Sim, colonizados, hiper alimentados
e formatados, pelo açúcar e sabores
artificiais em tudo, por jogos, nas
gaiolas dos celulares e telas,
nas modas e costumes ditados
nas redes, treinando-os e
convertendo-os em combustível
da própria ruína, escorrem nas suas
vidas e forças pelas valas das
catequizadoras maratonas e séries,
pelas pautas prontas, pelos interesses
de castas, às quais servem e obedecem,
pela rendição ao dinheiro, pelo medo
de descobrirem-se inexistentes
como entes autênticos, pela falta
de uma identidade que viva e exista
sem os artifícios de um sistema
que lhes escraviza em facilitações
que também os obrigam fora
do esforço pela integridade
da dignidade da própria verdade
e da liberdade da própria vida...
-crônicas das lutas de classe: Identidade zero.

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