Há instâncias aonde há papeis
sociais e identidades, ocupando
lugares de existência em estados
de felicidade circunstancialmente
bem facilitados...
Atualmente, e talvez mais do que
nunca, muito provavelmente por
conta dos comportamentos
impostos socialmente e mais ainda,
com o advento das redes,
a felicidade, nos é cobrada como
item quase obrigatório, isto,
preponderantemente para
mantermos uma produtividade
sistêmica funcional,
a felicidade é como panaceia
e quase um espontâneo e
voluntarioso auto milagre.
Mas neste incômodo sistema
historicamente opressivo aos
diferentes tons de pele, condição
econômica e social, cultural
e muitos, muitos eteceteras,
ela pode mesmo ser impossível...
Alegria, boa disposição, podem
ser sinais de felicidade, mas
obrigatoriamente não estão
diretamente correlacionadas.
A infelicidade pode ser
inesperadamente produtiva,
quando na revolta contra ela,
nos move até as necessárias
transformações.
Ser feliz não é ser alegre,
ser alegre não é ser feliz,
ser infeliz não é ser triste,
ser triste não é ser infeliz.
- crônicas das lutas de classe
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