quarta-feira, 14 de setembro de 2022

felicidade

Há instâncias aonde há papeis 
sociais e identidades, ocupando 
lugares de existência em estados 
de felicidade circunstancialmente 
bem facilitados...
Atualmente, e talvez mais do que 
nunca, muito provavelmente por 
conta dos comportamentos 
impostos socialmente e mais ainda, 
com o advento das redes, 
a felicidade, nos é cobrada como
item quase obrigatório, isto, 
preponderantemente para 
mantermos uma produtividade 
sistêmica funcional, 
a felicidade é como panaceia 
e quase um espontâneo e 
voluntarioso auto milagre.
Mas neste incômodo sistema 
historicamente opressivo aos 
diferentes tons de pele, condição
econômica e social, cultural 
e muitos, muitos eteceteras, 
ela pode mesmo ser impossível...
Alegria, boa disposição, podem 
ser sinais de felicidade, mas
obrigatoriamente não estão 
diretamente correlacionadas. 
A infelicidade pode ser 
inesperadamente produtiva, 
quando na revolta contra ela, 
nos move até as necessárias
 transformações. 
Ser feliz não é ser alegre, 
ser alegre não é ser feliz, 
ser infeliz não é ser triste, 
ser triste não é ser infeliz. 
- crônicas das lutas de classe

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