suas decisões, mas também percebe o impacto que elas causam nos outros. A transformação é, portanto, uma prática constante de se ajustar de acordo com a nova percepção do próprio campo e de como se posicionar nele.


Conexão entre Eisler e Gestalt: Um Caminho para a Autonomia e a Cooperação

A conexão entre o modelo de parceria e a prática gestáltica revela que ambas as abordagens convergem na valorização da autonomia e da empatia. Quando praticamos o modelo de parceria proposto por Eisler, reconhecemos que cada indivíduo tem um valor intrínseco e deve ser visto como um colaborador potencial, não como uma ameaça ou uma peça subordinada.

Na Gestalt-terapia, esse conceito se traduz na aceitação plena do outro, sem julgamento ou controle. Ao trabalhar com um cliente, o terapeuta gestáltico convida-o a entender e respeitar a si mesmo e os outros, promovendo uma forma de relação onde as diferenças não são apagadas, mas integradas em um contexto de aceitação mútua. Nesse sentido, a Gestalt e o modelo de parceria se complementam, criando uma abordagem terapêutica e social em que o objetivo é a saúde do sistema como um todo, em vez de uma vitória unilateral.


Rumo a uma Prática de Parceria e Consciência Gestáltica

À medida que indivíduos e comunidades optam pelo modelo de parceria, como Eisler propõe, e buscam práticas que fomentem o respeito e a colaboração, a própria base de nossas estruturas sociais pode se transformar. No contexto da terapia gestáltica, essa mudança se reflete na prática de trazer o cliente para o momento presente, onde ele pode reconhecer padrões de dominação herdados e, conscientemente, escolher novas formas de relação baseadas em parceria e reciprocidade.

Para que essa transformação ocorra, é necessário que terapeutas e líderes sociais promovam práticas conscientes de parceria, incentivando a autoanálise e a autorresponsabilidade. Assim, tanto na terapia quanto nas relações sociais mais amplas, é possível construir uma rede de apoio que contribua para a realização do potencial humano.

Essa integração da Gestalt com o modelo de parceria de Eisler pode fornecer uma base sólida para o desenvolvimento de práticas terapêuticas e sociais mais empáticas, em que o foco esteja na colaboração, no crescimento mútuo e na criação de um futuro onde a justiça e o bem-estar são os principais pilares.

- crônicas sistêmicas


Referências:

Obras de Riane Eisler sobre o Modelo de Parceria

  • Eisler, Riane. O Cálice e a Espada: Nossa História, Nosso Futuro. Este é o livro em que Eisler apresenta sua teoria dos modelos de dominação e parceria, explorando suas bases históricas e a relevância para a cultura atual.
  • Eisler, Riane. The Real Wealth of Nations: Creating a Caring Economics. Aqui, Eisler expande o conceito do modelo de parceria para o âmbito econômico, propondo uma abordagem para transformar sistemas econômicos por meio de valores de cooperação e cuidado.

 Conceitos de Gestalt-terapia

  • Perls, Frederick S.; Hefferline, Ralph F.; Goodman, Paul. Gestalt Therapy: Excitement and Growth in the Human Personality. Esta obra fundacional da Gestalt explora os princípios da "consciência com percepção ativa" e da relação do indivíduo com o ambiente.
  • Brownell, Philip (Ed.). Handbook for Theory, Research, and Practice in Gestalt Therapy. Uma coletânea que aprofunda a teoria e a prática da Gestalt-terapia, incluindo discussões sobre o campo e a relação indivíduo-ambiente, relevantes para o conceito de sistemas relacionais.

 Textos que Relacionam Teoria Social e Terapia

  • Yontef, Gary M.; Jacobs, Lynne. Gestalt Therapy. Um artigo acessível que sintetiza os conceitos principais da Gestalt-terapia, incluindo a importância da percepção ativa nas relações interpessoais e no autocuidado.
  • Parlett, M. Contemporary Gestalt Therapy: Field Theory and the Role of Systems in Psychotherapy. Parlett apresenta uma abordagem contemporânea da Gestalt que relaciona teoria de campo com mudanças sistêmicas, o que conecta com a proposta de mudança cultural de Eisler.

 Artigos e Ensaios sobre Psicologia e Mudança Social

  • Levine, Peter. Waking the Tiger: Healing Trauma. Embora seja focado em trauma, Levine explora aspectos de percepção ativa e autopercepção em sistemas humanos, oferecendo insights aplicáveis à ideia de transformação pessoal e coletiva.
  • Jordan, Judith V. Relational-Cultural Therapy. Esse modelo terapêutico foca na interdependência e na construção de relações autênticas, um conceito que se aproxima do modelo de parceria de Eisler e pode oferecer perspectivas complementares à Gestalt.




saberia...

Você saberia ser você, sem saber.
Você escreveria, mesmo se ninguém lesse?
Você sentiria, mesmo se não compreendesse?
Você existiria, mesmo se nada soubesse?
Você saberia ser você sem saber.
- crônicas das lutas de classe