A falta da pessoa amada
dá uma saudade que
é como uma ferroada
e que dói na alma
como irremediável
dor que nada acalma
E seja qual for
o mestre altaneiro,
ou menino, ou poeta,
ou profeta, e mesmo
o mais valoroso guerreiro...
É tanta a tristeza
em breu de escura noite...
Eu, lembrando teu lindo nome,
e teu belo rosto, e que agora
é uma fome, e que agora é um açoite...
E nada posso fazer, além de sofrer.
E saudade é coisa tão malvada
pois não é querer não lembrar,
e nem é poder não esquecer...
Saudade, é um não querer não querer.
- crônicas das mortes não morridas

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